AMOR

"Ensina só Amor, pois é isso que tu és"

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

“Uma Breve História da Evolução da Atracção”


Hoje vou-te falar sobre a evolução da atracção ao longo dos tempos.

O que, em cada era humana, foi o factor principal que despertava o interesse de uma mulher em determinado homem.

Este texto não pretende ser uma descrição detalhada histórica, mas apenas uma descrição em traços gerais da vida humana, na qual explico apenas o essencial para poderes perceber o porquê de determinada característica ser o factor principal de atracção.

A razão pela qual a mulher se sente atraída por um homem e não por outro veio mudando conforme o ser humano foi evoluíndo. Nem sempre foi igual.

No início vivíamos como qualquer outro animal selvagem. A sobrevivência era extremamente difícil, e toda a comida e água eram super preciosas. Sem intelecto desenvolvido, sem linguagem, sem qualquer ferramenta/objecto/máquina, sem roupas, sem nada, dependíamos inteiramente do nosso corpo e capacidades físicas para sobreviver. O homem mais forte tinha mais facilidade de sobreviver, pois tinha mais força para lutar, para se defender e para caçar (e assim ter comida). Nesta 1ª era da atracção (chamemos-lhe assim), sobrevivência era sem dúvida o mais importante. Logo é fácil perceber que a mulher iria sentir-se mais atraída pelo homem mais forte, que lhe trouxesse maior probabilidade de sobrevivência pois através da sua força física/tamanho podia protegê-la dos perigos da vida selvagem e caçar para lhe arranjar comida. Nesta era o corpo era praticamente tudo. Quanto mais saudável/bonito, grande e forte, melhor.

O homem grande e forte iria ter facilidade em ter mulher, o homem pequeno e fraco físicamente não teria qualquer hipótese.

Mas com o tempo o intelecto humano foi-se desenvolvendo. O homem desenvolveu a capacidade de raciocínio e pensamento lógico. Com esta extraordinária capacidade surgiu a liguagem/comunicação verbal/escrita, todo o tipo de ferramentas, armas, objectos e máquinas, casas, roupa, etc. A vida deixou de ser selvagem e passou a ser civilizada. O homem deixou de poder ser atacado por um animal selvagem a qualquer momento... comida e água passaram a haver em abundância nos supermercados. A sobrevivência tornou-se muito mais fácil. As actividades deixaram de ser apenas físicas, e surgiram 1001 actividades mentais/intelectuais. Surgiu o dinheiro. O homem comum deixou de precisar de caçar e de depender apenas do seu corpo para sobreviver e ter o que comer. Nesta era a força física e o tamanho passaram para 2º plano, pois em termos práticos deixaram de ser factores essenciais para a sobrevivência (não em todo o mundo claro, estou a falar das zonas mais desenvolvidas do globo).

Nesta 2ª era da atracção, é através do seu intelecto que o homem sobrevive. Estuda e arranja um trabalho/emprego para ganhar a vida. Quanto mais dinheiro tem, mais facilidade tem em sobreviver, viver e divertir-se. O intelecto do homem permite-lhe ganhar dinheiro, e o dinheiro permite-lhe ter acesso a todo o tipo de confortos/entretenimentos/luxos na vida. O intelecto do homem permite-lhe alcançar sucesso e fama, riqueza e poder. Permite-lhe comunicar eficazmente e entreter aqueles que o ouvem e vêem através de capacidades mais artísticas e criativas (imaginação).

Esta é a era não do corpo, mas da mente.

O homem inteligente atrai a mulher pois a sua inteligência permite-lhe mais facilmente arranjar emprego/dinheiro, sobreviver e resolver os problemas da vida.

O homem rico atrai a mulher pois a sua riqueza garante-lhe a sua sobrevivência, e dá-lhe acesso a todo o tipo de prazeres que aliviam ambos do sofrimento da vida e do seu vazio interior.

O homem famoso atrai a mulher pois ligada à sua fama está riqueza e tudo o que esta pode comprar. A sua fama traz à mulher validação e aprovação social “Eu sou desejada por um homem que é admirado pelas massas, logo eu tenho valor como mulher”.

O homem mais artístico atrai a mulher devido à sua imaginação e criatividade. Às suas ideias fora do normal, ao seu sentido de humor, às conversas interessantes, aos momentos únicos, à sua espontaneidade e carisma, à sua personalidade e estilo de vida diferentes da maioria. Ele atrai pois entretem, traz aventura e novidade, e faz a mulher sonhar e esquecer por momentos a vida normal e os seus problemas.

O homem grande e forte e/ou bonito continua a atrair mas já com muito menos poder. A atracção gerada pela força/beleza física é mais inicial e temporária, pois para a mulher nada se compara aos estímulos e emoções trazidas pelas capacidades da mente. A mente pode trazer grande variedade e quantidade de prazeres, e resolve com muito mais eficácia a questão da sobrevivência.

Mas... depois veio a 3ª era da atracção.

Esta 3ª era surge com o movimento feminista. Este movimento trouxe direitos que há já muito a mulher merecia, pois na verdade sempre teve e sempre terá o mesmo valor que o homem. Só que nem tudo foi positivo...

Masculinidade foi confundida com imaturidade e condenada. A mulher queixa-se (e com razão) dos abusos do homem, mas confunde a sua origem. O homem é rotulado de mau apenas por ser homem, o que está errado e nada tem a ver. Masculinidade é uma coisa, imaturidade (ou egocentrismo) é outra. Se a mulher ao longo da história foi tratada mal pelo homem de forma geral, não foi por este ser masculino e ser homem, foi por causa da sua imaturidade e egocentrismo (falta de consideração pela mulher). A partir do movimento feminista, dois fenómenos ocorrem:

1 – A mulher obtém direitos que sempre mereceu e já há muito devia ter. Surgem oportunidade de trabalho, a capacidade de ganhar a vida sozinha e consequente independência do homem. A mulher deixa então de precisar do homem para sobreviver e estar bem na vida.

2 – O homem, de forma geral, começa a reprimir a sua masculinidade (por ser erradamente criticado por ela) e torna-se mais feminino. A consequência é no mínimo cómica: a mulher continua a ser feminina mas por passar a poder praticar actividades masculinas, torna-se mais masculina também. Ou seja, desenvolve ambos os lados (como é suposto). Mas o homem, de uma forma geral, perde a sua masculinidade e apenas se torna mas feminino. O que acontece é que, para muitos homens e mulheres, deixa de haver atracção.

O homem deixa de se comportar como um homem, logo a mulher deixa de se sentir atraída. Surgem então os primeiros grandes desesperados da história! =D

Uma vez que a mulher já não precisa do homem para sobreviver e estar bem na vida, e este já não é masculino, apesar do homem se sentir atraído pela mulher e a desejar intimamente, ela não sente o mesmo por ele. Então o homem entra em modo de desesperado: tenta forçar a aceitação da mulher. Faz tudo e mais alguma coisa por ela, gasta rios de dinheiro em prendas, flores e jantares, bombardeia-a com elogios, faz todo o tipo de sacrifícios por ela, etc. Comporta-se como um super-bonzinho na tentativa de a convencer logicamente que ele é uma boa escolha. Só que a mulher (caso não seja carente/emocionalmente dependente ou oportunista/aproveitadora) não o aceita à mesma, pois não se sente atraída. Acha-o boa pessoa, gosta dele apenas como amigo. E o homem sente-se frustrado... apesar da sua boa intenção e de tudo o que fez por ela, ela parece ser ingrata, má, manipuladora, falsa, etc. Erro do homem. Atracção nada tem a ver com APENAS o que ele faz e tem, mas com COMO ele é como pessoa. Sem masculinidade não há atracção. Atracção é gerada naturalmente quando o homem é masculino e a mulher é feminina.

Esta é então a era da confusão amorosa. Aqui apenas os homens que se mantiveram masculinos tiveram facilidade em atrair uma mulher e ter uma relação amorosa ou encontros sexuais. Claro que ser masculino não garante nada por si só. Gera atracção, mas não garante a satisfação da mulher a um nível profundo pois o homem pode ser masculino mas pode também ser imaturo e egocêntrico, e mentir-lhe, tratá-la mal, desrespeitá-la, ser uma companhia nada estimulante, traí-la, etc.

Nos dias de hoje ainda há muito (e de que maneira) desta confusão amorosa: homens femininos a implorar à mulher bonita para esta o aceitar como namorado; homens masculinos imaturos a ter o seu prazer sexual mas a tratar mal a mulher; todas as mulheres com facilidade em ter uma imagem mais bonita e atraente, e consequentemente a obter mais opções de homens interessados (chegando a números incríveis), mas apesar de ter quantidade de opções não têm opções de qualidade. Ou seja, conhecem muitos homens, têm muitos homens interessados nelas a nível amoroso, mas ou são homens bonzinhos-femininos que as tratam bem mas não atraem sexualmente, ou são homens egocêntricos-masculinos que as atraem sexualmente mas que as tratam mal. As mulheres (de uma forma geral, pois ainda bem que há excepções) vivem então desiludidas com os homens e a sua vida amorosa, e sentem-se desmotivadas a ter seja o que for com um homem. Um homem é quase imediatamente associado a dor de cabeça (ou de dentes lol), a não ser que seja bonito/forte, rico, famoso, interessante, divertido ou masculino. Infelizmente, depois a mulher vem a descobrir que apesar destas qualidades, ela não se sente satisfeita a um nível profundo.

Entretanto as coisas “melhoraram”, com a 4ª grande era da atracção.

O homem, frustrado sexualmente e amorosamente, farto de ser rejeitado e sofrer, partiu em busca de uma solução. Ao começar a desvendar os mistérios do comportamento humano, descobriu que atracção são na verdade emoções. As qualidades do homem atraem a mulher não por si só, mas pelas emoções que causam nela. E estas emoções são provocadas pela percepção que a mulher tem do homem... logo se o homem fizer a mulher percepcionar que tem as típicas qualidades atraentes (mesmo que não as tenha), ela vai-se sentir atraída! Brutal! =D

Surge então toda uma legião de homens sexualmente frustrados e desesperados que aprendem a manipular/seduzir e a mentir às mulheres no timing certo para ter a sua validação/aprovação e as levar para a cama. E eles acreditam que este é mesmo o único caminho e solução para poderem ser aceites por uma mulher e ter o mínimo de satisfação na sua vida amorosa e sexual. Mas não é.

A consequência deste fenómeno da “vingança dos frustrados” é um tipo de envolvimento baseado em falsidade. O homem finge ser algo para ser aceite pela mulher. Se é “A” que atrai a mulher e o fará evitar ser rejeitado, então é “A” que ele fingirá ser. É o vale-tudo para “ganhar no jogo da sedução”. Aqui o homem quer ganhar e inferiorizar a mulher, colocá-la abaixo de si em termos de valor pois “fui rejeitado por ti durante anos apesar de ser bom para ti, mas agora eu sou o desejado e vais rastejar atrás de mim. Não faço nada por ti e vou contigo para a cama, e depois vou para a cama com a tua melhor amiga! Haha! E depois vou dominar o mundooooo!! E seeer o senhor do Universooooo!! Ha ha ha!! ” =D

Nesta era não há Amor, é tudo puro egocentrismo, falsidade e manipulação mascarados de “esperteza fixe”, “atitude evoluída”, “poder masculino” e “inteligência social”. A mulher percepciona o homem como sendo de determinada forma e tendo determinada intenção perante ela, mas nada mais é do que uma máscara/farsa social espertamente engendrada para a fazer sentir-se atraída/curiosa, para que o homem obtenha dela o que quer: validação social (“ela quere-me, sou desejado como homem”) e prazer sexual (“o meu orgasmo”). O homem decora comportamentos/reacções e sai de casa com conversas/respostas/perguntas pré-fabricadas para passar no maior número possível de situações diferentes a imagem de que tem valor e é uma boa escolha para a mulher. Para passar a imagem de “eu sou o maior”, “eu sou fixe”, “eu sou o campeão”, e forçar indirectamente a escolha da parte da mulher.

Este tipo de homem tem um medo atroz de ser rejeitado e não quer saber da mulher para nada. Ele só quer saber de si próprio e quer obter, obter, obter... e fará tudo para evitar ser rejeitado e passar uma imagem de fixe, “está tudo sob controlo”, superioridade social, etc. O seu alvo são sempre as mulheres mais bonitas (e que ele percepciona como mais difíceis, ou seja, egocêntricas), pois se ele conseguir ser aceite por essas, os elogios dos amigos e companheiros manipuladores serão maiores! =D

Ele vive obcecado com a imagem/ideia que os outros têm de si. Os outros têm de o percepcionar como o fixe, o esperto, o maior, o campeão, senão... bem, senão ou lhe cai um braço, ou se transforma num fósforo usado ou algo assim terrível do género ;)

Na verdade esta atitude egocêntrica/manipuladora de obcecada defesa/alimento do orgulho, apenas gera mais confusão amorosa no mundo. Pois como é óbvio, não são apenas os homens os mentirosos manipuladores e as mulheres os anjos bonzinhos vítimas. 85% da população humana, de uma forma ou de outra, vive a tentar defender e alimentar o seu orgulho, constantemente preocupada com a imagem/ideia que os outros têm de si. Isto gera toda uma série de comportamentos defensivos, jogos de poder, antipatias, atitudes de inferiorização que têm tudo a ver menos com Amor. As relações de hoje em dia são uma desgraça graças ao egocentrismo. O inimigo não está lá fora, não é o parceiro, não é o homem nem a mulher... é o nosso próprio ego e os seus impulsos.

Mas continuando, há sem dúvida um tipo de homem que leva a manipulação, a falsidade e a falta de consideração a um extremo, e intencionalmente para obter egocêntricamente a sua própria satisfação. Prazer imediato, validação emocional, gratificação a curto prazo, sim... mas nada de felicidade, amor ou verdadeira intimidade. Quantidade de resultados (temporários e superficiais = o vazio interior/insatisfação pessoal mantém-se e regressa logo a seguir) mas não qualidade de resultados (duradouros e profundos = há felicidade permanente antes, durante e depois).

Nesta era a mulher sente-se atraída pelo homem que parece mais fixe, mais esperto, mais superior, mais confiante, e que dá menos de si. Claro que este é um tipo de mulher, não são todas as mulheres. Este tipo de homem apenas atrai e consegue manter na sua vida o tipo de mulher que corresponde ao tipo de homem que ele é: mulheres que também são egocêntricas, que também fazem jogos de sedução e poder, que também manipulam, fingem e mentem (à sua maneira e com diferentes intensidades).

Numa era em que a beleza exterior/física da mulher é exageradamente glorificada (moda, música, cinema, televisão, entretenimento, etc) e completamente usada por tudo e por todos para vender produtos e serviços (tradução: fazer dinheiro), este tipo de homem (o homem comum) sente-se sem soluções e inferiorizado, logo ao seu ego/mente parece uma boa ideia manipular (lol) para conseguir ter algo com estas “deusas superiores da beleza”, custe o que custar. O homem tenta obter algo daquelas que para o seu ego tudo obtêm e têm injustamente. O que ele não sabe, o que não consgeue experienciar, é que apesar da beleza física, do sucesso material/riqueza, da fama/validação social, das festas e eventos, da quantidade de opções de homens interessados, estas belas mulheres também sentem um vazio interior, baixa auto-estima, insegurança, preocupação, também têm problemas, também se sentem perdidas... também sofrem. Superficialmente parece que tudo têm e são felizes, mas na verdade são tão infelizes a um nível profundo como o homem comum que as vê na TV, revistas ou internet. É tudo superficial, é tudo aparência, ilusão, percepção limitada, interpretação errada da realidade.

Mas felizmente há uma 5ª era... só que infelizmente ainda começou à muuuito pouco tempo.

O homem na sua busca por felicidade procura pela grande verdade das coisas. O verdadeiro porquê das coisas. E conforme vai aprendendo vai-se alinhando com a Verdade.

E então ele descobre que na verdade não precisa de ser nem grande, nem forte, nem bonito, apenas saudável.

Que não precisa de ter sucesso e ser rico, apenas de ganhar a vida e ter os confortos/seguranças principais.

Que não precisa de ser famoso ou um artista, apenas de saber comunicar e ser uma companhia estimulante e divertida.

Que não precisa de reprimir a sua masculinidade e ser apenas feminino, mas que pode (e deve) ser masculino e feminino, pois ambas as energias são necessárias na vida e com as mulheres.

Que não precisa de implorar para ser aceite como namorado, nem de bombardear a mulher com elogios e prendas, nem de fazer grandes sacrifícios por ela, mas sim apenas de a tratar bem, com respeito e consideração, e ajudá-la e servi-la como e quando puder. Elogios e prendas virão de vez em quando espontâneamente, pelo simples gosto e vontade de dar algo que simbolize e expresse a sua apreciação pela mulher, sem secretamente esperar receber algo a seguir em troca.

Que não precisa de manipular ou fazer jogos ou fingir seja o que for, mas apenas de ser sempre ele próprio, autêntico e sincero, e dizer sempre a verdade, pois essas atitudes egocêntricas apenas atraem mulheres egocêntricas com quem ele não pode ter a satisfação profunda que realmente deseja. E ele sabe que se for autêntico e sincero irá atrair naturalmente mulheres como ele, compatíveis com ele, também elas autênticas e sinceras, com as quais uma relação/ligação de facto estimulante e feliz é possível.

O homem descobre que para ser feliz na sua vida amorosa apenas precisa de Amar todas as mulheres, queiram elas conhecê-lo ou não, falar com ele ou não, sair com ele ou não, beijá-lo ou não, ter uma relação com ele ou não, ir para a cama com ele ou não. Pois ele descobre que a sensação interior de que sempre andou à procura com as mulheres era Amor, e que na verdade Amor não se obtém de nenhuma mulher, mas sim de si próprio através do alcance de um nível de consciência e forma de funcionar no mundo mais elevados, e não apenas com as mulheres. Ele descobre que aquilo que sempre desejou obter das mulheres apenas podia ser criado por ele próprio dentro dele próprio e oferecido a todas as mulheres sem excepção, e nunca obtido de uma mulher em específico.

Nesta 5ª era, deixa de haver quantidade de resultados e passa a haver qualidade de resultados, que é infinitamente mais satisfatório. Aqui o que atrai a mulher, ou pelo menos este tipo de mulher, é a vulnerabilidade, humildade, inocência, sinceridade, simplicidade, apreciação, dedicação, servidão e Amor do homem, juntamente com os clássicos sentido de humor, confiança e maturidade.

Tudo se resolve na nossa vida amorosa quando deixamos para trás a nossa obsessão com nós próprios, com o que obtemos/não obtemos, com o que nos acontece/não acontece, com a ideia/imagem que os outros têm de nós, e quando deixamos para trás os nossos impulsos de defesa/alimento do nosso orgulho.

Nesse momento passamos a ter capacidade de pensar nos outros e ter consideração por eles, pois não estamos apenas a dar atenção a nós próprios e à nossa satisfação pessoal/individual.

Enquanto andarmos a fazer jogos de sedução/poder, enquanto andarmos com um pé atrás em relação ao sexo oposto e aos seus avanços e demonstrações de interesse, enquanto nos fizermos de difíceis/desinteressados, enquanto estivermos preocupados a tentar fazer passar uma imagem de importantes, fixes, espertos, fortes, independentes, poderosos, superiores, etc, enquanto andarmos a julgar e a criticar e a odiar verbalmente e mentalmente os outros, enquanto não aceitarmos a nossa própria humanidade, falhas e defeitos para podermos aceitar os dos outros sem sentir raiva ou tristeza, enquanto escolhermos mentir em vez de dizer a verdade, enquanto apenas dermos com o desejo secreto de obter a seguir e evitarmos dar quando não recebemos, jamais haverá Amor na nossa vida e felicidade na nossa vida amorosa. Pois essas atitudes atraem o seu equivalente, ou seja, egocentrismo, medo, negatividade, desonestidade, jogos e carência atraem egocentrismo, medo, negatividade, desonestidade, jogos e carência.

“Faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti.”

Uns irão magoar-te à mesma, óptimo. Nesse momento saberás que te deves afastar deles e que não são a pessoa certa para ti. Mas se manteres essa atitude custe o que custar, é apenas uma questão de tempo até descobrires alguém que te irá tratar como realmente desejas, alguém que te irá Amar. Isto é impossível de fazer se o orgulho continuar a ser prioridade e não for deixado para trás. Se o medo de ser rejeitado e percepcionado como fraco, inferior, não-desejado, sem-valor, etc, for seguido e alimentado. Esta ilusão/limitação da mente/ego tem mesmo de ser deixada para trás e Coragem é o passo necessário para isso acontecer. Coragem é a única solução para se sair das limitações do ego humano das quais vêm todo o nosso sofrimento interior.

Se queres Amor, Ama. Começa por te Amar, aceitando todos dos teus defeitos e qualidades, todos os teus impulsos e emoções (positivas e negativas). Depois serás capaz de Amar (aceitar sem julgar/criticar/odiar) os outros. E finalmente irás descobrir (ou serás descoberto por) alguém que também Ama, que reconhece a tua energia e forma de ser íntegra, e que se sente atraída por ela pois a sabe apreciar.

Claro que o ego/mente vem sempre com o comentário: “Isso na teoria é tudo muito bonito mas na prática as coisas são diferentes...”

Sim, isto não é fácil de aplicar pois traz à superfície os nossos medos. Mas tudo isto resulta na prática se for correctamente compreendido e correctamente aplicado.

Muito mais poderia ter sido dito acerca das eras da atracção, e claro que em todas elas houve excepções. A intenção era apenas deixar um visão geral da história da atracção e dos verdadeiros porquês das pessoas se sentirem atraídas por uns e não por outros, e de se quererem relacionar com uns e não com outros.

Aceita-te e Ama-te tal como és, Aceita e Ama os outros tal como são. E depois serás Aceite e Amado como desejas,
- Pedro Constantino

Dúvidas:
CoolVibesClub@hotmail.com

7 comentários:

"§Fábio§" disse...

Ai Pedro que bom que voltou a escrever já tava com saudades da suas palavras ... nossa isso soou esquisito, rsrsrsssss

Tava lendo o post esperando que o ego seria absolvido dessa vez mas tu tocou no nome dele de novo, rsssstsrs, valew ótimo post ...

Danilo Macedo disse...

post 10! valeu..

Don Conejo disse...

Estava sentindo falta dos teus textos Pedro!
Já tinha conhecimento dessa linha do tempo da atração. Provavelmente aqui pelo CoolVibes.
Concordo que assim são as coisas.. só acrescento que, na minha opinião, a SEDUÇÃO ainda é necessária, e até divertida!
Por ex., tu puxa conversa com uma mulher que te atrai, e vocês começam a interagir. Notas um brilho no olhar dela, uma energia de atração está no ar. Os dois são espontâneos, divertidos, masc e fem. É nessa hora que começas a provocá-la, flertar, com toques comentários olhares e tudo mais. COnduz, como um homem deve fazer. Se ela contribuir para uma coisa legal, a relação vai subindo de nível.
Chamarias isso de manipular?
Abraço a todos parabéns pelo post

gonçalo A. disse...

Fico extremamente feliz, por ver que os teus textos, estão cada vez melhores com o tempo!

Isso que tu dizes são grandes verdades Cristãs

Pois Cristo (o bem) é o caminho, a verdade e a vida!


"fora da caridade não há salvação"

Kohinoor disse...

Eheheh grande caldeirada!

Essa história tem muitas lacunas e beneficiaria com factos e datas.
Por exemplo a distinção dos sexos no periodo neolítico, com a implementação de sistemas cooperativos e agricolas. Daqui surgiu a sociedade com hierarquias sociais, estruturas de poder e controlo, bem como a origem das religiões. É neste periodo que as mulheres começam a ser mais reprimidas.

Outro facto histórico, relativo à masculinidade. Tem origem nas guerras mundiais que ocorreram no século passado. Muito homens desapareceram, deixando as gerações ao cuidado das mulheres, sem modelos masculinos saudáveis.

A sociedade actual é um derivado daí, onde os modelos masculinos populares são tudo menos masculinos saudáveis, deixando muitos homens e mulheres frustrados. Acredito que assim são mais submissos e fáceis de controlar.

Pedro Constantino disse...

Kohinoor:

Isso está correcto e é verdade.

Eu podia escrever um livro detalhado só sobre este tema, mas esse não era o propósito deste post. A ideia geral que quis dar foi dada, e o mais importante é o final do post.

Abraço!

Alex Toth disse...

Kohinoor, concordo contigo que seria muito interessante uma visão mais detahada sobre o tema... mas como é dito pelo próprio autor do post no início do texto, a ideia não era uma descrição detalhada e aprofundada.

Entretando Pedro, juntar-se a um sociólogo e a um historiador para dar uma visão mais detalhada da evolução atrativa humana daria um ótimo livro. Poderias também, se souber, nos indicar alguns livros acerca deste tema.