sábado, 12 de março de 2016

“Porque Há Divórcios e Todas as Relações São Temporárias”

Porque Há Divórcios e Todas as Relações São Temporárias”

Pergunta de leitor:

Olá Pedro (Cool Vibes), tenho uma grande pergunta para o Cool Vibes! Em muitos dos teus áudios tens dito que numa relação amorosa espiritual o tempo é irrelevante, pois não interessa se apenas durar 1 minuto, 10 minutos, 1 dia, 1 mês ou 1 ano. A minha pergunta é a seguinte: Será este princípio compatível com o preceito divino que apenas admite o divórcio em caso de infidelidade? Pois, parece-me que na vertente divina o casamento deve ser para sempre até que a morte separe os cônjuges. Obrigado pela atenção!”


Resposta, comentários:

Olá senhor! :)

Quando o homem e a mulher estão de facto no nível de consciência do Amor, quando ambos são Amor, o casamento é naturalmente e espontaneamente "até que a morte nos separe". Não se têm de lembrar, não se têm de esforçar, é automático, consequência natural da essência divina dos conjugues.

Quando ambos não são Amor e não estão nesse nível de consciência, a relação ou casamento será afectado pelas limitações do ego, narcisismo, impulsos animais, etc, logo será tudo menos íntegra, harmoniosa e Amorosa, haha! Não haverá alinhamento espiritual, apenas envolvimento emocional do ego, dependência, desejo, batalhas de orgulho, controlo, etc.

Neste segundo caso, não há Alegria, logo, se um dos dois quer evoluir, ser íntegro, tornar-se Amor, etc, não é apropriado continuar nesse casamento com a/o parceira/o. O Espírito é Alegria, logo se não há Alegria na relação não há razão real para continuar nessa relação.

Repara que pode haver infidelidade mas o parceiro escolher perdoar e dar 2ª hipótese e o casamento continua.

A expressão "deve ser para sempre" não faz sentido, pois isso depende do nível de consciência dos parceiros, das suas intenções e preferências. Não se trata de uma regra imposta, "casaste agora tens de ficar com ela para sempre!" haha! O Espírito é Liberdade para se Ser Feliz. Logo se não se está Feliz numa relação ou casamento, é apropriado separar-se, e divorciar-se.

Não se trata da "vertente divina", mas sim da linguagem da igreja, que apesar de bem intencionada, distorce muitas Verdades Espirituais para que o humano comum de consciência mais baixa as possa compreender e seguir. Claro que ao distorcer essas Verdades estas jamais serão verdadeiramente compreendidas, muito menos correctamente seguidas :D

Há quem tenha consciência suficiente para compreender e seguir Princípios Espirituais, e há quem não tenha e tenha de evoluir antes disso. O que não é apropriado fazer é modificar os princípios, distorcê-los, de forma a que se tornem mais “fáceis” de compreender e seguir pelas massas espiritualmente ignorantes. Pois assim estes perdem a sua essência, perdem a sua energia, Poder e Amor, e não ajudam consistentemente ninguém. Deixam de ser uma Realidade e Verdade e passam a ser apenas uma imaginação e fantasia.

Se o Sol é esférico e quente, eu não vou dizer que ele é cúbico e frio apenas porque a maioria não compreende o que esférico e quente significa. Haverá aqueles que já estarão prontos para o compreender, para os outros há verdades menos elevadas que os ajudarão. Há níveis de ajuda para todos, não é necessário distorcer as mais elevadas, o que as destrói e tira o efeito, digamos assim.

E não te iludas, a maior partes dos casamentos, devido à essência não íntegra e narcisista dos parceiros, não é “até que a morte nos separe”, mas sim “até que o ego nos separe”.

Obrigado pela tua pergunta.

Segue o que Amas,
Pedro C.

Sem comentários: