segunda-feira, 8 de setembro de 2014

“O Que Fazer Quando a Mulher Já Tem Filhos e é Mãe Solteira”

“O Que Fazer Quando a Mulher Já Tem Filhos e é Mãe Solteira”



Pergunta de leitor:


“Pedro, será que não há nenhuma inconveniência um homem que, ainda, não tem filhos aceitar em namorar uma mulher que já é mãe? Será que, pelo facto de a mulher ter filhos, não irá atrapalhar a relação? Ou a mulher saberá, muito bem, gerir o desafio de ser mãe e namorada ao mesmo tempo?”



Resposta, comentários:


Ora muito bem, aqui está a pergunta que vai acabar com o Cool Vibes de vez. Mas como já estou milionário que se lixe! Hahaha

Primeiro de tudo, tens de perceber se como homem queres mesmo ter filhos ou não. Tens de parar um bocado, e contemplar essa situação. Tens de trazer à consciência se ter um filho é algo que realmente queres ou não, e largar as tuas ilusões relativamente a isso. Tens de pensar seriamente nisso, e não apenas vagamente ou deixar na gaveta do “logo se vê”. Porque a primeira lição de hoje é: se de facto não queres ter filhos, não deves sair e relacionar-te com mulheres que já têm filhos. Isso seria desonesto, e uma trapalhice. Estarias a mentir a ti próprio, à mulher e aos filhos desta, e creio não ser preciso explicar porque tal atitude é má ideia. Neste caso não interessa se a mulher gosta de ti, se a achas bonita e gostas dela como pessoa… assim que sabes que ela tem filhos, e porque na verdade não queres ter filhos, a escolha íntegra, que te mantém autêntico e sincero, e que tem a mulher e os seus filhos em verdadeira consideração, é colocares um ponto final nas vossas saídas, dizendo a verdade, e não deixando assim a vossa ligação amorosa desenvolver-se mais.

Na maior parte das vezes sabes logo na primeira conversa ou saída que ela tem filhos, logo não é um final escandaloso e drástico, como seria, por exemplo, no altar lol

“Mas então e se depois eu descobrir que afinal gosto de ter filhos, ou que quero ter filhos? Isso não é possível?”

O ego tem todo o tipo de dúvidas espertas para nos meter a funcionar através de ilusões/pensamentos/imaginação, ou seja, neste caso, o hipotético. É com a verdade de agora que fazemos as nossas escolhas íntegras e autênticas, e não com a imaginação do que podemos vir a ser no futuro, ou de como o futuro poderá vir a ser. Chama-se a isso alinharmo-nos com a realidade (verdade) e deixar a imaginação (falsidade). Se agora não queres de facto ter filhos, afasta-te das mulheres que já têm filhos. Ponto final.

Outro truque magnífico do ego é este: o homem convence-se que sim, que quer ter filhos, ou que a mulher já ter um filho é algo que não o incomoda, ou que até lhe agrada, pois na verdade é um homem sem capacidade de conhecer mulheres, ou seja, não tem outras opções. Porque ela é a única mulher que parece gostar dele, que o aprova e valida como homem, com quem ele conseguiu sair e que lhe faz companhia, e com quem epicamente consegue satisfazer a sua carência sexual, ele claro aceita-a, seja ela minimamente íntegra ou não, tenha ela filhos ou não, queira ele filhos ou não. Portanto ele aceita a mulher que tem filhos, não porque ele realmente quer ter filhos, mas porque não tem outra opção, nem consegue ter outra opção de mulher.

Falta de auto-respeito e falta de opções levam sempre o homem a ter uma vida amorosa miserável.

Portanto neste caso é essencial o homem perceber se agora quer mesmo ter filhos ou não, e se o seu entusiasmo pela mulher que já tem filhos vem da realidade de ela ser uma mulher minimamente íntegra e decente e de ele querer realmente agora ter filhos, ou se vem da sua falta de capacidade para conhecer mulheres, falta de opções e falta de auto-respeito. Há muitas mulheres solteiras por aí, logo, se o homem não quer filhos, porque há-de perder tempo, e ser desonesto, com mulheres que já têm filhos…?

“será que não há nenhuma inconveniência um homem que, ainda, não tem filhos aceitar em namorar uma mulher que já é mãe?”

Isso é o homem que decide. Se ele não quer ter filhos, então sim, há inconveniência. Se o homem quer ter filhos, mas a mulher não é minimamente íntegra, então sim, há inconveniência. Agora, independentemente disto tudo, a mulher ter filhos é sempre um obstáculo ao convívio com o homem, e isto é um facto. Seja o filho mais novo ou mais velho (a não ser que o filho já seja um adulto independente), é apenas uma questão de o obstáculo ser maior ou menor.

“Será que, pelo facto de a mulher ter filhos, não irá atrapalhar a relação?”

Irá sempre atrapalhar a relação, especificamente o convívio entre o homem e a mulher (se o filho não for um adulto independente). Uma relação não se resume a telefonemas e a sessões de chat no Facebook… isso é pobre e fraco na realidade. Uma relação é passar por experiências reais juntos, sejam íntimas, sexuais ou sociais, e tudo o que impeça isso de acontecer é um obstáculo a ter em máxima conta, e um factor essencial na decisão de continuar ou acabar com determinada mulher. Se a mulher já tem filhos, acredita que ele será sempre a prioridade, e isso é responsável da parte dela. O problema é que vais querer estar com ela, e ela não poderá… pois tem de ir deitar a criança, e no dia seguinte tem de a levar à escola cedo, e depois será dia de lhe dar banho, ou de lhe comprar coisas que precisa, ou de ir ao médico com ele, ou é a festa de anos do amigo da escola, ou está doente em casa, etc, etc. Isto claro não é problema nenhum se estiveres disposto a tolerar estar com ela menos vezes do que te vês ao espelho =) mas se queres uma relação como deve de ser, que nas suas diferentes fases se expressa como é suposto expressar-se, e para isso ambos têm de ter um tempo livre normal para estar um com o outro, e para se conhecerem, e para se dedicarem um ao outro (porque uma relação não é usar o outro para companhia, ups!), então não estarás lá muito interessado em mulheres que já têm filhos.

A mulher que já tem filhos não precisa que a salves de nada. Não és o seu salvador… ela irá sempre encontrar homens que querem ter filhos, e terá sempre um homem se quiser, é apenas uma questão de intenção e tempo. A tua missão é seres autêntico e fiél à tua intenção e princípios. Assim como todos têm o direito de querer ter filhos, todos têm o direito de não querer ter filhos, e a ter a preferência por mulheres com disponibilidade normal para um relacionamento realista, fase a fase. É apenas uma questão de decidires o que realmente queres, estares consciente disso no momento, e seres fiél aos teus princípios e preferências. Quem achar isso errado é sinal de que é um idiota, pois não tem a capacidade de ver os dois lados, nem de apreciar autenticidade ^_^

“Ou a mulher saberá, muito bem, gerir o desafio de ser mãe e namorada ao mesmo tempo?”

Isso depende da mulher, portanto tens de perceber isso uma a uma. E só interessa pensar nisso se realmente queres ter filhos. Mas vamos imaginar que sim, que realmente queres ter filhos. Como acabei de dizer, depende da mulher. Depende do seu nível de consciência, depende do seu nível de experiência com homens, em relações, e como mãe, etc. Se queres ter filhos e gostas dela, então vais saindo com ela e deixas a relação desenvolver-se. Se todo o contexto te for agradando, seja porque razão for, continuas, aprecias e desfrutas. Se te começar a deixar insatisfeito pois a mulher não tem o tempo suficiente para ser uma namorada como deve de ser, então acabas a relação que tiverem. Assim estarás a manter-te autêntico, e não estarás a fingir que está tudo bem e que ela é espetacular, quando na verdade não é =)

Uma vez que 85% das pessoas não são íntegras, eu não teria grandes expectativas relativamente a encontrar uma mulher que saiba gerir o desafio de ser mãe e namorada ao mesmo tempo lol é muito raro, logo é mais realista esperares sempre haver limitações e defeitos nesses aspectos.

Em conclusão, uma mulher solteira com filhos não é pior, nem melhor, que uma mulher solteira sem filhos. É apenas diferente. Se é uma boa escolha como namorada, isso depende daquilo que realmente queres. Depende de se realmente queres ter filhos ou não, se realmente tens capacidade para conhecer mulheres regularmente ou não (isto define se a tua escolha vem de a mulher ser uma boa opção, ou se vem da tua falta de opções), se ela é minimamente decente e íntegra ou não, se estás disposto a tolerar a sua falta de tempo para ser uma namorada como deve de ser ou não, se a sua falta de tempo é um obstáculo ao normal desenvolvimento da relação fase a fase ou não, etc.

És tu quem define isso. A principal orientação aqui é seres autêntico. Seres fiél ao que realmente queres, doa a quem doer e sejam quais forem as consequências, e seguires a realidade das situações. Porque um homem sem auto-respeito, sem consciência do que realmente quer, e sem a integridade suficiente para ser autêntico e fiél aos seus princípios e preferências, terá sempre uma vida amorosa miserável.

Obrigado pela tua pergunta.




Nota: este foi o último post do Cool Vibes. Um dia depois de o escrever, Pedro Constantino foi caçado, alvejado e enforcado por uma furiosa posse de mulheres solteiras com filhos. Apesar do seu heróico last stand, sozinho e sem munições, acabou por sucumbir ao terrível ataque do grupo não íntegro. O seu corpo foi enterrado, mas 3 dias depois já lá não estava. Há quem acredite que ainda cavalga por aí, a tentar ajudar aqueles que realmente estão interessados na verdade da felicidade, alertando-os para as tentadoras e sedutoras ilusões do bandido conhecido como ego, e como se defenderem do seu vasto grupo de foras-da-lei não íntegros, a gang dos idiotas. Mas pode ser apenas um mito…




15 comentários:

Joao Henriques disse...

MUITO BOM!!! hahaha.

Ângelo Leite disse...

Gosto muito do novo Layout do Blog =D

Continuação de um bom trabalho e obrigado por o blog existir.

Um Abraço.

joao goto disse...

Pedro, a minha ex-namorada disse-me que, apenas, estava numa curtição comigo e que eu é que estava a levar as coisas bastante a sério. Pedro, só que achei esta declaração dela um pouco estranha, já que lembro-me, perfeitamente, de ela ter-me dito que ela era a minha namorada e que estava num compromisso comigo. Pedro, o que será que ela está pensando de mim? Será que ela está pensando que eu sou algum idiota?

Belito funa disse...

Pedro, quando a nossa namorada anda, sempre, a falar do ex-namorado, (aquele que lhe tirou a virgindade) é sinal de que ela, ainda, tem saudades dele ou ela, apenas, estará a testar-nos para ver até que ponto somos ciúmentos ou não?

Gabriel Amara disse...

Pedro, peço desculpas mas tenho uma pergunta tanto ou quanto esquisita, mas, apesar de tudo, estou a ser sincero. É que de uns tempos a esta parte, existem algumas mulheres que estão interessadas em mim, mas eu, muito sinceramente, não me sinto muito atraído por elas, uma vez que acho que elas não são lá muito bonitas. Pedro, devo descartá-las, logo à primeira, ou deixar que elas entendam, com o tempo, que eu não estou lá muito interessado? O que faço?

Pedro C. disse...

João Goto: "o que será que ela está pensando de mim? Será que ela está pensando que eu sou algum idiota?"

1 - Porque ainda falas com a tua ex-namorada? É uma perda de tempo que só te leva a situações de dúvida e angústia como esta em que estás agora. O que tens a fazer é largá-la, esquecê-la, e procurar a tua próxima namorada;

2 - Ser namorada e estar num compromisso é uma coisa, outra coisa é levar as coisas bastante a sério. Portanto para ela vocês estavam num compromisso, e ela considerava-se a tua namorada, mas, e pelos "zero" detalhes que tenho como base para te responder, parece que tu de alguma forma não lhe davas liberdade suficiente, ou exigias demasiado dela, etc. O que para ti é normal num namoro, para outra pessoa pode não ser. Para ela namorar pode ser apenas curtição, e para ti algo com mais responsabilidades, dedicação e proximidade. Pode então ter sido uma questão de percepções diferentes.

Pedro C. disse...

Belito Funa: "quando a nossa namorada anda, sempre, a falar do ex-namorado, (aquele que lhe tirou a virgindade)"

Depende da mulher... mas no geral é sinal de que ele foi especial na sua vida, pois foi com ele que ela perdeu a virgindade. Se sentes ciúmes diz-lhe isso de forma natural, "Eu compreendo que ele tenha sido especial por ti, e acho normal pensares nele, mas agora estás numa relação comigo e não é apropriado, nem necessário, falares tantas vezes nele, e deixa-me um pouco com ciúmes".

É normal a mulher lembrar-se com carinho do homem com quem perdeu a virgindade, mas uma vez que está numa relação, não é bonito estar sempre a pensar e a falar nele. A mulher tem de aprender a transcender esse impulso, e a comportar-se devidamente na relação, pois nesta tem que respeitar o namorado e não estar a falar de outros homens com quem fez sexo.

Pedro C. disse...

Gabriel Amara: "devo descartá-las, logo à primeira, ou deixar que elas entendam, com o tempo, que eu não estou lá muito interessado?"

Se não as achas bonitas e não te sentes suficientemente atraído, não tens de namorar nem curtir com elas. Nem sequer de sair com elas. Isso não seria sincero, logo não seria íntegro da tua parte. Só devemos avançar a nível amoroso para saídas, curtes e namoro, com mulheres por quem nos sentimos suficientemente atraídos, e mais ninguém.

Se não estás interessado diz logo. Não adies, diz-lhes logo que não são o teu tipo, e que procuras por alguém diferente. Depois basta não as convidares para nada, não as contactares para nada, e recusares todos os seus convites.

Alex NTL disse...

Olá Pedro, o visual do Blog ficou brutal kkk (:

Estava ouvindo novamente o áudio como transcender o desejo e ganhar super poderes com as mulheres e percebi que tinha coisas que parecia que eu não tinha ouvido antes, e consegui ter uma compreensão maior do que da ultima vez que eu ouvi, você chegou a comentar num dos teus áudios que isso poderia acontecer, mas por que exatamente isso acontece ? seria alguma mudança no nível de consciência ou apenas mais atenção ?


Obrigado

Pedro C. disse...

Alex NTL: "percebi que tinha coisas que parecia que eu não tinha ouvido antes, e consegui ter uma compreensão maior do que da ultima vez que eu ouvi"

O nível de consciência não sobe assim tão rapidamente e facilmente :D

A curto prazo é uma questão de atenção, a longo prazo pode ser sim uma questão de subida de nível de consciência.

Ou seja, o ego enche-nos a cabeça com pensamentos inúteis que nos distraem da realidade (neste caso do áudio ou filme), logo há sempre momentos que nos escapam. Quando voltamos a ouvir o áudio ou a ver o filme, reparamos em coisas que antes não tinhamos reparado, pois os momentos de distracção são em alturas diferentes e desta vez apanhamos aqueles momentos de que antes não nos tinhamos apercebido.

Quando estamos a ouvir a explicação de algo, se não apanhamos elementos a meio da explicação, não vamos perceber o seu final, logo no geral não compreendemos o que estamos na ouvir. Mas se numa segunda vez apanharmos esses elementos do meio porque estamos com atenção (presentes no momento), vamos compreender essa mesma explicação que até já tinhamos ouvido.

O ego também tem outro problema que é resistir à verdade, logo recusa-se a ouvir, assimilar e compreender certos princípios espirituais (pois estes representam na prática o fim do ego).

Quando ouvimos algo novamente mas num novo e mais elevado nível de consciência, temos uma percepção diferente do que estamos a ouvir. Percepção esta que dependendo do nível em que estamos agora, pode ser mais correcta e próxima da verdade. Sem experiência não há verdadeira evolução e compreensão, logo se ouvimos uma explicação de algo que só se aprende no nível 5 e estamos no nível 3 (números fictícios só para exemplificar), não temos a capacidade de realmente compreender o que estamos a ouvir e fazemos uma interpretação errada ou incompleta da informação. Mas se voltarmos a ouvir a mesma explicação quando estivermos no nível 5 ou 6, fazemos uma interpretação diferente, mais correcta, e parece que estamos a ouvir um áudio diferente e tudo hehe

Alex NTL disse...

Ah sim, obrigado, estou praticando e já percebi a diferença (:

Romario Belarmino disse...

Pedro, fico com a impressão de que quando me sinto interessado numa mulher que ela, também, sente o mesmo por mim. E o contrário, também, me parece que é verdade. Ou seja, se não me sinto tão atraído por uma determinada mulher, penso que ela, também, não me acha tão atraente, apesar de, aparentemente, parecer que sim, já que quer me ver por perto, querer ter intimidade comigo e até querer namorar comigo, pelo simples facto de estar num estado de carência e de estar a precisar de algum apoio sentimental e/ou material. Pedro, estou certo ou errado?

Geordano Cabrito disse...

Quando chegarmos a estar numa relação de intimidade e namoro com uma determinada mulher e, por uma razão ou outra, as coisas não deram certo, temos que, necessáriamente, partir para outra e colocar essa mulher como uma carta fora do baralho para a nossa vida amorosa futura, mesmo que a nossa intuição nos empurra para um sentido contrário? Ou seja, será que o nosso futuro amoroso terá que estar direcionado, em definitivo, para todas as outras mulheres, menos aquela com quem já tivemos maiores intimidades e já nos conhecermos, mínimamente?

Pedro C. disse...

Romario Belarmino: "fico com a impressão de que quando me sinto interessado numa mulher que ela, também, sente o mesmo por mim. E o contrário, também, me parece que é verdade."

Estás certo e errado.

Estás certo pois é verdade que isso por vezes acontece, tal como descreveste.

Mas estás errado pois nem sempre é assim.

Nem todas as mulheres em quem estamos interessados vão estar interessadas em nós.

Nem todas as mulheres em quem não estamos interessados não vão estar interessadas em nós.

Não é boa ideia generalizares assim, pois não representa todo o potencial da realidade. É melhor, mais prático e eficaz veres caso a caso, mulher a mulher, no momento, na realidade, e esquecer a mentalização/ilusão (regra colada a todos os casos sem discernimento).

Aquilo que é sempre igual é que o estado narcisista de desejo sexual é, regra geral, repelente para as mulheres, trazendo-lhes um estado de aversão ao homem em questão. Portanto, transcender o estado de desejo (como explico num áudio recente), vai ajudar imenso no processo de conhecer mulheres e ter namorada, mas não garante que todas se vão sentir atraídas por ti, querer-te como parceiro sexual e namorado.

Pedro C. disse...

Geordano Cabrito "temos que, necessáriamente, partir para outra e colocar essa mulher como uma carta fora do baralho"

Sim.

Se as coisas não deram certo, isso é um sinal do mundo real de que a escolha certa é não continuar com essa mulher, e eliminá-la como futura opção de namorada, mas com gratidão pela relação que ambos tiveram, pois certamente houve momentos bonitos que contribuíram para a felicidade de ambos, e em princípio houve lições aprendidas que contribuíram para a evolução de ambos.

O teu problema aqui é clara falta de experiência. O teu nível de consciência actual não é elevado o suficiente para perceberes porque é esta a escolha certa.

Na tua percepção errada, vês essa escolha como algo cruel, em que a mulher é uma vítima. Falas em intuição, mas se na realidade a relação não resultou e o que queres é continuar com essa mulher, então não se trata de intuição mas sim burrice do ego.

Há um sinal claro da realidade que indica que aquela mulher em específico já não é boa ideia como namorada... não seguir a realidade é a verdadeira e grande estupidez do ser humano. Emoções não são a realidade, fazem parte do mundo de ilusão do ego. Logo opiniões emocionalizadas (ilusões), tais como "essa mulher como uma carta fora do baralho", e "para todas as outras mulheres, menos aquela com quem já tivemos maiores intimidades", que tentam destruir a verdade dando à escolha certa de afastamento uma atitude de desprezo pela "mulher especial" com quem se teve uma relação, são inválidas e inúteis.

A intenção não é "que se lixe a mulher e o que tivemos de bonito com ela", mas sim a de se ser íntegro e seguir a realidade tal como ela é. E isso inclui gratidão pela mulher e pela relação. Mas na mente do não íntegro sem experiência, incapaz de perceber essência e intenção, tudo isso se mistura numa salada de ilusões sem nexo. A realidade é concreta, e é para ser seguida. A mulher recebe o crédito que realmente merece, e não aquele que é imaginado e desalinhado com a sua essência.

Sim, partimos para outra mulher pois este caminho é de evolução e não de ilusões sentimentais. Na verdade só existe uma mulher, mas em corpos diferentes, e a mulher da relação de hoje não é mais especial que a da relação de amanhã. Cabe-nos a nós amá-las e apreciá-las igualmente, com a mesma dedicação e gratidão. O que se tem com uma, tem-se com outra: proximidade, intimidade, sexo, carinho, conversas, saídas, brincadeiras, humor, etc, etc.

Mas na Realidade, hoje só existe a de hoje, e estamos com ela com todo o nosso Ser. Amanhã só existe a de amanhã, e estamos com ela com todo o nosso Ser. E se a Realidade (Espírito) nos diz através do fim da relação que a mulher de hoje já não faz parte do nosso caminho de evolução, então humildemente deixamo-la ao seu destino e caminho de evolução com gratidão pelo que ela nos trouxe à vida, e partimos em direcção a outra (e não a todas as outras banalizando) com amor como principal intenção.