segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"The Presence prevails as the primary Reality in which you are aware" - David Hawkins

"The Presence prevails as the primary Reality in which you are aware"

- David Hawkins


12 comentários:

Tonito Tuno disse...

Às vezes como que ficamos presos ao passado. Ou seja, volta e meia, estamos a lembrar da pessoa que, a bem pouco tempo, esteve ao nosso lado. Isto não quer dizer que andamos a falar com a pessoa pessoalmente, pelo telefone e, muito menos pelas redes sociais, até porque queremos, a todo o custo, evitar qualquer contacto com a pessoa em causa. Entretanto, sempre ficamos com aquelas lembranças e imagens do passado. Pedro, gostaria de saber como esquecer a pessoa de vez, evitando, desta forma, que essas recordações do passado afecte a nossa vida amorosa e não só?

nelson goncalves disse...

Pedro o que achas das praxes académicas?

Pedro C. disse...

Tonito Tuno: "como esquecer a pessoa de vez, evitando, desta forma, que essas recordações do passado afecte a nossa vida amorosa e não só?"

Nós lembramos-nos da pessoa porque queremos, logo enquanto o quisermos vamos energizar essas memórias e envolvermos-nos com elas, e alimentá-las, e assim sendo não há técnica espiritual que nos ajude a esquecer, porque não querermos.

Primeiro temos de querer esquecer, depois desvalorizamos as memórias em si em detrimento do momento presente. Depois passamos a focar-nos mais e mais no momento e menos em pensamentos. E num nível inicial, a melhor coisa a fazer para "esquecer" uma mulher (porque não nos esquecemos, simplesmente ganhamos uma percepção diferente da memória dessa mulher) e ir conhecer outras mulheres. Por isso menos pensamentos e mais acção, e transcenderás essa limitação, que nada mais é que uma ilusão de estimação de que gostas.

Pedro C. disse...

Nelson: "Pedro o que achas das praxes académicas?"

Por aquilo que contemplei, quase nunca testemunhei praxes bem intencionadas. A desculpa de "é para ajudar os caloiros a se integrarem e a se conhecerem" é mentira. É nada mais que mais uma justificação esperta do ego para poder continuar livremente a fazer as suas porcarias lol

Basta um jantar, uma festa, montar um espectáculo para os caloiros, e estes já têm uma óptima oportunidade para se integrarem e se conhecerem. Claro que isso não interessa aos "gloriosos" veteranos, pois o que eles querem é humilhar os caloiros. Querem ser uns mini-ditadores e alimentar a sua arrogância de falsa superioridade perante os novos alunos da sua faculdade.

Praxes são uma questão de orgulho e ódio dos veteranos, e nada têm a ver com ajudar os caloiros e querer saber deles. Sim, há praxes engraçadas e ninguém sai delas humilhado ou aleijado, mas são muito raras mesmo. Praxes são desnecessárias, se a verdadeira intenção é ajudar os novos alunos. O próprio termo caloiro é meio a gozar e a inferiorizar, o que juntamente com as ideias parvas destes "veteranos" de como praxar, comprova toda a dinâmica de orgulho e ódio.

Em vez de praxarem, que tal passarem alguma sabedoria para realmente ajudarem os caloiros? Qual a utilidade de padrinhos e madrinhas se a única coisa que demonstram, o único exemplo que dão, é receber as pessoas com arrogância e más intenções? As suas desculpas e justificações serão sempre lógicas e bonitas, mas por detrás dessa aparência está sempre uma essência narcisista com gozo de inferiorizar e ver os outros mal de alguma forma.

Se é para ajudar a integrar e a conhecer pessoal, organizem apenas jantares, festas e espectáculos. Criem algo de facto inteligente, que exija verdadeiro esforço e dedicação aos novos alunos. Partilhem sabedoria com eles, a que adquiriram ao longo dos anos de experiência no curso, e não trolhozice animal narcisista, má intencionada, orgulhosa e falsamente disfarçada, justificada e desculpada.

E para quem é novo aluno em algum lado, faz tudo o que tiver ao teu alcance para não apareces nas praxes, foge se necessário pois ninguém te pode obrigar a nada :) aparece apenas nas festas e jantares, pois basta isso e as aulas para te integrares e conheceres pessoal.

Tonito Tuno disse...

Pedro, geralmente, quando uma pessoa estiver a nomarar uma outra muito mais velha do que ela, a sociedade tem uma tendência a dizer que essa relação tem como base o interesse material, independentemente se se tratar de um pessoa do sexo masculino ou feminino. Pelo menos, parece ser este o sentimento geral. Pedro, consegues dizer o quê é que levam as pessoas a criarem tais suspeições e, na maioria das vezes, sem qualquer prova e/ou fundamento? Será por inveja, já que estão a ver duas pessoas felizes?

jcvf disse...

Qual é a tua opinião daqueles humoristas que fazem chamadas anónimas, algumas a gozar com as pessoas outras nem tanto... isso chega a ser comédia ou é infantil?

jcvf disse...

Não sentes que por vezes tens de controlar a energia, senão estás num contexto específico (mesmo que seja na noite) com demasiada energia? E que isso pode ser inapropriado?

Como é que se faz? Se é que se é para fazer

Pedro C. disse...

Tonito Tuno: "o quê é que levam as pessoas a criarem tais suspeições"

É o ego e as suas percepções erradas e ilusões. O ego nunca vê a Realidade, apenas uma ilusão vinda de uma percepção distorcida da Realidade. Pode ser inveja, o ego na verdade odeia tudo o que é intrinsecamente bom, bonito e íntegro, o ego odeia o Amor e o Espírito, sempre sem excepções.

A solução passa por ignorar o que as pessoas dizem dessas situações, e namorar com quem se quiser independentemente da idade, desde que esta seja legal. A felicidade não está no que as outras pessoas dizem, não está no que a sociedade diz, não está na sociedade. Vivemos na sociedade do ego, e a felicidade está no Espírito e na vivência dos seus princípios. Neste caminho deparamos-nos com uma escolha: sociedade ou Espírito. Não que tenhamos de sair da sociedade, mas deixamos de lhe dar ouvidos e de seguir as suas ilusões insanas da Realidade vindas da idolatração do ego, e passamos a viver na sociedade através dos princípios do Espírito, como por exemplo, Coragem, Integridade e Amor.

Pedro C. disse...

JCVF: "Qual é a tua opinião daqueles humoristas que fazem chamadas anónimas, algumas a gozar com as pessoas outras nem tanto... isso chega a ser comédia ou é infantil?"

Todo e qualquer "humor" que seja a gozar com alguém não é íntegro. É na verdade ódio disfarçado de humor. Em aparência parece humor, mas em essência não vem de alegria, mas sim de ódio, e isso percebe-se facilmente porque inclui sempre subtis e indirectos ataques. O humor íntegro é impessoal e inocente, bem intencionado pelo menos. Esse humor dos telefonemas a gozar não é verdadeiro humor, é "humor" para baixos níveis de consciência.

Pedro C. disse...

JCVF: "Não sentes que por vezes tens de controlar a energia..."

Nós não controlamos a energia, não temos esse poder. Mas podemos escolher o que fazer com ela. Mas será que é inapropriado expressar a Alegria do Espírito? Onde? Num funeral? Porquê? Porque o ego das outras pessoas não gosta disso e prefere a tristeza, medo e depressão? O ódio, orgulho e insatisfação? :)

Lá porque estamos cheios de energia, não quer dizer que tenhamos de dançar como se estivéssemos a ter um ataque de epilepsia. Podemos estar serenos a sorrir e a desfrutar a experiência de toda essa energia em nós. Podemos simplesmente falar com alguém e deixar o humor que vem dessa energia fluir. Podemos dar ou fazer algo por alguém. Só não é apropriado se de facto a nossa intenção for incomodar e perturbar a paz e bem estar de alguém. Ter muita energia não é o mesmo que mexer muito o corpo lol a energia do Espírito faz-nos sentir completos e felizes, isso não implica que tenhamos de cantar, gritar ou dançar à breakdance na sala de espera do dentista.

É o querer realmente saber do bem estar dos outros e a nossa intenção que definem se é ou não apropriado o que vamos fazer com essa energia em determinado contexto. Porque para o ego aquilo que vem do Espírito nunca é apropriado, e há contextos em que não expressamos essas atitudes do Espírito porque sentimos que o ego dos que estão à nossa volta não iriam gostar. Bom, que se lixe o ego dos outros :)

Tonito Tuno disse...

Pedro, às vezes, gostaríamos de mudar algo em nós, mas só que, para isso, vamos ter que romper com determinadas "regras" pré-estabelecidas pelos nossos antepassados, o que pode gerar algum atrito. Ou seja, existem hábitos que herdamos dos nossos antepassados que, com o decorrer do anos, quase, se transformaram em leis. Por conseguinte, quem tiver a ousadia de romper com esses hábitos e essas tradições terá que ter um espírito muito forte para poder lidar as críticas que, certamente, virão de todos os lados.

Pedro C. disse...

"às vezes, gostaríamos de mudar algo em nós, mas só que, para isso, vamos ter que romper com determinadas "regras" pré-estabelecidas pelos nossos antepassados, o que pode gerar algum atrito"

Sim, isto não é para meninos é para corajosos. Temos de estar dispostos a passar por esses atritos para sermos felizes, ou nada feito.