sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

"Ferramentas de Transformação: Repetição"


Ferramentas de Transformação: Repetição

Programa Áudio Cool Vibes 2010







Todas as semanas um programa áudio do passado do Cool Vibes, para quem não os conhecer, estiver curioso e interessado nesses temas, ou para quem os quiser voltar a ouvir. Estes áudios foram partilhados na antiga conta de Youtube do Cool Vibes, e divididos em várias partes (porque na altura não dava para colocar vídeos com mais de 10 minutos! Haha). Peguei em todos os vídeos dessa conta antiga e coloquei-os na nova, e juntei as várias partes para que estes programas possam ser ouvidos de seguida num só vídeo.

Subscreve a nova conta de Youtube do Cool Vibes em:

6 comentários:

Outlets e companhia disse...

Oi Pedro, como estás? :D
Passei um final de semana maravilhoso lendo os posts e ouvindo alguns áudios de sua autoria. Muito agradecida!
Gostaria de, se puderes, que falasse acerca da caridade/solidariedade e da pobreza. Fui criada em um ambiente muito simples. Até hoje não sei como meu pai conseguiu nos dar o mínimo que precisávamos e ainda ajudar a família naquilo que podia. Do pouquíssimo que tínhamos ainda fomos educados a sempre dividir. Por vezes, nos deixavam de dar presentes (de aniversário, natal - o que é isso? Nunca soube!) não porque não podia, mas porque meu pai e minha mãe não achava justo não ajudar financeiramente aos familiares que passavam até fome. Crescemos assim, e nunca achei isso ruim. Na verdade, me entristecia muito mais a forma com a vida, "o sistema", do que com tudo isso. Somente muito mais tarde vim a compreender muito do que se passava e que aquela pobreza toda estava relacionada a muita ignorância e pobreza interior. Mas, me entristecia ver meus primos, mais novos ou da mesma idade, tendo sempre menos do que. Ocorre que isso ainda me gera questões mal resolvidas sabe? Por muito tempo achei que deveria dividir tudo, e dava o que ganhava aos meus pais para ajudar. Depois percebi que eu sempre fui muito batalhadora, trabalhei e estudei muito para ter o que tinha, e fui diminuindo isso até que hoje me pergunto até onde isso é necessário? Claro que não podemos deixar de fazer nada quando alguém está às nossas vistas a passar fome. Mas também onde se situa o limite entre ajudar a quem de fato quer ajuda? E quem realmente precisa de ajuda? Porque há tantos casos de pessoas analfabetas, sem qualquer estrutura ou apoio, que um dia resolveram mudar suas histórias e assim o fizeram.
Meu pai morreu e percebi que muitos dos que ele ajudou nutriam sentimentos ruins por ele. Percebi que pessoas que eu ajudei não ficaram nem agradecidas, talvez porque de certa forma ajudar é algo negativo aos olhos delas pois "ficaram me devendo algo".
Não quero demonizar o ato, ou querer que louvem a mim ou a quem quer que seja. Mas ao ficar esse sentimento negativo por parte do outro, então é sinal de que não é o bem que esperávamos que fosse, é isso?
Outro exemplo: se uma pessoa presta um serviço para mim, é comum contrata-la mais vezes. Daí tinha o hábito de recompensar com aquilo que eu achava que valia, e não somente com o que me pediam. Seria algo como uma gorjeta. Pois duas pessoas que fiz isso, nos serviços seguintes trapacearam comigo, fizeram tudo mal feito e tive que dispensá-las após ter até prejuízos! Hoje pago o que pedem, e somente isso. Não esperava nada a mais, mas não imaginava que poderiam ser desonestos comigo. Talvez não seja pelo meu ato em si, mas o que pensas disso?
Muito obrigada!

Outlets e companhia disse...

Apenas para complementar o comentário anterior, devo dizer que essa questão é um importante fator limitante para mim e a minha evolução pessoal. Muitos dos meus primos hoje estão em uma condição maravilhosa, e fico feliz por eles. No entanto, alguns que meu pai mais ajudou não são capazes de apoiar os próprios irmãos que ainda permaneceram na pior. Talvez tenham entendido que esses não querem crescer, mas sim ficar dependentes dos outros para sempre.
Quando é egoísmo? Quando a caridade é ruim? E quando a solidariedade deve ser aplicada? E o que isso teria a ver com o caminho para encontrar a integridade? Eu gosto de me vestir bem, de ter as minhas coisas, de fazer viagens, de gastar o meu dinheiro comigo. Não peço nada a ninguém, nunca precisei. Mas me sinto culpada, as vezes. Me sinto culpada por meus parentes, pelos seus filhos que estão nascendo nessa vida de pobreza mental - que gera a pobreza material. Me sinto culpada por ver pessoas pedindo na rua, com suas crianças sujas e magras. Me dá vontade de fazer algo, mas o que?
Me sinto muito mal por tudo o que vejo, nesse sentido.
Obrigada!
Abraços!

Pedro C. disse...

Eu não sou a Madre Teresa, por isso caridade, solidariedade e pobreza não são os meus temas.

A única coisa que posso dizer é que apenas temos aquilo que mereces karmicamente, e o que merecemos karmicamente é apenas responsabilidade nossa. Por isso desfruta o que tens como quiseres. Ninguém tem nada a ver com isso, e tu não tens nada a ver com a situação dos outros, eles têm o seu karma e nível de consciência. Não és culpada da situação dos outros, é o seu karma e não há nada que possas fazer em relação a isso. Todos temos o nosso karma e ele só muda para melhor quando nós mudamos para melhor em termos de essência. Por isso desfruta o que tens com gratidão e equilíbrio, não te sintas culpada pela situação dos outros, mas sim grata pelo teu karma, e se quiseres dar dinheiro a alguém dá dinheiro. Não por sentimentos de culpa ou uma ilusão de dever, mas porque estás tão feliz e preenchida que espontaneamente te apetece dar algo no momento.

Outlets e companhia disse...

Grata pelo teu comentário, conforme vamos amadurecendo vamos percebendo que, como você diz, a lógica não é linear. E como penso, embora você não trate desse assunto diretamente, as lições que dá me parece que servem para tudo. Penso que cada um encontra a lucidez por qualquer caminho que escolha, e eu leio todos os teus posts, mesmo aqueles voltados para a conquista feminina, pois vejo neles ensinamentos que valem para todos os aspectos da vida. Acredito que seja isso mesmo que você falou, mas que ainda me envolvo e me entristeço... penso que assim como eu poderiam melhorar a própria vida, mas é como aqui nos teus ensinamentos. Muitos que te procuram em busca de melhor se relacionar o fazem quando já estão começando a despertar para a verdade. Não podemos trilhar o caminho por eles nem ir atrás deles chama-los: "sejam íntegros e tudo o mais se dará!" :D

Hoje tive uma visão impressionante que gostaria de compartilhar. Ao sair de casa lembrei-me com pesar de vários problemas que estou tendo, coisas triviais do trabalho e do dia a dia, mas que após um final de semana tranquilo nos dá preguiça só de pensar. Então, dirigindo o carro, me veio uma visão de um rosto de uma pessoa que tem me causado alguns problemas e uma voz em seguida dizendo mais ou menos assim:"és responsável por tudo o que vives, o que tens, as pessoas com quem convives, os problemas que procurastes. Tudo isso que presencias agora são escolhas tuas, que escrevestes no diário da tua vida. Tudo aqui sois vós!" E passaram-se segundos, e eu olhava para a praça, para a estrada, para os carros e a voz dizia:"isso também, aquilo também, aquele tamém. Está aí porque tu escolhestes estar aqui!". Daí perguntei: então posso mudar tudo imediatamente? "Basta querer!" E a coragem? Hahahaha. Vamos devagar, mas já entendi. Grata, voz!

Que fascinante! Talvez porque eu tenha dormido pensando na pergunta que te fiz, e a voz veio me auxiliar também a compreender o momento em que me encontro. Pensei muito sobre isso neste final de semana, muito grata pela vida que desfruto hoje, mas com os meus fantasmas sobre os demais que partilham desta estrada.

Feliz por ter respondido. Pedro!!!!! Viva!
Abraços tupiniquins!


Matrichi Campos disse...

Olá Pedro, tentei encontrar o teu facebook mas não dei com ele, no entanto decidi vir falar por aqui. Em antes de falar sobre o que me preocupa, vou fazer uma breve apresentação, chamo-me Jose, tenho 16 anos(quase 17)ainda ando na escola o 11 ano, o meu problema é que eu sinto e tenho a certeza que não estou a gozar a vida como deveria gozar, ou seja, não consigo ter uma gaja nem manter nada, nao tenho sorte nenhuma, eu nao sei se as vezes o que impede de atrai-las para mim tenha a ver com questões espirituais , pois uma vez diseeram-me que eu tinha qualquer coisa que afastava todas as pessoas de mim, em relação as gajas, isto foi uma bruxa que me disse ahah :p mas mesmo que eu nem ligue a isso que ela disse, o facto é que e verdade, ainda num sábado conheci uma rapariga. Tinha falado com ela no sábado a tarde,a noite estivemos um pouco juntos, eu fiz a rir, abraçamo nos, e ate a consegui beijar, só que depois ela nao me respondeu mais, apesar de eu ter mandado duas sms seguidas, o que eu nem deveria ter feito.. Mas aqui o meu problema é que eu nao consigo arranjar ninguém e a rapariga da minha escola que me chama atenção eu nao tenho coragem de ir la falar com ela, apesar de já ter dado vários sinais pelo facebook e twitter, sinais nao correspondidos, a minha auto estima tambem nao e nada boa, devido a altura que tenho, etc.. Elas ate me acham bonito mas nao arranjo ninguém mesmo assim, eu queria saber se me podias ajudar a conseguir miúdas com facilidade e gozar mais a vida, se tiveres facebook, passa-me pf pra te falar uma coisa por la que nao tou a vontade a falar por aqui, grato Pedro, aguardo uma resposta, abraço.

Pedro C. disse...

Matrichi: Eu não tenho Facebook, já não faço parte desse mundo :D

És novo, é suposto curtires com raparigas à vontade. É assim que ganhas experiência para depois, se quiseres, seres bom namorado.

Chega um momento na vida em que nos temos de deixar de tretas e ser corajosos. Mexe-te ou esquece. Pensa menos e age mais. Em vez de dares fracos sinais pela internet, sê directo e claro relativamente ao que sentes e à tua intenção. A felicidade com as mulheres não é para cobardes que escolhem perder tempo com baixas auto-estimas... eu era assim e é uma estupidez e perda de tempo :D

Pensa menos em ti e mais em como fazer as miúdas sentirem-se bem. Estás demasiado preocupado com o teu orgulho. O entusiasmo de falares com uma miúda bonita tem de ser mais importante para ti que o medo de ser rejeitado.