terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"3 Impulsos Subtis do Ego a Ter em Atenção"

Hoje vou partilhar contigo 3 dos mais discretos e subtis impulsos do ego humano. O problema destes 3 impulsos é que são tão discretos (tal é a esperteza do ego), que passam despercebidos, ou seja, a pessoa nem se apercebe de que apenas está a funcionar através do ego, e a ser controlada por este.

À superfície parece que estas atitudes são válidas mas a sua essência, como irás descobrir já a seguir, revela que não são. São atitudes egocêntricas, imaturas e negativas disfarçadas de outras coisas superficialmente positivas.


O primeiro dos 3 impulsos que quero partilhar contigo, costuma surgir muito quando a pessoa descobre que há uma coisa chamada ego humano e começa a aprender sobre ele. Ao descobrir que na verdade o ego humano é a única e grande causa de todo o sofrimento e problemas que se podem experienciar na vida, surge um certo ódio ou raiva relativamente ao ego. A forma como este ódio/raiva se expressa é através de pensamentos ou palavras que combatem a existência do ego. Ou seja, a pessoa passa de certa forma a desejar que o ego humano não existisse, que ele deve ser eliminado/combatido, que quem é controlado pelo ego devia mudar porque vive de forma errada e não tem valor, etc, etc.

O ego humano e as suas expressões passam a irritar a pessoa. A pessoa pensa que, porque leu sobre o ego e aprendeu umas coisas, já está livre dele e acima de quem é controlado por ele.

ERRO!

=D

Se uma pessoa sente ódio/raiva relativamente ao ego humano... então ela está exactamente no mesmo nível de todos os outros egos, de todas as outras pessoas que são controladas pelo seu ego. Ódio e raiva (energias negativas egocêntricas) são sempre, em todos os contextos, impulsos do ego. Aquele que está evolucionáriamente acima do ego, nunca odeia ou sente raiva relativamente ao ego humano, não o critica com fúria quase a babar-se e a ver-se as veias do pescoço e da testa ficando com a pele vermelha... Aquele que transcendeu o ego vê o ego pelo que ele é, aceita-o e Ama-o. Aquele que transcendeu o ego, transcendeu-o pois deixou de se identificar com ele, e tem Compaixão por ele. Ele sabe que o ego é na sua essência inocente, e que o mal que causa no mundo e no ser é apenas consequência das suas limitações e impulsos de sobrevivência. A intenção para o eu separado/animal (ego) é boa, mas porque é meramente para benefício de si próprio, para se manter vivo, não tem os outros em consideração, e acaba por causar sofrimento nos outros (e curiosamente em si próprio). O ego é um animal selvagem, perdido e inocente, a fazer o melhor que pode para sobreviver. Tudo o que faz e diz, por muito errado, horrível ou falso, é na verdade o melhor que consegue, não tem capacidade para mais ou melhor. Logo, assim que identificado, deve ser evitado (em vez de furiosamente criticado), seja nos outros ou em nós próprios - pois todos nós temos um ego com impulsos egocêntricos dos quais nem nos apercebemos, e essa é daquelas coisas que custa muito a engolir ;)

Eu tive a minha própria fase de irritação com os egos, e alguns dos primeiros textos do Cool Vibes são expressam de alguma forma isso. Havia em mim uma certa irritação com os comportamentos de falsidade, pessimismo e egocentrismo (falta de consideração) que identificava nas pessoas, nas relações e no mundo. Conforme continuei o meu caminho de evolução, essa irritação foi-se desvanecendo, pois a minha consciência relativamente ao ego foi-se desenvolvendo e subindo. Essa irritação começou a ser substituída por uma sensação de paz e compaixão. Não por ler sobre o ego, mas por experienciar a verdade do que ele realmente é, e de o transcender aos poucos, lentamente. Sem prática e evolução espiritual (meditação/contemplação) isto seria impossível.


Superioridade Moral

Outro impulso muito discreto, é aquele de praticar o bem e usar isso para se sentir melhor que os outros. Chama-se a este impulso de superioridade moral. A forma como se expressa é simples: a pessoa tem um estilo de vida e maneira de ser/funcionar em que pratica o bem. Ou seja, é simpático, ajuda, dá, contribui, dá apoio, sacrifica-se pelos outros, paga coisas, oferece, segue as regras e leis, respeita, etc, etc. Até aqui tudo bem e positivo... o problema é depois quando a pessoa nas suas conversas e pensamentos inferioriza os outros que não são tão perfeitamente bons como ele. Quando ele furiosamente critica e condena os outros que não praticam o bem como ele, e que não seguem as regras como ele. As suas conversas e pensamentos giram à volta da crítica/julgamento/inferiorização daqueles que cometem erros, que dizem coisas que não deviam, que fazem coisas que não têm os outros em consideração, que não ajudam e apoiam como ele, etc. Ao pensar/dizer que a pessoa “X” está errada na sua maneira de ser pois não é tão boa como ele, a pessoa alimenta o seu orgulho/ego. “Porque eu sou bom e sigo as regras, e este atrasado/estúpido/egoísta/mentiroso não, e devia ser torturado e ir para o inferno!!”

As suas conversas no café ou ao telefone com amigos giram muitas vezes à volta dos actos errados ou sem consideração dos outros, e em como alguém não ajuda ou é egoísta, ou não fez algo que devia, ou fez algo que não devia... “quando eu sou tão superior por ser bom e fazer o correcto!”.

Há uma comparação de bondades, e claro que ao apontar o dedo e dizer que a pessoa “X” é má ou está errada no seu comportamento/forma de ser, a pessoa alimenta o seu orgulho/ego porque é melhor, está certa, faz o correcto, tem bondade, ajuda, etc. A pessoa praticar o bem, é bom e positivo, o problema está em o seu ego usar isso para alimentar o seu orgulho criticando/inferiorizando os outros que não são assim. Se no 1º impulso o ego odeia os outros egos, neste 2º impulso o ego odeia aqueles que não praticam o bem como ele pratica. A irritação surge ao testemunhar o comportamento não bondoso de alguém, e depois vem a crítica/julgamento/inferiorização verbal ou mental que lhe alimenta o orgulho, pois na comparação ele sai a ganhar uma vez que pratica o bem ao contrário do outro estúpido mau :)

Praticar o bem por si só não chega. É uma acção que muitas vezes não tem uma energia de bondade por detrás, mas é como que uma técnica para obter algo a seguir. Seja o favor de alguém, a aprovação, validação, aceitação, ser visto como bom e merecedor de atenção, etc, etc. Muitas vezes o bem é praticado para criar uma imagem/ideia na cabeça dos outros, para que o orgulho seja alimentado ou pelo menos mantido. Nestes casos, o impulso de praticar o bem não vem de Amor ou consideração, o fazer pelo prazer de fazer sem estar em busca de obter algo a seguir, mas sim da intenção egocêntrica de ser visto como bom e aceite como boa pessoa e assim não ser rejeitado, e/ou obter dinheiro, títulos, favores, etc. Ou então para colocar-se numa posição em que se pode criticar/julgar/inferiorizar os outros que não praticam o bem, “porque eu faço o bem e eles não!”, para alimentar o orgulho. Superioridade moral está por todo o lado, mas nada mais é do que um impulso egocêntrico desnecessário e errado. Lá porque a pessoa “A” pratica o bem e a pessoa “B” não, isso não significa que a pessoa “A” é superior à pessoa “B”. Todos os seres humanos têm o mesmo valor, independentemente de como são ou do que fazem. Podem é ter um nível de consciência e uma energia diferente, mas isso é outra coisa.

Qualquer impulso de “eu sou melhor que ele” ou “ele é inferior, está errado e deve ser criticado, culpado, condenado, etc porque fez ‘A’ ou não fez ‘B’” é um impulso do ego cuja única intenção é alimentar o orgulho, inferiorizando o outro, e trazendo assim superioridade moral. “Eu sou melhor porque eu pratico o bem, eu respeito, eu digo a verdade, eu apoio e ajudo, etc, etc”.

Eu também tive a minha fase de superioridade moral, semelhante à do 1º impulso. Por eu respeitar as mulheres, ter consideração por elas, e não as querer apenas para sexo, todo e qualquer homem que se demonstrasse ser abusador de mulheres, mentiroso, manipulador, e que as usasse apenas para sexo magoando-as, seria alvo de gozo (piadas) e crítica da minha parte. Uma irritação/revolta cresciria em mim, e depois isso traria ou pensamentos de crítica, ou palavras de crítica ou piadas de inferiorização. É completamente desnecessário perder tempo a pensar e falar de forma irritada/incomodada/afectada naqueles cujos comportamentos não são íntegros. Isso é uma atitude egocêntrica de “eu sou melhor porque pratico o bem”. Mais uma vez seguindo o meu caminho de evolução de consciência, este impulso foi-se desvanecendo e enfraquecendo. Se eu hoje aponto ou falo sobre os comportamentos não-íntegros de um certo tipo de homens na sua vida amorosa relativamente às mulheres, isso já não vem de uma irritação interior ou superioridade moral, mas sim de uma intenção de alertar as mulheres ou de ajudar os homens interessados em seguir um caminho mais apropriado e íntegro na sua vida amorosa e relação com as mulheres.


Ego Espiritual

O 3º impulso de hoje é talvez o mais estranho. Neste impulso, o ego alimenta o seu orgunho através da sua dedicação e resultados no campo do desenvolvimento humano. A pessoa acha-se melhor que os outros, pois de uma forma ou de outra dedica-se à sua evolução. O ego espiritual fala muito sobre como os outros são tão pouco evoluídos e deviam mudar. Por detrás das suas palavras há claro uma irritação. Ele sente-se superior aos outros apenas porque lê livros e vai a workshops de psicologia, desenvolvimento pessoal, coaching, PNL, espiritualidade, etc.

É claro que este impulso do ego espiritual é um sinal de que a pessoa não é tão desenvolvida como pensa...

Apesar da sua dedicação e caminho ser positivo e benéfico, a sua atitude é egocêntrica. Ainda gira tudo muito à volta do orgulho, “Eu dedico-me ao desenvolvimento pessoal, fui às workshops XYZ, logo sou uma pessoa muito evoluída e superior aos outros”.

Seja criticar os outros por serem negativos, seja criticá-los por não serem íntegros, seja criticá-los porque não compreendem o desenvolvimento pessoal, seja criticá-los porque respiram... a intenção é sempre alimentar o orgulho através de uma comparação mental na qual a pessoa sai claro a ganhar, o superior, pois é tãaaooo evoluído, positivo e sabe tanto sobre sucesso, felicidade e espiritualidade.

Saber é uma coisa, experienciar e de facto ser, é outra completamente diferente. Muitas pessoas que se dedicam a esta área do desenvolvimento humano apenas lêem. Pouco ou nada aplicam, pouco ou nada mudam. Não há transformação interior, não há evolução de consciência. Lêem e lêem e lêem... e vão a workshops e formações e palestras... mas na essência continuam na mesma. Usar “O Segredo” para ter um carro novo, uma casa nova, ganhar mais dinheiro, ou conseguir mais vendas na empresa, não é desenvolvimento humano na sua essência. Muitas pessoas pensam que mudaram e que houve transformação, mas a única coisa que sucedeu foi que aprenderam como melhor esconder os seus defeitos, ao mesmo tempo que desenvolveram uma nova programação mental baseada no que leram. Programação mental não é igual a transformação... seguir regras/comportamentos/acções decoradas, usar ferramentas mentais e bengalas emocionais pode melhorar a forma como a pessoa se sente e permitir ter mais na vida do que tinha antes (materialmente), mas são apenas remendos e substituições temporárias. Continua a ser o nível da mente, e a mente faz parte do ego.

O coach de sucesso da empresa “x”, super rico e famoso no mundo do desenvolvimento pessoal, pode muito bem continuar a ser um egocêntrico manipulador sem verdadeiros princípios. Uma coisa é aparência (aquilo que a mente percepciona e como o interpreta), outra coisa é essência (como algo realmente é, para além da superfície). Pode-se ler um livro do Deepak Chopra ou ir a uma workshop do Anthony Robbins - que são dois homens fantásticos cada um à sua maneira – decorar aquilo tudo (conceitos e práticas), e depois falar sobre o que se decorou, ou até mesmo fazer-se workshops sobre o que se decorou, e parecer-se (aparência) que se é muito evoluído e se tem aquele nível de consciência, quando na verdade (essência), apenas se decorou conceitos que se compreendeu mentalmente e se sabe explicar, para impressionar (obter validação e alimentar o orgulho) as massas e fazer dinheiro.

Neste caso apenas se tem uma programação mental instalada (“faço X... não faço Y... escondo W”), mas a forma natural de funcionar e ser no dia-a-dia, o impulso natural do que fazer e dizer e como reagir, não tem nada a ver. Uma coisa é ter comportamentos decorados do género “Nesta situação faço X”, outra coisa é um comportamento ser uma consequência natural de determinado nível de consciência, em que nem sequer se tem de pensar “nesta situação faço X ou faço Y?”, mas simplesmente se age sem ter de pensar (aceder à programação mental para obter determinado resultado em determinada situação).

Portanto é importante saber distinguir aparência (o que parece ser) de essência (o que realmente é), pois o ego usa o caminho de desenvolvimento humano para alimentar o seu orgulho. Uma coisa é ser-se um actor manipulador sofisticado, outra coisa é ser-se naturalmente (sem pensar, sem estar em busca de um resultado ou de controlar algo ou alguém) algo, em todos os segundos independentemente do que nos rodeia ou do que pode acontecer. Como já disse, o ego humano usa o caminho de desenvolvimento humano para alimentar o seu orgulho, e isso não é um sinal de verdadeira evolução de consciência, apenas mais uma variante diferente do nível do ego/mente humano.

Por estes 3 impulsos terem como base algo positivo, são como que impulsos camuflados do ego muito difíceis de detectar. Eu experienciei, de uma forma ou de outra, todos os 3, e conforme fui seguindo o meu percurso pessoal de evolução de consciência, buscando pela Verdade (Integridade), alinhando-me o melhor que consigo com ela, e aplicando os princípios e práticas espirituais no meu dia-a-dia, todos os dias, estes impulsos foram desaparecendo e hoje já não existem. Quando passamos a prestar atenção a estes 3 impulsos, a irritação/egocentrismo gerados por eles são substituídos por uma paz interior, e claro Amor. O sofrimento é mais uma vez reduzido, e passamos a ter mais capacidade de compaixão, consideração, contribuição e percepção da Verdade do que nos rodeia. E quanto mais alinhados com a Verdade estivermos, mais intenso e duradouro será o nosso estado interior de Felicidade.

Dúvidas:
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Coragem, Integridade e Amor,
Pedro Constantino

"9 1/2 Weeks - Segredos da Atracção, parte 9"

Novo programa áudio do Cool Vibes no qual analiso em detalhe o filme "9 1/2 Weeks".

Temas:

* Atracção Natural e o Homem Naturalmente Atraente

* Iniciar Conversas e Conhecer Mulheres

* Linguagem Corporal e Atitude

* Desenvolver Ligação e Intimidade

* Relações


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Pedro Constantino

David Hawkins - Ciência e Espiritualidade

David Hawkins - Science and Spirituality
Ciência e Espiritualidade


The Big Blue



É difícil descrever este filme. Recomendo-o mais do que qualquer outro que tenha apresentado aqui no Cool Vibes, a sua energia é sem dúvida especial. Não é tanto as personagens, o que dizem ou o que acontece, é a energia geral que o filme tem de início ao fim. Para quem paz interior e amor são uma prioridade na vida, este é o filme a ver e rever.
The Big Blue (trailer)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

"9 1/2 Weeks - Segredos da Atracção, parte 8"

Novo programa áudio do Cool Vibes no qual analiso em detalhe o filme "9 1/2 Weeks".

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* Iniciar Conversas e Conhecer Mulheres

* Linguagem Corporal e Atitude

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* Relações


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Pedro Constantino

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"9 1/2 Weeks - Segredos da Atracção, parte 7"

Novo programa áudio do Cool Vibes no qual analiso em detalhe o filme "9 1/2 Weeks".

Temas:

* Atracção Natural e o Homem Naturalmente Atraente

* Iniciar Conversas e Conhecer Mulheres

* Linguagem Corporal e Atitude

* Desenvolver Ligação e Intimidade

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