segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

“Como Descobrir a Essência de Uma Pessoa”

“Como Descobrir a Essência de Uma Pessoa”


Pergunta de leitor:

“Olá Pedro, bem esclarecedor esse post também, tenho algumas perguntas de novo :D Quais as principais mudanças que notamos em nós após a fase de transição? No seu actual estado de consciência, você ainda recomendaria que as pessoas que ainda estão no começo da evolução pessoal evitem lugares, pessoas e entretenimento negativos? Poderia explicar melhor sobre selecção consciente? Como podemos descobrir mais facilmente a essência de uma pessoa? Obrigado :D”


Resposta, comentários:

Olá!

Depende da fase de transição, todas as subidas de nível de consciência são uma fase de transição diferente, haha! Mas no geral há menos medo, mais acção, mais energia, mais alegria em nós, aquilo que antes nos incomodava deixa de incomodar, a mente acalma, passamos a conseguir fazer coisas que antes não conseguíamos, passamos a viver, e a ver, a vida de forma diferente, esta torna-se mais agradável, e temos consciência de aspectos da realidade de que antes não tínhamos.

Eu sugiro que qualquer pessoa evite tudo aquilo que seja negativo. Seja o que for que ela identifique como negativo, evite-o. Pois essas coisas geram um estado negativo na pessoa, entram no seu inconsciente, e ela nunca mais sai dali, haha! É tudo uma questão de experiência subjectiva, e para experienciarmos o melhor, temos de largar primeiro o pior :D

Para discernirmos a essência de uma pessoa (selecção consciente), primeiro temos de discernir a nossa própria essência (auto-conhecimento). E para isso temos de aumentar a nossa consciência. Só vamos estar consciente daquilo nos outros em que já estamos conscientes em nós, pois tanto o ego (narcisismo), como a integridade, como o Espírito, são impessoais. Por exemplo, para estarmos conscientes do medo, ou desejo, ou vergonha, ou orgulho, ou ódio nos outros, primeiro temos de estar conscientes disso em nós.

Aquilo que somos agora (nível de consciência actual), permite-nos discernir umas coisas, mas não outras. Aparência não é essência, logo não nos podemos apoiar na aparência dos outros (corpo, visual, palavras, comportamentos, acções, etc), temos de conseguir ver para além disso, a origem verdadeira dessas aparências. A energia por detrás das palavras, a intenção por detrás dos actos.

Porque uma pessoa pode dar presentes regularmente para dar uma pequena alegria aos outros, mas também o pode fazer por motivações narcisistas emocionais para que os outros a aprovem e aceitem, elogiem, validem, a vejam como um santo, sejam seus amigos e nunca a rejeitem, lhe dêem presentes em troca, para que se sinta moralmente superior aos outros (orgulho), pois na sua cabeça ela é mais boa pessoa que os outros pois dá algo e os outros não, etc.

Temos de estar conscientes do contexto (momento, situação) em que as pessoas decidem e fazem as coisas, e a emoção que estão a sentir no momento. Creio que isto seja uma ajuda útil. É o contexto (realidade) o fundo que revela a forma (essência) da pessoa.

Mas o mais importante é olharmos para dentro, pois só o que conseguimos ver dentro de nós, conseguiremos ver depois nos outros. Se o nosso ódio é inconsciente, não o conseguiremos ver nos outros (vamos projectá-lo como sendo dos outros e não nosso), e vamos-nos relacionar e envolver com todo o tipo de pessoas que têm ódio reprimido e inconsciente. Que fazem as coisas por ódio, raiva, irritação e revolta. O que não tem lá muito a ver com optimismo, entusiasmo e amor :D

Obrigado pela tua pergunta.

Segue o que Amas,

Pedro C.

5 comentários:

Outlets e companhia disse...

Olá Pedro, tudo fixe, como dizes aí? :D
Entendo o que dizes de adquirir consciência, e me dá certa angústia e ansiedade (ego...). Afinal, quem não tem "paladar" não consegue degustar e apreciar um bom vinho, é o que dizem. Torna-se o degustador seletivo por conta de criar habilidades que geram falta de prazer em beber vinhos que não têm todo o sabor ou o melhor dos sabores. Por outro lado, deixa-se de apenas beber ou se embebedar para experienciar "a beleza" de um bom vinho. Acho que seria isso, neste momento. Penso nos bons vinhos que estou deixando passar, hahaha. Ou como os bebo sem aprecia-los na totalidade, no êxtase que podem me dar.
Ontem tive o prazer de experienciar o filme Forest Gump, e encontro-me extasiada até agora. Nunca me interessei, sabe lá porquê, pois adoro os filmes com o Tom Hanks. Passei a me interessar quando li aqui no coolvibes, mas mesmo assim nunca arranjava tempo. Há muito que acho perda de tempo ficar em frente a TV. Ontem por um acaso enquanto trocava de canais, após um dia cansativo, peguei o final dele. Daí resolvi que seria o momento, e acessei o filme inteiro na internet. Fantástico! Não teria apreciado esse filme antes como o apreciei ontem. Me fez lembrar de um tempo em que eu vivia a vida com um olhar mais ingênuo, sem cobranças, onde a maior expectativa era o prazer que pequenas coisas traziam para a minha vida. Tinha uma vida muito negativa na infância e passei a ter liberdade de conhecer outras realidades, pessoas novas, e tudo me encantava. Não existiam vínculos com nada, viajava muito, não tinha quase bens materiais e nem dinheiro, e cada sol que nascia era o que enchia meus olhos. Como disse Forest, nem tudo era legal ou bom, ou prazeroso, mas eu procurava olhar de uma forma diferente e tudo mudava. Sempre comparava os maus tempos com os bons que passara a viver e conhecer, então tudo mudava de cor.
Engraçado como era feliz, já era feliz, e não tinha tanta consciência disso. O filme é tão rico em tantas coisas que estou há horas pensando em todos os aspectos que ele trouxe a tona da minha vida. Sobre o amor, sobre relacionamentos, sobre ser quem se é... sobre ser idiota! Hahahaha, quantas vezes para os outros eu fui a "idiota" nesta vida, e ainda sou? Lembrar dessas coisas e sobre o que pensavam a meu respeito me faz rir muito. Quiçá um dia ser mais como Forest Gump, na liberdade que ele tinha de ser o que quisesse. Afinal não se esperava nada dele, ou não se esperava muito. Apenas, como dizia a mãe, que ele fizesse o máximo com o que tinha. Acredito que esse é um lado de ser livre, mais livre do que quanto há expectativas imensas sobre nós, pior ainda se vem de nós mesmos. Eu como vim do nada, e nada era esperado de mim, curti muito cada conquista e cada momento até chegar aqui.
Maravilha!!!
Obrigada pela indicação!

Romário Belarmino disse...

Pedro, será que acreditas nessa coisa de intuição? Eu, por exemplo, sou uma pessoa, bastante, intuitiva e acho que se acreditasse, firmemente, na minha intuição, pouco ou nada daria errado na minha vida. Só que, às vezes, por descuido e por falta de "prudência" não "dou ouvidos" ao meu sexto sentido. E, isto me tem trazido enormes transtornos não só na minha vida amorosa, em si, como, também, na vida de uma forma geral. Ou será que a "não obdiência" à minha intuição terá a ver com o meu karma (negativo)?

Romário Belarmino disse...

Pedro, porque é que existem determinadas mulheres que adoram falar mal das outras mulheres? Havia uma amiga minha que criticava tudo e todas, pelo simples facto dela achar que as outras mulheres, sobretudo as mais novas do que ela, andavam semi-nuas, apenas, por usarem mini-saias e com decotes à mostra. Até aí, tudo bem. Agora, só que, uma semana depois, cruzei-me com a dita cuja e ela tinha as mamas à mostra. Pedro, muito sinceramente, não entendo o que estaria na base desse tipo de julgamento. Será que tem a ver com ciúmes? Ou será que com isto ela estaria a tentar convencer-me de que ela é uma mulher de valor, diferente das outras e que seria melhor como namorada?

Pedro C. disse...

Sim, é bom confiarmos na nossa intuição.

Pedro C. disse...

Romário B.: "porque é que existem determinadas mulheres que adoram falar mal das outras mulheres?"

Nesse caso é provável que seja por inveja/ciúmes da atenção que as outras mulheres obtêm dos homens por andarem de decote e mini saia.