AMOR

"Ensina só Amor, pois é isso que tu és"

quinta-feira, 21 de abril de 2016

“Como Demonstrar o Interesse e Atracção a Uma Colega de Trabalho”

“Como Demonstrar o Interesse e Atracção a Uma Colega de Trabalho”


Pergunta de leitor:

“Olá Pedro. Tudo bem? Antes de mais apresento-me, tenho 24 anos, vi este teu vídeo e já tenho seguido este blog há algum tempo. Na minha vida "amorosa" importa salientar que nunca namorei, mas já curti com algumas raparigas, algo muito passageiro mas nada de sério e assumido. Trabalho há 3 anos num supermercado em que sou operador de caixa, tendo sempre o acompanhamento e interacção de 3 supervisoras.

Vou falar-te da supervisora que faz o meu turno e com quem lido mais e tenho muita confiança. Ela tem 29 anos, trabalha no supermercado também há 3 anos como eu, mas só desde Janeiro é que passou a fazer o mesmo horário do que eu, e por isso mesmo desde esse tempo que nos temos aproximado, se bem que antes já tinha uma boa relação com ela.


O que se passa é que me sinto mesmo apaixonado por ela e cada dia que passa sinto amor por ela. Cada história das nossas vidas que confidenciamos um ao outro, faz-me ficar mais fascinado por ela e em querer servi-la e amá-la!


Como te disse anteriormente ela tem 29 anos, sei que já namorou com um rapaz e faz brevemente um ano que ela está sem ninguém. Ela é uma pessoa extremamente meiga, trabalhadora, sincera, correcta, com bons princípios, tem muito bom humor e revejo-me muito com ela na sua maneira de ser. Mas em questões de vida amorosa é tímida e por mais que confiemos um no outro a verdade é que nunca falamos do nosso passado amoroso (da minha parte também nunca puxei assunto). Digo-te também que o facto de ela ter 29 anos não me causa nenhum entrave em termos moralistas. Gosto dela e isso é o que interessa.

Existem comportamentos que não entendo nela, como por exemplo: há uns tempos fomos jantar fora com mais umas 3 colegas, e eu era o único rapaz. Ela já sabia que só iria eu como presença masculina, e ela vestiu-se de uma forma mais provocadora. Será que foi para se exibir/mostrar para mim, ou terá sido simplesmente para se diferenciar das outras colegas? Como achas que eu deveria assumir-lhe e demonstrar-lhe de que realmente estou interessado nela e que quero estar com ela e amá-la? Obrigado e um abraço!”


Resposta, comentários:

Por aqui tudo óptimo, obrigado.

O problema é que na verdade não a queres servir e amar. Se o quisesses realmente fazer já o terias feito :) o que tu queres é outra coisa: queres ser aceite por ela. Queres validação. Sentes-te atraído por ela, sentes desejo, e estás a imaginar e a fantasiar tudo através do que sentes. É normal, o ego é assim, mas assim sofre-se e não se consegue fazer nada.

Quando eu quero servir e amar uma mulher não preciso que ela me dê autorização assinando um contracto de namoro, haha! Eu decido que a quero amar e servir, e vou ter com ela. Eu avanço e vou em frente. Se ela não quer falar comigo, tudo bem. Se ela me achar um parvo fraco, tudo bem. Se ela quiser falar comigo mas eu nunca mais a ver, tudo bem. Se ela quiser sair comigo depois, tudo bem. Se ela quiser curtir comigo e/ou ir para a cama comigo, tudo bem. Se ela quiser depois namorar comigo, tudo bem. Se não quiser namorar depois, tudo bem.

Tudo bem porquê? Porque eu sou tudo bem! :) aquilo que tu és ninguém pode mudar, só tu próprio. Eu estou bem e quero partilhar esse bem, tenho essa intenção, e se ela não o quiser eu fico bem na mesma pois já estava bem antes. Não fui à caça de nada, fui com a intenção de partilhar. Portanto se de facto queres amar e servir uma mulher, vai em frente e ama-a e serve-a. Não precisamos de estar a namorar com uma mulher para a servir e amar, haha! É uma questão de intenção e de aproveitar os momentos e oportunidades que temos com ela. Se depois se namora com ela ou não, isso é secundário.

Sem coragem não há amor. Tens medo de ser rejeitado e por isso ainda não foste mais directo com ela. É essencial haver conversas e brincadeiras entre ambos, no trabalho e fora dele (pelo Facebook e/ou telemóvel, por exemplo, e depois saídas apenas entre ambos). Tem de haver algum tipo de ligação pessoal, e saídas em que estão a sós, apenas um com o outro, do início ao fim. E é essencial que lhe digas que a achas bonita e que gostarias da sua companhia para algo (jantar, cinema, praia, jardim, café, copo, etc). É numa dessas saídas que a beijas e logo descobres o que ela realmente sente, e depois dá no que der e tens de ficar tranquilo em relação a isso. No amor não há medo, por isso ou decides seguir o medo de seres rejeitado, ou segues o potencial amor que dizes sentir por ela, e dizes ou fazes alguma coisa em relação a isso. Se ela recusar dar-te o contacto, ou sair contigo, ou aceitar o teu beijo, é certo que não está interessada em ti a nível amoroso, ou seja, não se sente atraída por ti e não te vê como um potencial namorado ou experiência sexual.

A única forma de saberes se ela se vestiu de forma mais provocadora para ti, era teres-lhe perguntado isso meio na brincadeira durante o jantar :) ou dizeres-lhe que ela estava linda e que ías tentar controlar o macho que há em ti e portares-te bem :D humor vem de amor, não de medo.

Ela provavelmente, por estar solteira, vestiu-se assim para ir jantar fora com vocês, pois assim vestida a probabilidade de chamar à atenção dos homens que lá estivessem, e de conhecer um deles, seria maior. A realidade não gira à nossa volta :P ela por estar solteira pode estar a fazer o esforço de conhecer homens porque preferia estar numa relação, ou ter experiências sexuais por não ter ninguém há 1 ano.

Obrigado pela tua pergunta.

Segue o que Amas,

Pedro C.

6 comentários:

Romário Belarmino disse...

Olá Pedro, no meu caso, o medo de ir falar com mulheres por quem eu me sinto atraído já não me incomoda tanto. E, não é por acaso que, últimamente, não me tem faltado mulheres com quem tenho feito amizades ou algo mais, tudo fruto das minhas interações com elas. Coisa que, anos atrás, era, práticamente, impossível, por causa da minha timidez da altura. Agora, o meu maior problema, é que tenho feito coisas com alguma precipitação acabando mesmo por estragar tudo aquilo que tinha tudo para dar certo.

Outlets e companhia disse...

Olá Pedro, como estas? Eu já senti algo parecido com o que dizes nesta resposta, a ponto de eu me declarar para o rapaz de meu interesse sem qualquer apego à resposta dele, que aliás foi negativa! :D
Mas tempos depois, talvez porque continuamos a nos ver pois trabalhávamos juntos, ele voltou atrás e resolveu me namorar. :)))))
Na época me recordo de que não me importava a resposta dele, mas sim que gostava tanto dele que se ele se sentisse bem apenas com a minha declaração já saia satisfeita. E vida que segue. Ainda hoje ao me lembrar desses dias, decisões e tudo o mais me da muita alegria. É como se tudo aquilo retornasse e é muito bom pois foi de uma sinceridade e bem estar incríveis.
Mas daí que esse namoro não acabou bem dois anos depois, e não tinha maturidade para que seguisse adiante da forma como eu me encontrava - vários problemas pessoais, de saúde, trabalho... Enfim, deixei-me engolir pelos problemas. Mas acredito que não foi e não era para ser, novamente vida que seguiu.
Ocorre que me parece que dei mil passos para trás. Nunca mais me senti na mesma motivação. Já senti amor/ desejo por outros, e sei que o amor que sinto vem de mim, não por causa deles. Isso me é claro. Acho que ando me protegendo demais, sabe? Nunca fui de pensar demais, sempre fui decidida e direta. Talvez depois de viver várias situações que me desanimaram eu tenha retrocedido e ficado com medo. Na área amorosa percebo que me seguro ao contrário de antes quando me jogava. Então, se puder me tirar essa dúvida: é possível a gente retroceder em evolução, ou não era evoluída antes? Só era espontânea e perdi a espontaneidade com os tombos que levei? É claro para mim que meus "tombos", o que me decepcionou foram por conta de ilusões que eu mesma criei - até falei disso com o meu ultimo namorado. Mas parece que quanto mais consciente eu fico, se é que estou ficando, mais difícil me parecem as coisas!!!! Não terminei ainda a leitura do livro - e vou ter que ler muitas vezes mais depois, além de praticar.
Mas veja, é como uma aula que fiz de yoga uma vez. A primeira aula o professor mandou todos fazerem um exercício que a pessoa fica com o peso do corpo na cabeça e os pés para o alto. É como se em pé mas de cabeça para baixo. Você divide todo o peso do corpo entre os braços e o pescoço. Eu, primeira aula, na mesma hora me pus na posição. Ao descer todos me olhavam abismados e dai o professor me esclareceu: "essa posição é dificílima!" E outra:"Há um risco em quebrar o pescoço, você está bem? Fez como deveria?"
Pois bem, NUNCA mais consegui fazer aquela posição!!!! Eu tentei mas me dava medo depois do que me falaram e eu me pergunto sempre como é que consegui fazer aquilo?!? Ou seja, ao invés de ir e simplesmente fazer passei a pensar e dai me travo toda.
Pois me parece que na minha vida amorosa me ocorreu o mesmo, regredi completamente! Daí que vai dizer que é meu ego me pregando peças, e sei que é. Que devo me render, como diz o Hawking. Mas é isso mesmo? Dai que eu acho as vezes que eu era espontânea e agora se eu quiser a voltar a fazer as mesmas coisas de antes devo então ser corajosa. O que seria ser espontânea, então? Coragem inconsciente??? Um karma bom, um mérito que apliquei sem saber e com o qual nasci mas agora consciente devo me desafiar a fazer por mim mesma? Ao escrever isso já sinto algo de bom. Seria isso, me desafiar?
No trabalho eu ja tomei tombos, fui traída, perdi, sou criticada, me prejudiquei de mil maneiras - mas sabe? Eu sigo em frente e não desisto nunca. Sou a eterna otimista. E as coisas ao fim sempre dão certo, e eu sei que darão e mesmo que não dêem valeu a aventura! É uma alegria constante. Isso já não ocorre para mim na área de relacionamentos. Por que? Covardia? Carregar mágoas do passado? Narcisismo? Só de escrever já sinto uma trava, um peso no corpo, exatamente como o Hawking fala! Sinto o doutor Ego fazendo sombra na minha cabeça.
Sei que estou complicando demais e vais me responder com tua objetividade e simplicidade incomuns. Mas se tiver alguma palavra sobre isso, agradeço.

nelson goncalves disse...

Boa Tarde Pedro.
Quais são os filmes , videos ou ferramentas que recomendas para ajudar a desenvolver sentido de humor?
Escrever ajuda nessse porcesso? Obrigado

Outlets e companhia disse...

Oi Pedro, como estás? Tenho cá comigo que estás bem! :D
Eu escrevi algumas perguntas e enviei pelo telemóvel, mas não sei se foram. De qualquer forma fica a dúvida, e ainda gostaria de saber sobre algumas das coisas que perguntei, sobre se é possível evoluirmos sempre e continuamente (se trabalharmos para isso) ou há a possibilidade de regredirmos.
Bom, eu estava muito chateada por coisas que escrevi nesse e-mail como o fato de estar me sentindo solitária, uma vez que fui me afastando de certas amizades ao longo desse processo que venho seguindo através dos ensinamentos do coolvibes; e também porque venho percebendo mais e mais coisas que antes não via. Mas, lendo o livro do Hawkins, e sabendo e tendo consciência de que não me resta alternativa a não ser seguir em frente - não quero voltar atrás, nem acho isso possível, neste caminho de busca da integridade - tenho ido em frente. As vezes com desânimo ou outras emoções negativas que, conforme vocês ensinam, tenho buscado contemplar, observar, dissecar, e até buscar a causa real para aquilo. Tenho ainda usado a técnica do "sim" daquele filme do Jim Carrey, ou melhor, a técnica do surrender, do Dr. Hawkins. Buscado aceitar o que vem.
Tenho percebido que muitas das vezes (não sei dizer se todas pois não concluí, mal comecei) a causa de uma emoção é algo que não parece ter relação alguma, e parece que de fato, com esse entendimento, tenho melhorado! Mas, são tantas coisas que daí somente após algo maior ocorrer é que eu me apercebo que aquilo foi resultado de várias pequeninas atitudes.
E daí que neste final de semana algo grande aconteceu! Resolvi me integrar a um grupo que estuda a espiritualidade aqui onde moro, e foi grandioso. Aprendi coisas maravilhosas muitas das quais relacionadas aos ensinamentos universais, fiz novas amizades com pessoas também voltadas para o autoconhecimento, aprimoramento pessoal, etc. Tenho sentido melhoras na minha energia, maior vitalidade. Também tenho deixado de usar tanta maquiagem, pois vi que me deixa muito artificial. Ainda uso, mas não a ponto de me alterar demais.
Sobre meu trabalho, que já comentei antes e você me respondeu e li e reli várias vezes. Mas ainda me apavorava algumas coisas. Percebi que não devo ficar assim. Me rendi a ponto de ter certeza de que o quer que aconteça, e mesmo que tenha que sair de lá, nada importará. Eu vou continuar sendo eu mesma, e fazendo o meu melhor, e sendo feliz aonde estiver. E que se eu sou uma boa profissional nisso, também o posso ser em outras coisas.
No retiro foi falado muito sobre o poder que damos aos fatos, eventos, às coisas e ao que vem de fora da gente, e que tudo isso é questão de opinião e relativização. Tudo que ensinas aqui e que o Dr. Hawkin fala no livro. E daí um "pequeno" fato que acho interessante comentar. Lembras que falei que não havia comprado o livro por estar em inglês, e achar que não estava a altura de conseguir entende-lo. Pois estou já na metade do livro e indo bem (uso o dicionário algumas vezes, mas nada de mais). E daí que no retiro falado em português (tanto do Brasil quanto de Portugal), havia uma palavra que todos usavam que a mim começou a incomodar e causar completa estranheza pois ia contra tudo o que aprendera até então. De repente uma das pessoas se levantou e disse:"Nós traduzimos uma palavra do chinês para o alemão, inicialmente. Mas em alemão a mesma palavra tem duas traduções para o português - mente e espírito. E, portanto, estamos percebendo que talvez ter traduzido e utilizado a palavra "mente" não está sendo o melhor uso para o entendimento que pretendemos dar." Achei interessante e estranho e constatei depois no dicionário que de fato os alemães usam a mesma palavra para mente e espírito. Mas não foi isso, fiquei feliz de você Pedro ter me dito para ler em inglês, pois de fato há muitas formas de traduzir o texto do Hawkin que poderiam levar a um erro similar. Ele usa palavras diferentes, não triviais, e isso me chamou a atenção também.

Outlets e companhia disse...

(continuando) Avançando no livro o doutor comenta sobre os desafios crescentes que são o balanceamento energético e que as vezes se tem períodos grandes onde muita coisa ocorre de forma negativa e devemos então concentrarmo-nos em contemplar, sempre. As vezes parece que se chega a um extremo que não se vai aguentar, não é mesmo?
Bom, em resumo, minha vida deu uma virada nestes últimos e poucos dias. Minha vida não, a minha visão acerca da vida que me rodeia! lol
Também tenho olhado as pessoas com outros olhos sabes? Claro que sabes, não é? Não as enxergo mais com a superficialidade dos meus olhos e baseada nos julgamentos limitantes de antes. Até eu mesma estou me vendo diferente. Estou mais calma, mais centrada, fico períodos imensos sem falar nada no meio de várias pessoas, concentrada, buscando emitir opinião somente quando solicitada e apreciar e expressar-me quando algo é bom, para as pessoas que me rodeiam. E é como se o tempo não fizesse mais diferença alguma para mim. Tenho sentido mais interesse em aproveitar os momentos, as sensações, o ambiente, as pessoas, os sons, a vida ao redor... E acredito que estou ainda no início do caminho da integridade, então fico mais intrigada sobre o que mais de bom virá. A negatividade ainda é a minha companheira em vários momentos, mas daí quando ela vem forte e quando consigo me acalmar paro e observo-a - é duro, me faço de vítima, uma grande mania sabe? E de início eu chorava horas, e conseguia observar um segundo. Agora já choro menos horas e observo um segundo e meio, hahaha. Mas já é um avanço pois estou colhendo mais positividade do que jamais antes, e isso já me dá esperanças de que vai só melhorar e melhorar e melhorar... Aliás, está melhorando. Muito melhor!

Estou emocionada com as descobertas que tenho feito e agradeço-te cada vez mais por tudo o que ensinas aqui! Estou ansiosa para ler mais livros do Dr. Hawkin.

Grande abraço Pedro!

Pedro C. disse...

Nélson G.: "que recomendas para ajudar a desenvolver sentido de humor?"

Sentido de humor é talvez das qualidades mais difíceis de desenvolver. Tem a ver a a atitude geral que temos na vida, temos de gostar de brincar e ver as coisas de forma leve, em vez de séria e preocupada. Temos de ter transcendido várias coisas da vida, para estarmos livres da sua ilusão e negatividade, para podermos espontâneamente dizer piadas sobre essas mesmas coisas. Ver filmes de comédia e stand up comedy pode ajudar, mas não nos transforma. A base do humor é a capacidade de ver o absurdo comum da vida. Aquilo em que a maioria acredita sem questionar. Ver a ilusão e para além das aparências. Regra geral conseguimos brincar e dizer piadas sobre as crenças e comportamentos dos níveis de consciência abaixo do nosso.