AMOR

"Ensina só Amor, pois é isso que tu és"

segunda-feira, 11 de março de 2013

Fearless


Uau! Eu fiquei mesmo impressionado com este filme.

Fearless é a história de um homem (Max Klein, interpretado por Jeff Bridges) que sobrevive a um desastre de avião, no qual tem uma experiência de quase morte que o transforma, e salva vários passageiros.

Esta experiência de quase morte eleva a sua consciência ao nível do Amor Incondicional, ou seja, Max Klein passa a viver em Paz Espiritual. É um estado sem ego, logo sem medo, de mente praticamente silenciosa e que o faz ver a vida e vivê-la de uma forma completamente diferente, Inspirada, de Serviço, a dizer sempre a verdade, etc.

O que mais me espantou no filme foi o realismo com que este estado é retratado. As escolhas e comportamentos de Max Klein são de facto de alguém que teve esta experiência elevada e que vive nesse estado maravilhoso de Amor Incondicional.

O cómico são as reacções das outras personagens que o conheciam antes… não percebem nada do que se passa lol fazem a típica interpretação do idiota ego.

Claro que o ego não tem qualquer capacidade para apreciar este filme. A sua típica percepção deste filme é que é aborrecido, fantasiado, irreal, exagerado, estúpido, louco, negativo, triste… que Max Klein ficou doente mental (LOL), completamente maluco, indiferente, que é mau, e a melhor de todas: apático! Hahaha O ego não tem qualquer capacidade para compreender porque Max Klein faz as aparentes escolhas “loucas” que faz, e porque parece já não querer saber da família. Ele quer saber da família, simplesmente de uma forma diferente, muito mais elevada, que não tem nada a ver com os envolvimentos emocionais de dependência e ilusões das pessoas de consciência comum. O óbvio aqui é que Max Klein está praticamente fora do mundo, transcendeu-o! Quem me dera a mim! O que lhe aconteceu e o que ele está a experienciar é a melhor coisa do mundo. Mas se ele está num novo e diferente nível de consciência, é normal já não haver compatibilidade com aqueles que ele conhecia antes e que se mantêm na mesma, porque na verdade são orgulhosos e querem continuar a viver em ilusões e narcisismo (apesar de aparentemente parecem umas pessoas bestiais lol).

Pobre ego…

O ego não sabe distinguir uma pessoa apática de uma pessoa em Paz lol e a diferença é abismalmente óbvia, e uma pessoa apática não faz aquilo que ele faz no filme. Uma pessoa apática sofre de cobardia aguda (por isso é que é apática lol), vive num inferno de emoções negativas (e não em Paz, como ele), não ajuda ninguém nem quer saber de ninguém, muito menos se desafia e desfruta a vida com alegria e inocência como Max Klein faz no filme.

Max Klein passa a dizer sempre a verdade, o que é suposto todos nós fazermos e é isso que é ser normal… mas a mulher dele revela ao psicólogo que o está a acompanhar que não gosta da sua nova atitude de dizer sempre a verdade! Hahaha! Que mulher idiota!! Como se ser de facto honesto fosse um defeito. É que ainda por cima ele diz a verdade de forma calma e clara, Servindo os que estão á sua volta como um verdadeiro mestre, mas pronto, para se apreciar verdadeira honestidade tem que se ser honesto primeiro ;)

Eu era capaz de escrever mesmo muito sobre este filme, mas não vale a pena. O filme vale por si, a energia está presente, os exemplos estão lá representados de uma forma extraordinariamente correcta e realista, e para quem de facto está pronto para a verdadeira espiritualidade, o filme é uma dádiva que os inspirará. Para os outros… temos pena lol este filme está demasiado lá em cima e será sempre algo estranho e a evitar/gozar/criticar/interpretar incorrectamente pelo ego. O ego odeia o Amor e tudo o que é verdadeiramente espiritual pois isso representa, e é, o seu fim. E a prioridade do ego é manter a sua soberania e falsa ideia de existência.

É o ego ou Felicidade, a escolha é simples.

O final deste filme é talvez, juntamente com o do The Big Blue – mas talvez mais ainda – inacreditável. O mais inacreditável que eu experienciei. Provavelmente irá comover-te ou mesmo fazer-te chorar pela sua beleza e energia elevada. É como se o Espírito estivesse a olhar para ti através daquela cena e a “dizer-te”: “tu és isto, bem-vindo a casa”. Uau!!

Estes estados elevados como o de Max Klein podem ser apenas uma fase, e depois apesar da pessoa nunca mais voltar a ser a mesma, volta a um estado mais baixo e humano, mas mais elevado do que o que tinha antes. Ele experienciou um pico, um máximo durante um período de tempo, mas porque talvez ainda não era o seu tempo (de transcender o mundo e deixar de existir fisicamente – acordar de vez do sonho da vida), ele fez e aprendeu o que tinha a fazer e aprender durante esse período de estado de Amor Incondicional, e parece que no final regressa a um estado mais humano para aprender outras lições que precisa de aprender.

Posso estar errado, mas foi a ideia com que fiquei no final. E este caminho é mesmo assim, de altos e baixos: fases de estados mais elevados e depois regressos a estados menos elevados, sempre a aprender novas lições e a fazer-se o que é necessário para as aprender, e Servir quando apropriado. E o comando não está na nossa mão, mas no Espírito. Não há um controlo, apenas um deixar acontecer e deixar-se ir… e o que tiver de ser, será. Compensa sempre. Max Klein deixou-se ir e é uma inspiração magnífica. 

Obrigado.




O trailer, para variar, não faz justiça à essência do filme lol mas pronto, aqui está ele.






Fearless
Sem Medo De Viver
1993
Realizado por Peter Weir
Escrito por Rafael Yglesias
Com Jeff Bridges, Rosie Perez, Isabella Rossellini, John Turturro, Benicio del Toro

13 comentários:

Anónimo disse...

Adoro as dicas de filmes do CoolVibes, com certeza vou ver este. Obrigado!!

Anónimo disse...

Olá Pedro. Vi agora o filme e gostava de partilhar contigo a ideia que fiquei com o filme. Gostei bastante do filme principalmente das partes contemplativas como a cena dele pelos morangos! Mas a ideia que fiquei foi que ele ainda não tinha completamente transcendido o ego pois tinha momentos em que ele sentia medo e sentia uma vontade de transcender esse medo levando o a realizar aquelas chamadas "tentativas de homicídio". Acho que devemos transcender os nossos medos, mas de certo não iremos tentar nos suicidar para que esse medo deixe de existir!? E ao que percebi uma coisa que já disseste a algum tempo, o de deixar nos ir, tento fazer isso todos os dias mas no filme o exemplo é levado ao extremo e consegue se perceber muito bem a ideia de amor incondicional, quando ele tenta ajudar Carla e para isso põe a sua vida em risco! E deste tipo de filmes que gosto de ver., e ficaria grato se conseguisses partilhar mais destes. Abraço

Daniel Viana disse...

Ola Pedro.

Como devemos nos comportar diante de uma doença terminal?

É correto ter fé na própria cura, ou esta é mais uma armadilha do Ego, temendo o fim da própria existência?

Telmo - Guarda disse...

Obrigado pela partilha Pedro. Vi hoje o filme e posso dizer que me inspirou e comoveu, de uma forma que eu nunca tinha experienciado. O fim do filme é impressionante, mas mais impressionante foi a forma como mexeu comigo. Apesar de não ter entendido bem o filme, a energia mexeu comigo. No final dou comigo a ter uma experiência extraordinária e aquilo que o Ego chama de super embaraçante. Foi um "deixar sair" negatividade de mim, tipo exorcismo :)), foi uma experiência de um nível novo. E depois por momentos, estou em silêncio, foi um olá do silêncio. Ainda há mais para sair, mas estou um pouco mais perto do silêncio.
Obrigado!

Pedro C. disse...

"Acho que devemos transcender os nossos medos, mas de certo não iremos tentar nos suicidar para que esse medo deixe de existir!?"

Ele nunca se tentou suicidar na verdade, parece, e a tua dúvida é legítima, mas ele apenas quis testar a sua nova realidade.

Neste caminho vão-se subindo degraus, e quanto mais acima esses degraus estiverem, mais extremos são os desafios e lições para o ego. lado animal e humano.

O importante não é a sobrevivência, mas sim o acordar e libertar-se da ilusão.

Pode-se começar por coisas simples como ir dizer olá a uma mulher bonita... e um dia passa-se a algo como dar a vida por Amor. E sim, isso significa morrer. Mas isso é só lá muito para frente! lol uma coisa de cada vez :)

Pedro C. disse...

Daniel Viana:

Doenças terminais não são brincadeira. Nunca tive uma, apesar de já ter estado em situações em que podia ter ido desta para melhor, mas porque nunca tive uma, não tenho sabedoria para partilhar.

O que posso dizer é que se todos os dias estivermos mais alinhados com Integridade e Amor, teremos tudo o que é necessário para lidar com tudo olhos nos olhos.

Eventualmente todos teremos de lidar directamente com aquilo que acreditamos ser a morte para acordarmos de vez.

Anónimo disse...

Olá Pedro! Tenho uma dúvida. Conheci uma mulher em uma reunião com os amigos. Peguei o contato dela na reunião e depois a convidei para sair. Todos meus amigos me disseram que ela estava interessado em mim e eu já devia ter dado o beijo nessa mesma reunião, mas eu não percebi nada, lol. Mesmo assim, a convidei para sair outro dia. Foi uma saída legal, rimos, conversamos por uma hora, e e eu dei um beijo, porém, me senti pouco atraído. A mulher é super inteligente, eu diria que é um gênio, mas não me sinto atraído sexualmente, nem mesmo na hora do beijo. O que se deve fazer nessa situação quando já se beijou a mulher, mas se sentimos pouco atraídos? Se deve dizer a ela que não queremos mais continuar com isso? Esse encontro foi há quase uma semana.

Anónimo disse...

"Max Klein faz as aparentes escolhas “loucas” que faz, e porque parece já não querer saber da família. Ele quer saber da família, simplesmente de uma forma diferente, muito mais elevada, que não tem nada a ver com os envolvimentos emocionais de dependência e ilusões das pessoas de consciência comum."

Já agora, só por curiosidade, qual é a forma mais elevada de querer saber da família? :)

Ângelo disse...

Pedro, que achas de fazeres um audio sobre o filme Fearless tal como fizeste para o 9 1/2 weeks?

Ângelo disse...

Olá Pedro, Obrigado por teres partilhado este filme.

O que achas de fazeres um audio sobre o filme como fizeste para o
9 1/2 weeks, o filme é uma inspiração, já o vi 3 vezes mas houve coisas não percebi.

Abraço

Pedro C. disse...

"O que se deve fazer nessa situação quando já se beijou a mulher, mas se sentimos pouco atraídos?"

A resposta à pergunta, "o que dizer a uma mulher?", é sempre a mesma:

A verdade.

Portanto de uma forma ou de outra vais ter de lhe dizer o que me disseste a mim neste comentário. Se não te sentes atraído por ela não é apropriado meteres-te numa relação com ela, isso seria ser falso e fingir algo que não sentes.

Pedro C. disse...

"Já agora, só por curiosidade, qual é a forma mais elevada de querer saber da família? :)"

"Só por curiosidade" não chega para se poder Saber qual é a forma mais elevada de querer saber da família. É uma motivação meramente mental e por isso fraca.

Sem transformação nada feito. Ou se tem o nível de consciência ou não se tem e jamais se Saberá, pois não se está a Ver ao mesmo nível de Verdade que Max Klein está a ver. Curiosidade é um "ok está bem" que na verdade não leva a lado nenhum. Tem que se sofrer e muito para se querer mudar e ser íntegro, e ir mais além na consciência, e tem que se querer a informação para se usar na prática através de escolhas difíceis mas transformadoras. Isto não é para meninos :)

A família não existe, não passa de uma ilusão. Então em vez de querer saber deles como um animal ou humano, em vez de querer saber da relação e dos aparentes seres individuais com corpo e nome, ele quer saber do destino das suas almas. Isto é mais importante e definitivo do que um casamento ou a presença de um pai... o que para o ego é escandaloso, mas isso é problema dele :)

Portanto o deixar a família neste contexto é querer saber do destino da sua alma/consciência, pois vai trazer-lhes uma experiência que os faça acordar um pouco mais (a oportunidade para isso está claramente presente). O dizer sempre a verdade, mesmo que magoe o eguinho da idiota da mulher, é uma forma de servir o seu crescimento espiritual, e o filho assim terá um exemplo inspirador a seguir.

Greg disse...

Olá amigo Pedro! Obrigado pela partilha deste filme estou muito curioso por vê-lo. Andava já algum tempo á procura de mais um bom filme para ver, mas nada encontrava, e assim que parei de procurar...eis que surgiu sem esforço :)

Um grande abraço para ti Pedro!