AMOR

"Ensina só Amor, pois é isso que tu és"

sexta-feira, 31 de julho de 2009

“Como Atrair As Mulheres Que Desejas e Não Apenas Aquelas Que Não Desejas”


Há um fenómeno muito curioso na vida amorosa de certos homens:

Por alguma “misteriosa” razão, eles atraiem mulheres em quem não estão interessados, mulheres por quem não se sentem atraídos mas que demonstram interesse amoroso neles... e depois aquelas mulheres por quem eles de facto se sentem atraídos não querem nada com eles e rejeitam-nos.

Mas porque é que isto acontece?! Não parece fazer sentido nenhum...

E o que um homem nesta situação pode fazer para passar a atrair também as mulheres por quem se sente atraído, e não apenas aquelas por quem não se sente atraído?

O tema do post de hoje não surgiu por acaso... quer dizer, por acaso até surgiu por acaso. A inspiração é que não foi comum...

Comprei a revista Playboy portuguesa nº1... e sim, foi só mesmo para ver as imagens, e não para ler os artigos ;)

Li-a de uma ponta à outra, pois estava curioso por descobrir se tinha algo que pudesse ajudar os seus leitores masculinos a melhorar a sua vida amorosa...

Conclusão?

Não tem.

E acho que já estavas à espera desta resposta.

Tal como Hugh M. Hefner diz na Carta de Editor:

“O nosso objectivo é o mesmo de sempre. Entretenimento para uma nova geração de homens sofisticados, empenhados e bem sucedidos – e para as mulheres das suas vidas.”

Para homens íntegros é que está quieto...

É mais do mesmo, tal como as outras revistas masculinas (GQ, Maxmen, FHM, Men’s Health, etc)... só que talvez mais erótica e atrevida.

A intenção é entreter, não é ajudar os homens na sua vida amorosa e, quem sabe, a conhecer (e a ser atraentes para) as mulheres como as que aparecem na revista.

Como entretenimento é fixe, tem alguns artigos informativos, interessantes e divertidos... mas pouco mais oferece. Mantém o nível de consciência do materialismo superficial, da mulher-objecto, e das relações fast-food, das curtes anónimas, etc.

Agora, houve uma secção chamada “Conselheiro” que me chamou à atenção.

Esta secção tem como objectivo responder a dúvidas e perguntas dos homens sobre as mulheres e a vida amorosa... e eu pensei “isto vai ser divertido...”.

E foi. É pena é que não tenha sido mais do que isso...

É puro entretenimento e uma visão muito básica e superficial do que é a atracção. Envia-se a pergunta e fica-se praticamente na mesma...

E foi logo a primeira pergunta que me inspirou para o post de hoje.

Repara bem no título: “A Mulher Feia”

E agora lê a pergunta:

«Porque tenho queda para as feias? Não sei o que acontece, mas a mulher com quem sonho nunca me aparece. Já as que não fazem o meu género vêm aos montes. Os meus amigos dizem que elas acham que vou ser cirurgião plástico. Como é que faço para me livrar das feias e atrair as beldades?»

“Como é que faço para me livrar das feias e atrair as beldades?”

Muito bem campeão... ora aí está uma bela atitude de compaixão ;)

Seja como for, a pergunta é legítima. Muitos homens passam por isto e têm esta dúvida.

Agora repara bem na resposta. Não há nada de errado nela, pois o seu objectivo é apenas entreter. De qualquer forma segura-te...

“Porque será que o Brad Pitt não teve problemas em atrair a Angelina Jolie? O senhor não nos enviou um retrato. Nem precisa. É óbvio que não deve ter grandes atractivos físicos. Se fosse boa pinta, certamente não teria esse problema. Ora, como para isso não há remédio, sugiro que invista em qualidades que podem ser aprimoradas, como a inteligência, o sentido de humor e – claro – o saldo da conta bancária.”

Portanto meu caro amigo do Cool Vibes, a grande solução é ter boa pinta. Nem é preciso aprender mais nada. Este foi oficialmente o último post do Cool Vibes, vou acabar com o projecto.

Ah! Mas não te esqueças de aprimorar o saldo da conta bancária... que é para atraires mulheres que querem estar contigo pelo dinheiro e não por ti. Sim, aquelas mulheres espectaculares que te gastam o dinheiro em compras para compensar a sua baixa auto-estima, enquanto depois se satisfazem sexualmente com um bad boy motoqueiro qualquer, que já foi preso 4 vezes, fuma ganza, bebe demasiado e ainda lhe bate. E ela depois diz que o ama e que ele *gulp!* a ama também.

Eu nem sei por onde começar... por vezes há nós que mais vale cortar. Mas enfim... vou começar por explicar que é óbvio que quem enviou esta pergunta ficou na mesma (ou pior) na sua vida amorosa.

Como se os atractivos físicos fossem o único factor que atrai uma mulher sexualmente ou intimamente. Ajuda, é verdade. Mas não é tudo. Quase ninguém sabe isto, mas até o Brad Pitt, com a sua aparência, tinha dificuldades em conhecer e atrair mulheres quando chegou a Hollywood. Aparência não é tudo... nem é o factor que mais define o que acontece entre um homem e uma mulher.

Ter boa pinta é fixe... é a grande salvação amorosa e sexual dos níveis de consciência mais baixos, que não têm mais nada para atrair o sexo oposto sem ser o corpo e a cara com que nasceram.

Ou os que arranjaram com uma operação plástica... o que não tem mal nenhum.

A parte das qualidades está correcta... mas inteligência e sentido de humor não fazem uma mulher desejar físicamente um homem. Sim, ela vai gostar dele e da sua companhia, mas só ter essas qualidades leva a uma amizade, não a uma relação amorosa onde há intimidade física.

Polaridade Masculino/Feminino e Energia Erótica/Sensual são dois conceitos demasiado “futuristas” para a mente egocêntrica-materialista.

Mas ao pé disso, “boa pinta” é como que uma pedra ao lado de um planeta. A aparência pode atrair... mas e depois? Se o homem não tiver o seu lado masculino desenvolvido e não se der polaridade... se ele se sentir desconfortável com a sua sexualidade e pelo desejo sexual que sente pela mulher... se ele não compreender as dinâmicas da energia erótica e da sensualidade, e se isso não for uma parte natural de si... bem pode ter boa pinta que fica só amigo e será sempre rejeitado como parceiro íntimo.

Mas vamos lá dar uma resposta a sério à pergunta do homem...

Este nosso amigo tem um problema logo de início: a aparência da mulher é demasiado importante para ele. E cá para mim é a única coisa que ele consegue ver e apreciar numa mulher. Pois se não fosse ele jamais teria a dúvida que teve, não se sentiria tão incomodado pelo que lhe tem acontecido.

É óbvio que ele vai afastar ou repelir as mulheres a que chama de beldades... anda esfomeado por elas. Cada vez que vê uma deve logo ficar a babar-se, inundado de um desejo carente quase desesperado que lhe traz uma energia e atitude de caçador.

Nenhuma mulher gosta de ser vista como um objecto. Beldades incluídas. E é precisamente isso que ele faz. Avalia-as pelo corpo, pelo pacote, pela caixa, pela capa... pelo seu lado material apenas.

E as mulheres físicamente atraentes já estão mais que fartas disso. Porque não é uma verdadeira apreciação... é um querer obter algo dali. Um querer usar o seu corpo para ter um orgasmo... ou para se auto-validar pois tem-se uma namorada bonita. Ou pior ainda: para mostrar aos amigos e obter a sua validação. As típicas focas de circo a bater palmas...

Este tipo de homem vê uma mulher bonita e fica logo todo guloso... tipo macaco a olhar para a banana. Obviamente que as faz desejar fugir, e bem rápido, dele. São os homens que gritam uma patetice qualquer da janela do carro ou da mota quando vão a passar por uma mulher.

E sim: isso é mesmo o melhor que conseguem fazer diante de uma mulher atraente.

Outra coisa em que são profissionais é em ficar altamente nervosos e apatetados na sua presença.

Este homem tem 3 problemas:

1) A beleza física é o único factor de decisão, pois se não fosse ele não ficaria incomodado por atrair as “feias”...


2) Uma vez que não quer as “feias” e quer ver-se livre delas, é fácil perceber que não tem qualquer compaixão pelas mulheres...


3) Este exige uma explicação maior...

Geralmente, este é o tipo de homem com quem tudo está bem até se sentir atraído pela mulher.

Ou seja, quando ele está diante de uma mulher por quem não se sente atraído, com quem não deseja nada físico ou ter um namoro, ele está descontraído, tem atitudes confiantes, é divertido, tem boas conversas, etc. Ou seja, ele está a ser estimulante e atraente.

Mas assim que se sente atraído por uma mulher, e deseja ter algo com ela (obter algo dela), uma vez diante dela ele fica nervoso. Fica nervoso porque fica preocupado. E fica preocupado porque tem medo de estragar a oportunidade... tem medo de dizer ou fazer algo que a faça afastar-se... tem medo de não chegar onde deseja com ela... e está preso dentro da cabeça a pensar no que há-de dizer e fazer para conseguir obter dela o que deseja.

Obviamente que esta atitude não é atraente. No momento em que ele está preocupado, dentro da cabeça a tentar controlar a situação e manipular a mulher... não está a ser estimulante. Não está a ser divertido. Não está a ter boas conversas. Não está a ter compaixão por ela.

O medo de não estragar é o que estraga tudo. É completamente desnecessário e bloqueia as qualidades do homem, que são o que de facto atrai a mulher.

Ele pode ter boa pinta, mas se tiver esta atitude vai continuar a não atrair as mulheres que deseja. Pelo menos a longo prazo, isso é de certeza.

Portanto, para além de ter de ser masculino e ter a energia erótica/sensual integrada em si, a solução é simples:

*Ser conscientemente selectivo (e não escolher a mulher apenas por causa da sua aparência);

*Ter compaixão (e ter prazer em falar e estar com uma mulher independentemente da sua aparência);


*Ter uma atitude de partilha de momentos, sem precisar de obter nada a seguir (e não uma atitude de obter, e de ter de ter algo com a mulher só porque ela é bonita e ele se sente atraído).

Se reparares as soluções são semelhantes. E é verdade, o princípio é o mesmo: espiritual, ou transpessoal.

Vai para além do nosso eu separado (ego), e do que ele deseja. E por isso tem em consideração a mulher, apreciando a sua beleza física, mas também tudo o resto do seu Ser.

Para se poder amar verdadeiramente uma mulher, tem-se de amar todas as mulheres. Independentemente da sua aparência.

Aí sim, um homem saberá o que é o amor de uma mulher.

Por detrás da beleza também há sempre tristeza e sofrimento... e se nunca viste isso, então nunca viste nada.


Perguntas:
CoolVibesClub@hotmail.com

Pedro Constantino


PS: Workshop Introdução à Atracção quase a chegar!! Descobre sobre o que é e como te inscrever, enviando-me um email para
CoolVibesClub@hotmail.com com o assunto “Workshop IA – informações” e recebe *grátis* o PDF com tudo o que precisas de saber. Eu só faço esta worskhop uma vez por ano... e já há pessoas inscritas. A última vez que fiz uma workshop para homens e mulheres vieram pessoas da Madeira, Algarve e Porto, e a sala ficou tão cheia que houve quem se tivesse de sentar no chão. Por isso sê rápido!


segunda-feira, 27 de julho de 2009

“O Que Todas As Pessoas Deviam Saber Antes De Participar Numa Workshop De Desenvolvimento Pessoal”

Se costumas participar em workshops de desenvolvimento pessoal ou estás a pensar começar a participar, então o que vou partilhar contigo neste post é mesmo muito importante.

Não, não há nenhuma conspiração aqui para ser revelada...

“O Que Todas As Pessoas Deviam Saber Antes De Participar Numa Workshop De Desenvolvimento Pessoal”



Aviso: este post é só e apenas para quem realmente deseja subir de nível de consciência. Para quem quer mesmo evoluir e transformar-se. É sobre desenvolvimento humano na sua forma mais pura e verdadeira.

O objectivo deste post é dar-te mais consciência sobre esta magnífica área e respectivas workshops, para que possas de uma forma mais consciente escolher as workshops em que participas, perceber enquanto estás a participar se de facto de está a ajudar de alguma forma na tua evolução, e estar consciente se depois de facto teve algum impacto directo e visível no teu dia-a-dia.

Quando o livro e DVD “O Segredo” e a sua Lei da Atracção foi lançado e chegou a Portugal, o seu sucesso motivou várias organizações e empresas a começar a criar workshops de desenvolvimento pessoal para o público em geral. Algo que se pode chamar de novo em Portugal na altura, e que ainda hoje está a crescer lentamente.

Mas o que é o desenvolvimento pessoal afinal? Concretamente? Como pode ajudar alguém?

E todas essas workshops, do que tratam afinal? Qual é o impacto real que têm depois na vida dos participantes?

É fácil perceber que muito provavelmente a maior motivação ou razão que uma pessoa tem para participar numa workshop de desenvolvimento pessoal é o seu objectivo de se ver livre de certas emoções desconfortáveis. Ela quer ver-se livre das emoções negativas, desconfortáveis, incomodativas que sente. Depois pode querer algo mais concreto e material, como um carro novo, mais dinheiro, uma casa maior, mais saúde (sim, é material pois faz parte da nossa realidade material), subir na carreira, ter sucesso na sua profissão, mudar de emprego, etc. Há outros que irão lá por outros aspectos mais mentais como grande curiosidade, fascínio pela área do desenvolvimento pessoal em si, desejo de compreender algo em si próprio ou um qualquer aspecto da vida (o porquê ou origem de algo), vontade de mudar algo em si, etc, etc. E para além destas há muitas mais.

As razões são muitas claro, e todas elas, sem excepção, são totalmente válidas.

As pessoas querem resultados e mudanças. Querem-se sentir melhor, de uma forma geral.

Até aqui tudo bem... mas agora começa a parte séria deste post.

Desenvolvimento pessoal é espectacular, mas não é tudo...

Quem me dera poder dizer-te “Isto do desenvolvimento humano é fácil, simples e rápido!” Mas muito provavelmente até tu próprio já sabes disso.

Neste post vou partilhar vários conceitos essenciais, e este é o primeiro deles:

Há desenvolvimento pessoal... e há desenvolvimento espiritual. E esta aqui tem mesmo de ser integrada: são ambos super importantes e não têm absolutamente nada a ver um com o outro.

Nada. Zero.

O desenvolvimento pessoal vai tratar do teu eu separado, o eu material, mais conhecido por ego. E isso é óptimo, o ego tem de evoluir, tem de se tornar saudável. Só que este ego está sempre à mercê do ambiente exterior, da realidade material. Ele irá sempre sofrer independentemente das mudanças que alcance na vida. Um carro novo é fixe, mas o ego vai continuar a experienciar sofrimento. Mais dinheiro é espectacular, mas o ego vai continuar a experienciar sofrimento. Ter sucesso e ser famoso é brutal... mas o ego vai continuar a experienciar sofrimento.

O melhor que ele consegue é um prazer passageiro... depois voltam as preocupações, inseguranças e medos. Tudo o que se manifesta, tudo o que surge à sua volta na sua vida ou realidade material, terá impacto. E trará sempre sofrimento. Porque se for mau, vai surgir e fazê-lo sofrer... se for bom, ao desaparecer irá fazê-lo sofrer. Se for um problema vai fazê-lo sofrer quando surgir. Se for uma pessoa especial, vai fazê-lo sofrer quando desaparecer.

Na realidade material tudo o que é da natureza de surgir é da natureza de desaparecer. Tudo é passageiro. Tudo pode ser criado e alcançado, e isso é fantástico... mas se aparece... podes ter a certeza que desaparece. E lá vem o sofrimento. Mudar o nome a que chamamos às situações da vida não vai mudar esse sofrimento. Pensar positivo não vai mudar esse sofrimento. Isso são ferramentas da mente, e a mente faz parte do eu separado (corpo, mente, emoções), e o eu separado não tem capacidade em si próprio para eliminar o seu sofrimento.

A solução para o sofrimento humano não está no desenvolvimento pessoal... mas sim no desenvolvimento espiritual.

Alcançar coisas, mudanças e resultados materiais é espectacular e sairás muito beneficiado ao te dedicares a isso. Mas lembra-te que não chega. A solução não está em obteres aquilo que tanto desejas... mas sim em conseguires deixar de sentir a necessidade de obter aquilo que tanto desejas. E isso é paz interior, isso é felicidade, isso é poder. Desenvolve-te pessoalmente e espiritualmente, e não em apenas um dos dois.

Depois há outra coisa...

É que entretenimento humano não é desenvolvimento humano.

Vamos ser realistas: a mensagem é difícil de passar. É difícil as pessoas se interessarem por desenvolvimento humano.

O que acontece em muitas workshops de desenvolvimento pessoal é que misturam ferramentas e conceitos de desenvolvimento pessoal com jogos e brincadeiras para animar o evento e deixar as pessoas bem dispostas.

Isso é brutal e ainda bem que o fazem.

Mas no meio da euforia das conversas, brincadeiras e jogos, há quem depois pense que as emoções positivas criadas por esses momentos têm algo a ver com uma transformação interior, ou com desenvolvimento humano.

Mas é que não tem nada a ver.

Numa workshop de desenvolvimento pessoal é preciso estar consciente e saber distinguir o que é mero entretenimento (histórias, piadas, jogos, conversas, brincadeiras), do que é de facto desenvolvimento humano: a informação e as práticas concretas que te vão fazer evoluir.

Porque depois há muitas pessoas que apenas vão às workshops pela experiência de diversão, e não para se desenvolverem. A sua vida está na mesma, sofrem o mesmo, nada muda a um nível fundamental. Vão à workshop para se sentirem bem e se divertirem, e divertem-se e sentem-se bem durante o tempo do evento, mas depois o espectáculo acaba e a tortura diária regressa toda sorridente pelo esforço infrutífero da pessoa.

Entretenimento humano não é desenvolvimento humano.

Se fosse, então bastaria ir ver um grande concerto, um grande filme, uma grande peça de teatro cómico, ou ir a uma grande festa, e magicamente ficariamos com as capacidades e a consciência para depois podermos criar a vida que queremos e sentirmo-nos como queremos no dia-a-dia.

Mas tu sabes que essas coisas podem criar em ti emoções brutais... mas que depois a tua vida continua na mesma.

Entretenimento numa workshop de desenvolvimento pessoal é fantástico, não há nada de errado nisso, é uma forma de estimular as pessoas e de as motivar a voltar mesmo que não percebam nada da informação nem queiram evoluir, mas é importante que consigas distinguir o que é mero entretenimento (estímulo positivo) do que é verdadeiro desenvolvimento humano.

Não te deixes embriagar pelas brincadeiras, piadas e jogos e confundas isso com “estou a evoluir porque me sinto bem aqui a fazer e a ouvir estas coisas”.

E isto leva-me à parte mesmo importante do post:

Há estados emocionais, estados de consciência e níveis de consciência.

Desenvolvimento humano significa subir de nível de consciência. Não meramente relativamente a uma área específica da vida, mas sim em relação a tudo. À vida, à nossa existência, ao ser humano. Não se trata de meramente obter novas coisas materiais e resultados, mas funcionar na vida e com as pessoas de uma forma diferente, mais consciente, mais natural, mais autêntica, mais em sintonia com o Todo. É uma viagem mais interior do que exterior. Não se trata apenas de trabalhar com a realidade material, mas mudar o nosso interior a um nível essencial.

Há vários níveis de consciência, e não há nada de errado em nenhum deles. O que acontece é que nos mais baixos há mais sofrimento e consegue-se menos satisfação, e nos mais elevados o sofrimento começa a desaparecer e consegue-se mais satisfação interior.

Não é importante falar aqui de quais são estes níveis de consciência, mas assim como há escalas diferentes para medir as distâncias, ou os pesos ou a magnitude dos terramotos, também há várias escalas para nomear os níveis de consciência. Uma delas são os chakras.

Agora, todos os estados emocionais e todos os estados de consciência estão acessíveis em todos os níveis de consciência.

O que isto significa é que lá porque sentimos algo que não costumamos sentir, isso não é sinónimo de transformação ou evolução. Podemos sentir todas as emoções em qualquer nível de consciência.

E isto baralha muitas pessoas, pois vão a uma workshop de desenvolvimento pessoal porque se sentem mal, passam lá por certas experiências, jogos e brincadeiras, ouvem piadas e discursos positivos que motivam, sentem-se bem, e pensam que evoluiram. Ainda bem que se sentem bem e melhor ainda se se sentirem assim todos os dias, mas isso não é evolução. É apenas aceder a um estado emocional que está acessível em qualquer nível de consciência. E desenvolvimento humano é subir de nível de consciência.

O mesmo se passa com os estados de consciência... e aqui é que o pessoal fica mesmo baralhado.

Porque em algumas destas workshops há um pouco de espiritualidade. Aprende-se certos princípios que nos fazem ver a vida de outra forma... faz-se certas meditações que nos fazem experienciar e percepcionar a realidade de outra forma. E mais uma vez depois há quem pense que evoluiu. Ainda bem que experienciou esse estado de consciência através de uma meditação... mas tal como os estados emocionais, todos os estados de consciência estão acessíveis em todos os níveis de consciência. Não é sinónimo de transformação. Até porque a pessoa irá sempre interpretar esses estados de consciência através do seu nível de consciência actual. Uma coisa nunca garante a outra.

Tanto os estados emocionais como os estados de consciência são potenciais ao alcance de qualquer ser humano em qualquer nível de consciência. Podem ser atingidos em qualquer nível de consciência. Logo, uma vez atingidos, experienciados ou sentidos não significa que a pessoa evoluiu no sentido verdadeiro da palavra, mas sim que acedeu a um potencial adormecido em si. O que é fantástico, mas não é evolução.

Então mas os estados emocionais e de consciência não são importantes?

Claro que são importantes! E quantos mais melhor!

É preciso é vê-los pelo que eles realmente são, e não os confundir com evolução, subida de nível de consciência.

Um estado é algo passageiro, um nível é algo constante.

Uma forma simples de descrever um nível de consciência é descrevê-lo como uma estrutura. É uma forma de funcionar na vida que é constante. Não é algo passageiro que surge, sente-se durante uns segundos ou minutos, e depois desaparece.

É como a linguagem. Uma vez que se aprende a falar isso fica sempre em nós. Mesmo que sejamos apanhados de surpresa conseguimos aceder a essa capacidade. Está sempre em nós. Um estado de linguagem seria por exemplo durante uns segundos conseguirmos dizer uma frase... e depois voltarmos ao estado de não linguagem, no qual não sabemos falar. Foi óptimo conseguirmos dizer essa frase durante uns segundos ou até minutos, mas uma coisa é aceder à linguagem durante uns minutos, outra coisa é tê-la sempre acessível todos os segundos. Uma coisa é espreitar para dentro do andar de cima com muito esforço através de um buraco no chão e voltar a cair, outra coisa é viver nesse andar de cima.

E verdadeiro desenvolvimento humano é subir os andares da consciência. Que não são andares fixos, são como ondas, não têm divisões sólidas entre si.

Agora, quanto mais tempo passarmos em estados emocionais positivos melhor. Melhor nos sentiremos, e mais e melhor conseguiremos da vida em todas as áreas. Também é igualmente importante não fugir dos estados emocionais negativos, pois negativo não significa mau, e eles têm a sua utilidade, igualmente importante e poderosa à dos estados emocionais positivos.

Quantas mais vezes acedermos a estados de consciência, e mais tempo ficarmos neles, mais iremos evoluir também. Mais eles se tornarão parte de nós, e no nosso nível de consciência. Entre outras coisas, sobe-se de nível de consciência acedendo continuamente a estados de consciência. Vais tentando subir de andar, vais espreitando, tantas vezes, que acabas por subir e lá viver.

Lembra-te: podes passar por estados emocionais espectaculares durante uma workshop, mas depois quando a workshop acaba e começas a viver o dia-a-dia, continuas o mesmo, no mesmo nível de consciência. De uma forma geral, vai tudo continuar na mesma. E vais perceber isso até o primeiro problema ou desafio surgir. Aí não há mero pensamento positivo que te salve do sofrimento e do stress.

E é igual com os estados de consciência. Continuas o mesmo, a funcionar da mesma forma. Provaste um pouco do fruto e sentiste o seu sabor, mas ainda não és esse sabor. E depois do sabor ainda há ser o fruto. E depois do fruto ainda há ser o ramo, e depois de ser o ramo ainda há ser o tronco. E depois de ser o tronco ainda há ser toda a árvore. E depois de ser a árvore ainda há ser todas as árvores. E depois de todas as árvores ainda há ser a Grande Semente, o Vazio de onde tudo surgiu. E depois disso... ainda há ser o Vazio, e ao mesmo tempo todas as sementes, árvores, troncos, ramos, frutos e sabores. A Grande Semente e o Sabor Único.

E eu garanto-te que um carro novo, mais dinheiro, sucesso, fama ou casar-se não é o que te irá fazer alcançar isto. É bom, alcança todas essas coisas se o desejares, mas o caminho para a subida de nível de consciência é outro.

Para acabar este post, um último conceito:

Jamais irás subir de nível de consciência em 1 hora, 1 dia, 1 semana ou 1 mês. Não interessa a qualidade da workshop, ou o que lá aprendas ou faças. Verdadeira transformação não se dá num fim-de-semana. Numa workshop podes aceder ao teu potencial adormecido ou esquecido e passar a usá-lo no teu dia-a-dia, e isso é das melhores coisas da vida sem dúvida. Mas continuas no mesmo nível de consciência. Melhoraste no teu nível de consciência actual, o que é fantástico e super importante, mas não subiste. No contexto de subida de nível de consciência nada aconteceu.

Já está provado que a única coisa que faz um adulto humano subir de nível de consciência é a meditação. Muitas “ferramentas” famosas e típicas do desenvolvimento pessoal foram testadas, e analisou-se a progressão de quem as usava correctamente e regularmente, e não foi verificada uma subida de nível de consciência. Isso significa que coisas como a programação neuro-linguística (PNL) e a neuro-estraégia não têm qualquer valor? Claro que não. Elas permitem as pessoas sentirem-se melhor, e melhorar no seu nível de consciência actual. Mas quem está no ego continua no ego, não sai de lá. Portanto pode-se ser um perito em PNL, um mestre na sua utilização, e ser-se não-íntegro sem qualquer compaixão.

Portanto a prática que faz um ser humano subir de nível de consciência é a meditação. Meditar regularmente e disciplinadamente. Quanto tempo leva a subir de nível de consciência? O que se descobriu, em média, não são números matemáticos absolutos, é que leva 4 a 5 anos. Através de meditação é possível, mas nem sempre acontece, subir-se 2 níveis de consciência de cada vez (é como apanhar o elevador super-sónico), mas a média são 4 ou 5 anos o tempo que se leva.

Tendo em mão estes números aproximados, é fácil perceber que passar 6 horas ou 10 dias numa workshop não nos vai fazer subir de nível de consciência. Vai-nos sem dúvida tornar melhores no nosso nível de consciência actual, o que é óptimo, mas não fazer subir. Eu acredito que possa haver alguém que o consiga fazer em apenas 2 anos... mas 2 anos, ainda que seja metade da média, é bem mais tempo que um fim-de-semana.

E só há uma workshop em todo o mundo na qual passarás tempo suficiente para subir de nível de consciência...

E essa workshop chama-se a tua vida.

Isto significa que se pretendes não só tornar-te melhor no teu nível de consciência mas também subir de nível de consciência, deves participar em todas as workshops de desenvolvimento pessoal e espiritual que te motivem a ir, que te interessem. Que deves aprender nelas todos os conceitos, ferramentas e práticas úteis, mas que deves também tornar parte da tua vida o desenvolvimento humano, e todos os dias fazer algo que te faça evoluir, melhorar e transformar.

Lamento mas não há outra solução: tens de tornar a tua vida numa workshop de desenvolvimento humano, seja 5 minutos por dia ou 1 hora por dia. Não podes viver dependente da workshop “X” que acontece apenas uma vez por ano ou uma vez por mês. Não há pressas nem pressões, não tens de provar nada a ninguém, mas a dedicação tem de ser diária. Se queres mesmo ver-te livre do sofrimento, experienciar um poder imenso em ti, tornar-te naturalmente atraente e contribuir de forma significativa para o Todo, o teu caminho tem de ser um de evolução. E tens de meditar todos os dias. A isso é que nã dá mesmo para fugir.

Workshops de desenvolvimento pessoal?

Vai a todas as que desejares pois há pessoas a fazer um trabalho fantástico nesta área. Mas vai consciente e não com fantasias na cabeça. E uma vez lá, participa conscientemente e não te deixes embriagar pela vertente de entretenimento, pelo que possas sentir ou experienciar. E quando ela acabar, analisa conscientemente as mudanças que provocou na tua forma de ser e funcionar (potenciais antes adormecidos e agora acordados), ou pelo menos de ver as coisas, de lidar com os problemas, etc. Não irás subir de nível de consciência mas irás sem dúvida melhorar a tua vida – se praticares o que lá ensinam.

Outra coisa: há conhecimento geral e conhecimento específico de cada área. Aprender ferramentas gerais para aumentar as nossas capacidades é uma coisa, querer evoluir numa determinada área é outra. Por exemplo, há capacidades comuns para a vida profissional e a vida amorosa, mas se tratares a vida amorosa como se fosse a profissional, usando os seus conceitos de desenvolvimento, vais-te meter em problemas.

Na vida profissional, pode haver uma mera motivação de obter e alcançar mais (seja dinheiro ou sucesso), através de uma processo não-íntegro com ferramentas mentais, e isso de facto trazer resultados. Mas a vida amorosa tem a ver com partilha, e não com obter. Não se trata de dinheiro ou resultados, mas de ter uma ligação com outro ser humano. Usar as ferramentas da vida profissional na vida amorosa resulta em manipulação, esquemas, falta de integridade e compaixão, etc, numa área onde egocentrismo leva apenas ao tipo errado de pessoas e relações, e são necessárias capacidades interpessoais, transpessoais e espirituais que nada têm a ver com meras ferramentas mentais de definir objectivos e persuadir alguém (manipular para se obter o que deseja).

Portanto cuidado: cada área com o seu conhecimento específico, e nada de misturar.

Lembra-te de criar um balanço e equilíbrio com o teu desenvolvimento espiritual, pois é aí que está a meditação e a subida de nível de consciência.

Hey, deveria ser “obrigatório”, como parte do processo de selecção consciente de cada um, ao estar a conhecer alguém do sexo oposto fazer-lhe o mais cedo possível a pergunta: “Meditas?”. E caso a resposta fosse sim, brutal, continuavas a sair com a pessoa. Caso a resposta fosse não... bem, já sabes o que podes esperar dessa pessoa no futuro: um ego humano não-íntegro sem capacidade de verdadeira consideração e compaixão, a precisar constantemente da tua atenção (energia) para se sentir bem com ele próprio.

E uma vez que apenas aproximadamente 2% da população humana tem essas capacidades espirituais desenvolvidas, eu pergunto: “Há por aí alguém que já tenha inventado uma máquina para viajar no tempo? É que eu estou disposto a testá-la para ir até ao futuro!”

Aproximadamente 10% das pessoas são desenvolvidas no seu nível de consciência actual, por isso serão interessantes, divertidas, positivas, ou seja, serão companhias estimulantes em bastantes níveis... e isto já é muito bom! Os 2% de que falei (que daqui a poucos anos serão 10% e os 10% de que falei serão 20%), estão num nível de consciência mais elevado, mais espiritual, de consciência, consideração, compaixão, amor, em quem podes de facto confiar, e com quem podes de facto contar para evoluir, ter uma relação íntima integral fantástica, e ao mesmo tempo contribuir para o Todo. Comparados com os actuais 80-90% do ego (chamemos-lhes assim para simplificar) parecem autênticos super-heróis que voam, vêem através das paredes, lêem os pensamentos dos outros, salvam vidas e têm factor de cura. Hey, um deles dizem que transformou a água em vinho, mas isso é outra longa história.

Como já deves ter percebido estou oficialmente na *fase de entusiasmo* do post. A partir daqui tudo é possível... mas porque o post já vai longo, vou acabar com “boas” e “más” notícias...

É que quanto mais evoluires melhor e pior.

Hã?!

Sim, quanto mais evoluires melhor e pior.

Quanto mais evoluires e subires de nível de consciência, menos irás sofrer e maior será a tua capacidade de sentir felicidade interior (e prazer exterior)...

Mas maiores serão também os problemas e os desafios. É de certa forma (e esta metáfora simplifica muito tudo, mas vai-te ajudar a perceber este conceito) como chegar à final de uma competição qualquer. Estás a um passo da glória final, o público vibra contigo, és um dos melhores do mundo, consegues derrotar a maioria... mas tens à tua frente o adversário mais difícil de todos... pois ele também chegou à final por mérito e qualidades demonstradas E ou estás à altura e vences, ou não estás e perdes.

Agora, em desenvolvimento humano não há adversário, não há vencer nem perder, mas há sempre uma dualidade ou polaridade. O positivo é proporcional ao negativo, e é assim que as coisas funcionam na realidade. Só a inconsciência nos impede de ver e aceitar isto. Porque negativo não significa mau. E querermo-nos ver livres do negativo é querer cortar a realidade ao meio, o Universo ao meio. E essa é uma das principais causas do sofrimento humano: resistir a algo e querer destruí-lo porque incomoda ou afecta. Os problemas ou desafios dos níveis de consciência abaixo serão meros acontecimentos que nada te incomodam ou afectam, vais resolvê-los e lidar com eles facilmente pois agora tens capacidades para isso. Mas há sempre um senão em cada novo nível de consciência... pelo menos na limitada e sofrida perspectiva do eu separado. No eu universal apenas há, e tudo o que há, é. É ele e parte dele, é aceite como uma mão ou pé do nosso corpo, e usado de forma consciente, ou seja, em sintonia com a evolução.

Para quem está num nível de consciência mais abaixo, nem sequer consegue compreender os desafios e problemas dos níveis de consciência mais elevados. E se os compreendesse ficaria aterrorizado. “Como é possível aguentar isso?! Viver assim?! Decidir fazer isso nessas circunstâncias?! Estar sem isso?!”

E a resposta é simples: “Não poderia ser de outra forma. É este o caminho que me traz tudo sem precisar de nada.”

Conclusão: a verdadeira transformação ou evolução, dá-se no nosso dia-a-dia através das nossas decisões, escolhas e práticas regulares. As workhops dão-nos informação, exercícios e ferramentas preciosas, e algumas até nos fazem ver, sentir e experienciar coisas que antes não sabíamos que existiam em nós. O objectivo é pegar em tudo isso conscientemente, pelo que realmente é, e viver uma vida de Coragem e desafio constante, meditação, estudo e prática constantes, para que haja verdadeiro desenvolvimento humano e subida de nível de consciência. Se for isso o que desejas.

Então e as workshops do Cool Vibes? Onde ficam no meio disto tudo?

Tal como todos os eventos que têm um princípio, meio e fim no tempo, o seu efeito é limitado. Nas minhas workshops irás ter acesso a informação, ferramentas, exercícios e práticas que depois, uma vez aplicadas regularmente, te farão transformar e evoluir. Te farão mudar a tua realidade interior e exterior. A tua vida amorosa e social. Há uma vertente de diversão e convívio nas minhas workshops, mas o mais importante é mesmo a informação. Farás exercícios e passarás por experiências e estados de consciência, e tudo isso é importante e útil, mas é o que eu te digo para fazer a seguir à workshop, para fazer depois no teu dia-a-dia, independente de mim, o mais precioso que irás retirar das workshops do Cool Vibes. Sozinho poderás continuar o teu processo, e em cada contexto ou situação comum da área amorosa e/ou social saberás que decisão tomar e o que fazer para mais facilmente alcançares a satisfação que desejas, tudo de uma forma íntegra e autêntica, sem qualquer mentira, truque ou esquema de manipulação.

Não prometo transformações instantâneas, nem comprimidos mágicos que resolvem logo tudo sem ser necessário qualquer esforço. Prometo diversão e convívio, bons momentos, o potencial de conheceres alguém e criares uma nova relação, ligação ou amizade na tua vida – e principalmente informação que poderás aplicar no teu dia-a-dia, e que te fará subir de nível de consciência passado o tempo que for necessário, dependendo da tua entrega e dedicação. Há exercícios práticos que te ajudam a compreender melhor a informação partilhada e a perceber como a aplicar no dia-a-dia. Há também meditações e estados de consciência. E há uma energia especial na sala, pois nela apenas estão pessoas que estão de facto interessadas em evoluir, e não apenas em se divertir durante a workshop. Não são meros curiosos, são pessoas que estão abertas a se desafiar para subir de nível de consciência.

Eu conheço o caminho e posso-te orientar. Mas és tu quem o tem de percorrer.

Eu sei qual é a porta e onde ela está, e posso-ta mostrar. Mas és tu quem a tem de atravessar.

Eu sei como te ajudar a tornar a tua vida amorosa e social em áreas simplesmente extraordinárias, que parecem tiradas de filmes ou sonhos. Mas és tu quem tem de aprender e fazer o que é preciso.

Seja como for, tudo é possível para ti. Está sempre ao teu alcance, é apenas uma escolha começar a percorrer esse caminho. E este, chama-se Cool Vibes.

Perguntas:
CoolVibesClub@hotmail.com

Segue as tuas paixões,
Pedro Constantino

"O Que é a Espiritualidade?"

Programa Áudio Cool Vibes
EVOLUÇÃO DE CONSCIÊNCIA PARA UMA VIDA EXTRAORDINÁRIAPARTE 9 - O Que é a Espiritualidade?






Perguntas:
CoolVibesClub@hotmail.com

terça-feira, 21 de julho de 2009

"Os 7 Níveis de Mestria da Arte Social de Conhecer Mulheres Naturalmente"

Mais um tema *espectacular* aqui no Cool Vibes!

Na minha última workshop ARTE SOCIAL (Como Conhecer Mulheres em Qualquer Lado, a Qualquer Momento, de Uma Forma Natural e Autêntica e Desenvolver Uma Vida Social Extraordinária), partilhei com os participantes o “mapa”, “caminho”, “direcção” ou “processo”, que leva qualquer homem da solidão impotente à abundância e qualidade de companhias femininas.

Que o leva do “não consigo, não sei o que fazer...” ao “eu tenho sempre uma mulher espectacular com quem sair!”

Como é que eu descobri isto?

Batendo muitas vezes com a cabeça na parede, passando por muitas rejeições e falhanços, sofrendo para além do que palavras conseguem expressar, andando no escuro às apalpadelas, tentando, experimentando, arriscando, praticando, acreditando sempre que este “pobre” eu separado era capaz de lá chegar, e claro, estudando tudo aquilo que me pudesse ajudar, desafiando-me muito na minha vida pessoal e social, saindo da minha zona de conforto, indo para além dos limites, perdendo-me por vezes (o que não aconselho), e claro, o conceito chave de toda a evolução humana, tão importante que transcende a própria categoria de conceito: Coragem.

O que eu tenho para ti agora é o caminho certo, a direcção mais eficaz, atalhos poderosos, que te vão acelerar o processo de mestria, e levar mais rápido e facilmente do início do caminho à “terra encantada” da atracção natural e de uma vida social altamente estimulante, na qual consegues conhecer e trazer para a tua vida as mulheres que realmente desejas.

E depois, uma delas, será a tua especial parceira íntima. Mas para que a finalmente descubras, para que sejas iluminado pelo seu sensual brilho feminino de Vénus, primeiro tens de conhecer várias, lidar com várias, sair com várias, conversar com várias, divertir-te com várias.

Este não é um processo de uma só acção. Não é uma vitória de um só golpe. É um caminho de autenticidade e compaixão, ao longo do qual irás partilhar experiências com várias mulheres, até encontrares uma que se destacará tanto pelo seu nível de consciência e momentos agradáveis e estimulantes que cria na tua realidade, que não terás outra escolha senão vê-la como a mulher dos teus sonhos, ou a mulher da tua vida, ou a mulher certa para ti. E depois de tirares essa consciente, silenciosa e instantânea conclusão, o passo seguinte torna-se natural e imediato: criar uma ligação mais profunda com ela. Trazer os tesouros da intimidade à vossa experiência partilhada. Torná-la na tua maior inspiração, e na mulher por quem morrerias sem hesitação.

Ao pé disto, deste tipo de mulher e relação, meras curtes ou jogos de manipulação não são mais do que tristes anedotas. Ficam muito aquém, a anos-luz, do verdadeiro potencial humano de ligação e estimulação, de Amor e satisfação, de prazer e intimidade, de interacção e partilha.

Mas sem mais demoras, vamos então passar aos 7 níveis de mestria. Estes 7 níveis de mestria são fases pelas quais um homem tem de passar na sua vida social, de forma a ser capaz de conhecer e se relacionar com as mulheres que realmente deseja.

Não são uma escada de evolução fixa ou estática, pois um homem pode ser muito bom no nível 4 ou 5, e ter extrema dificuldade no nível 2 ou 3. A ideia principal aqui é o homem conscientemente se desenvolver em todos os níveis, para que não fique desnecessáriamente encravado, limitado ou bloqueado numa fase, sendo assim impedido de alcançar a satisfação das fases seguintes.

Para além destes 7 níveis essenciais, há também um nível 0 (zero) e um nível “8”, que não surge acima do 7, mas que é um nível de consciência na Arte Social que engloba todos os outros “anteriores”, e os completa e multiplica um a um. Depois mais à frente percebes o que quero dizer.

Vou então passar a explicar os níveis de mestria da Arte Social:


0. O homem não compreende o processo nem consegue fazer nada.

Bem-vindo ao nível de onde eu venho: inconsciência social total! Lol Neste nível o homem nem compreende o processo de se conhecer uma mulher, nem consegue fazer seja o que for. Não tem na sua mente a informação sobre o tema, nem consegue entrar em acção quando se sente atraído e deseja conhecer determinada mulher. Sente-se bloqueado e sem soluções para sair do “buraco”. O homem que vive nesta fase geralmente (mas não necessáriamente, nem sempre) tem baixa auto-estima, é pessimista e vive em constantes estados de desconfortos interpessoais, sociais, relacionais e amorosos.

Ao pensar como um homem pode conseguir conhecer uma mulher, nenhuma conclusão sólida lhe chega à mente. Geralmente fantasia e idealiza muito todo esse processo (que vai de desconhecidos a namorados), e para ele o que geralmente deve acontecer é que é sempre a mulher quem se mexe para conhecer o homem, expressando românticamente o que sente por ele, e fazendo algo que o ego adora e que pode ser chamado de: “validação total”.

No fundo esta é a sua fuga perfeita: uma vez que não sabe o que fazer nem nada consegue fazer, sendo a mulher a fazer tudo ele está assim salvo e safo. Não tem de assumir a responsabilidade pela sua vida, desejos e realidade, nem se tem de desafiar ou aprender seja o que for. Brutal!! Só que rapidamente, e muitas vezes até dolorosamente, ele percebe que as coisas não são bem assim...

Nem todos nesta fase pensam assim, nem todos são assim ou funcionam assim. Este é apenas um exemplo comum e não pretende retratar todos os homens deste nível ou fase.


1. O homem compreende o processo mas nada consegue fazer.

Este homem estudou o tema e decorou-o. Ele leu ebooks, ouviu aúdios, viu vídeos, participou em cursos online ou em workshops, e compreende o processo. Ele sabe como as coisas se criam e funcionam. Ele consegue perceber o porquê das coisas, o porquê dos sucessos e falhanços nesta área de conhecer mulheres. Ele sabe falar sobre o tema e explicá-lo. É um intelectual da Arte Social... mas não vive essa realidade.

A sua experiência limita-se a consumir informação, em assimilá-la, em compreendê-la e em falar dela... mas não em a colocar em prática. Apesar de ter as respostas e soluções na mente, não as consegue trazer para o momento presente e entrar em acção através delas, usando-as nos contextos certos, no momento certo. É algo “fora” dele que compreende como observador, e não algo interior, capacidades reais que ele desenvolveu e que usa para criar a realidde que deseja viver e experienciar.

Este homem sabe o que fazer, mas não faz o que sabe. E não é por opção... é por medo. Demasiados desconfortos, receios, inseguranças, preocupações e medos interpessoais, sociais, relacionais e amorosos ainda o bloqueiam de forma implacável, não lhe dando a mínima hipótese de entrar em acção e experimentar o que aprendeu. Nenhum homem se vai dar ao trabalho de aprender a fundo este tema se não tiver em si o desejo e a motivação de viver uma realidade em que conhece as mulheres que deseja. Logo se não coloca em acção os conceitos, é porque há um bloqueio emocional. O ego vai logo justificar que é por opção, pois envergonha-se da sua “fraqueza” e não sabe lidar com essa emoção de vergonha, nem com o medo de ser rejeitado ou gozado pelo medo que sente. Reprime-a. Mas a Verdade é que este homem sabe muito, mas tem medo de fazer o que sabe.

E por nada fazer, nada muda. Nada acontece. Há o minúsculo benefício de se sentir bem (ou um bocadito melhor) com ele próprio pois sabe tudo isto da Arte Social, ou porque sabe mais que os outros homens sobre este tema. Só que continua a não conseguir conhecer as mulheres que deseja. Continua no mar de frustração. Vê a mulher, sente-se atraído, e logo de seguida sente-se bloqueado. Nesse momento busca na mente a solução perfeita para chegar ao resultado, e fica ainda mais preocupado e tenso. Nesse momento duas coisas acontecem: a mulher não se sente atraída pois à sua frente está energia negativa desconfortável, e a outra é que ela já lá não está. Passadas horas, o homem lembra-se “Podia ter dito X... bolas!!”. Quando se vem da mente é o que acontece... quando se está agarrado a um resultado é o que acontece.

Este tipo de homem vive preso na mente, não vive consciente no momento presente. Ele pensa e compreende, mas não funciona em tempo real com essa informação. É por isso que eu já disse várias vezes que apenas consumir e compreender a informação que partilho no Cool Vibes de nada serve. Ela tem de ser aplicada. Não há nenhuma informação mágica que uma vez lida e compreendida vá transformar o nosso interior instantâneamente. Sem desafio não há transformação. Sem acção não há evolução. Sem prática não há resultados.

Como é que um homem vai do 0 ao 1? Estudando o tema da Arte Social. Revendo-o regularmente, assimilando-o, compreendendo-o, tornando-o parte da sua mente, para que todos os conceitos estejam sempre prontos a ser assedidos mentalmente.


2. O homem sabe o que dizer para iniciar a conversa mas não o consegue fazer.

Neste nível, o homem compreende o processo, e para além disso quando vê uma mulher por quem se sente atraído vem-lhe facilmente à mente a ideia do que lhe poderia dizer para iniciar uma conversa. No momento em que vê uma mulher por quem se sente atraído, ele sabe o que dizer. Ele instantâneamente avalia o contexto e a mulher, e lembra-se do que dizer. Tem uma ideia, uma criação mental verbal de como iniciar a conversa de uma forma natural e autêntica. Mas apesar de compreender o processo, e de no momento em que vê a mulher saber o que dizer... ele não consegue lá ir falar.

Mais uma vez trata-se de medo. Medo de ser rejeitado. “E se não resulta? Posso ser gozado, posso-me sentir envergonhado, posso sentir a minha provada inferioridade pois ela não me quis...”.

Ele está a um passo do paraíso, mas de onde está e ao o observar, questiona-se se é mesmo o paraíso. É a eterna dinâmica da dúvida, da dualidade, do ego humano.

Como é que um homem vai do 1 ao 2? Deixando-se de focar no resultado e passando a focar-se no momento presente. Neste caso na mulher e no contexto em que ambos se encontram. Tornando-se num observador curioso do que o rodeia... querendo descobrir a história por detrás das pessoas e dos locais. Deixando de querer obter algo, e passando a querer partilhar algo.



3. O homem consegue ir falar com a mulher, mas a conversa não se desenvolve.

Aqui o homem compreende o processo, sabe o que dizer para iniciar a conversa, vai dizê-lo... mas depois a conversa “morre”. Ele conseguiu caminhar até à mulher e dizer-lhe algo... mas depois a conversa não se desenvolve. Ele pensa no que dizer para que a conversa continue... mas nada lhe surge e a energia entre ambos antes criada e presente começa a desaparecer até já não existir. Ele inicia muitas conversas facilmente, mas tem poucas interacções estimulantes e não consegue criar ligações emocionais. Ele “morre na praia”.

Como é que um homem vai do 2 ao 3? Desafiando-se e arriscando. Atravessa-se o “abismo das trevas” que separa o homem da mulher atraente desconhecida, não porque esse abismo se transforma num belo campo verde com borboletas coloridas, mas porque se decide enfrentá-lo pelo que ele é, independentemente das consequências. Coragem é a solução, e nada mais funciona aqui. Sim pode-se meditar, usar afirmações e visualizações para facilitar o processo... mas as primeiras vezes são sempre um acto de coragem.



4. O homem consegue ter interacções estimulantes, mas não consegue ficar com o contacto da mulher.

Neste nível o homem compreende o processo, sabe o que dizer, inicia a conversa, esta desenvolve-se e é estimulante... mas ele não consegue o contacto (email ou telemóvel) da mulher.

Depois te der iniciado a conversa, ele sabe sempre o que dizer e fazer para que esta se desenvolva e seja estimulante. Ele não se sente bloqueado nem lhe surjem brancas. Os silêncios são apenas oportunidades. Ele diverte-se e a mulher diverte-se. Há energia a circular de um para o outro. Ele acaba por plantar muitas sementes e falar com muitas mulheres, mas não as consegue voltar a ver quando deseja pois não consegue o seu contacto. E elas acabam por desaparcer da sua vida. O que acontece é sempre uma destas 3 situações: ou ele se esquece de lhes pedir o contacto, ou fica com medo de o pedir ou então pede-o mas não lho dão. Seja como for, é um bom conversador. Um conversador natural e autêntico.

Como é que um homem vai do 3 ao 4? Ouvindo a mulher com atenção e ter a interacção pelo prazer da interacção em si, e não por algo que possa acontecer ou obter a seguir.


5. O homem consegue o contacto da mulher, mas ela não aceita os seus convites para sair.

Não me vou repetir, mas neste nível o homem está desenvolvido nos níveis anteriores, e consegue obter o contacto da mulher de uma forma natural. Ele tem a interacção estimulante, e no final troca contactos com ela, e pode assim voltar a falar com ela e a estar com ela. A mulher passa a estar ao alcance de um telefonema.

Mas... apesar dele a convidar para sair, ela nunca aceita os convites. “Então mas ela deu o contacto e agora não aceita o convite? Isto não faz sentido nenhum!”

Por acaso até faz, e muito. Pois obter o contacto de uma mulher não é sinónimo de atracção natural. Ela pode dar o contacto apenas para se ver livre do homem... ela pode dar um contacto (e até nome) falso... ela pode dar o contacto com medo da reacção do homem caso ela lho recusasse... ela pode ter dado o contacto porque naquele momento da interacção sentia-se motivada para isso, mas depois, já longe desse momento e emoção, passou a ver o homem de forma diferente e já não se sente motivada a voltar a vê-lo... ela pode ter dado o contacto para consolidar a validação do homem – “há um homem que quer sair comigo!”... ela pode ter dado o contacto pois o homem manipulou-a para tal, uma vez que ele pensa que obter muitos contactos é sinónimo de sucesso e de ser atraente... etc, etc.

Quando a mulher dá o contacto pelas razões ou motivações erradas, nada feito. É por isso que se o contacto não for obtido de uma forma natural e autêntica = nada acontece a seguir, ou dúvidas ou até mesmo problemas.

Há mulheres que dão o seu contacto ao homem, pois estão perdidas na emoção estimulante do momento, e só depois é que se lembram que têm namorado...

Mas pronto, este homem neste nível consegue o contacto da mulher, o que é importante e positivo.

Como é que um homem vai do 4 ao 5? Criando uma ligação emocional autêntica com a mulher durante a interacção, que justifique o voltarem-se a ver e a falar. Saber ver quando essa ligação emocional existe ou não para que assim o timing seja sempre certo. E outra coisa muito difícil: pedir o contacto à mulher.


6. A mulher aceita o convite do homem, mas este só consegue sair com ela uma vez.

Neste nível o homem sabe convidar a mulher para sair, e volta a vê-la. Ela de certa forma já faz parte da vida dele, e ele da dela. Mas espera lá... então porque é que ele sai com ela uma vez e depois ela desaparece nunca mais aceitando nenhum convite, e até nem lhe respondendo a mais nada?

O homem faz tudo bem até ir para a primeira saída a dois e a sós com a mulher... mas depois regressa a amiga preocupação com um resultado. Em vez de ver a saída como um momento de diversão, vê-a como um período de tempo em que tem de impressionar a mulher, fazê-la gostar dele e aceitá-lo amorosamente... e dessa mentalidade e atitudes vem depois vários momentos desconfortáveis e não estimulantes que farão a mulher sentir-se repelida. E claro: nada motivada a voltar a vê-lo.

Isto acontece também por outra razão: a mulher sente-se manipulada. Na 1ª interacção em que se conheceram e o homem ficou com o contacto da mulher, este usou esquemas e truques e não foi ele próprio. Conseguiu falar com ela, despertar algum interesse nela e ficar com o seu contacto, mas isso foi resultado de mentiras e falsidade. De uma máscara social. Depois, ao sair pela primeira vez com a mulher, e devido às surpresas da vida, essa máscara começou a partir-se e a mostrar o que estava por detrás, e a mulher percebeu claramente que tinha sido enganada. Resultado: repulsa. E com razão.

Porque mais uma vez o homem está preocupado com um resultado final, e a sua intenção é obter algo da mulher, o que o acaba por fazer entrar numa dinâmica de manipulação, ele não volta a ver a mulher depois da primeira saída. Ou porque não foi uma companhia estimulante, ou porque fez a mulher sentir-se enganada e usada.

Como é que um homem vai do 5 para o 6? Transferindo para o seu convite, ou momento do convite, as mesmas energias ou emoções estimulantes que estiveram presentes durante a sua primeira interacção com a mulher.


7. O homem sai regularmente com as mulheres que conhece.

Neste 7º nível de mestria o homem:

*Compreende o processo;
*Sabe o que dizer no momento presente para iniciar uma conversa com a mulher;
*Consegue iniciar a conversa com a mulher;
*Sabe desenvolver uma interacção estimulante com a mulher, durante a qual uma ligação emocional autêntica é criada;
*Obtêm naturalmente o contacto da mulher;
*Sabe convidar uma mulher para sair;
*Tem uma ligação com a mulher e sai com ela regularmente.

Este homem é uma companhia estimulante para as mulheres, que cria naturalmente nelas desejo a vários níveis, e por isso elas depois sentem-se motivadas a voltar a vê-lo e a estar com ele. Este desejo é criado naturalmente, não é um esquema do homem. Vem de como ele é, da sua personalidade e forma de funcionar, das suas qualidades e capacidades reais, do seu nível de consciência. Ele é 100% autêntico e tem compaixão por todas as mulheres. Ele nunca manipula, ele nunca prentede obter seja o que for. A sua intenção é partilhar experiencias e momentos estimulantes com as mulheres, conhecê-las, descobrir mais sobre elas, e encontrar uma mulher que seja compatível consigo, com o seu caminho na vida, e que tenha capacidades e nível de consciência suficientes para o estimular, atrair e criar com ele uma relação íntima e ligação mais profunda de qualidade. Algo extraordinário entre ambos.

Este homem tem claro várias mulheres com quem sair, mas não é quantidade o que ele busca. Abundância é a consequência natural de uma busca consciente. Para se encontrar o que se pretende tem-se de ir experimentando e experienciando. Outro ponto importante é que enquanto ele anda a sair com estas mulheres, não tem nada de físico com elas. Nem beijos na boca nem sexo... por várias razões. As mais importantes são, para começar, porque ele não se partilha com qualquer mulher. Há um auto-respeito consciente. Depois ele não é controlado pelos impulsos ou desejos sexuais do seu corpo. Ele sente-os mas só os segue se quiser, e se fizer sentido segui-los. Ele tem a Consciência suficientemente desenvolvida para isso, logo não toma decisões inconscientes ou imaturas que podem mais tarde vir a magoar a mulher ou a prejudicá-lo a ele. Ele não tem pressa por ter uma ligação física com uma mulher, nem vive desesperado por isso. Os prazeres superficiais da vida não o motivam mínimamente... se é para ter intimidade física então que valha mesmo a pena. Pois para que essa intimidade física seja mesmo estimulante e espectacular, há outros factores muito mais importantes a ter em conta do que meramente a beleza física da mulher. Que em si é algo extraordinário e deve ser apreciado e valorizado devidamente, ou seja conscientemente, mas que como é óbvio não é tudo.

E ele não quer uma ligação física desligada do resto. Uma ligação física apenas pela ligação física. Ele não vê mal nenhum nisso, mas é insuficiente para si. Para si apenas lhe interessa uma relação íntima integral, ou seja, com ligações entre todas as 4 dimensões humanas.

E é aqui que o “oitavo” nível de mestria entra:



“8”. O homem faz tudo o resto através de selecção consciente e dos princípios da naturalidade e autenticidade.

Por vezes não faz sentido iniciar a conversa... por vezes não faz sentido continuar a conversa... por vezes não faz sentido ter o contacto da mulher... por vezes não faz sentido convidá-la para sair... por vezes não faz sentido voltar a sair com ela...

Tudo depende do que o homem quer para si.

Ele tem enorme apreciação pelas mulheres, sente-se fascinado por elas e deseja experienciá-las com toda a admiração e compaixão... mas não vive dependente delas. Não anda desesperado atrás delas. Não anda atrás de nenhuma mulher. Ele dá-lhes sempre a liberdade de decidir entre acompanhá-lo no seu caminho ou desaparacer da sua vida. No primero caso fica feliz e entusiasmado, e é uma ligação fantástica entre ambos... no segundo caso ele fica com pena, mas ser um homem a sério significa continuar o seu caminho independentemente de quem tem de ficar para trás. E a sua integridade mantém-no firme no seu caminho, sempre aberto a quem o deseje e consiga acompanhar. Ele nada força... limita-se a ser autêntico e a deixar convites... a cumprir a sua parte e a retirar felicidade dos momentos e experiências pelas quais passa com as mulheres, sem sentir a necessidade de as prender a si e à sua vida.

Muitas vezes o homem não conseguirá fazer as coisas acontecer em determinado nível, não porque lhe faltam as capacidades desse nível de mestria ou lhe falta saber algo... mas sim porque a mulher em questão não é a certa para si. Esta é a capacidade da selecção consciente: temos de comer para nos mantermos vivos e com energia, mas isso não significa que tudo o que consigamos mastigar e engolir seja saudável e nos beneficie na nossa caminhada de existência biológica. É preciso seleccionar cuidadosamente (conscientemente) o que comemos, pois o resultado de comer 1kg de chocolate é diferente de comer uma feijoada, e ambos são diferentes de se beber leite estragado, e todos são diferentes de se comer um bacalhau ou uma folha de papel.

E com as pessoas é o mesmo. Não a nível biológico/físico, mas mais a nível emocional e mental. Há pessoas que não são uma presença saudável na nossa vida... assim como há pessoas que simplesmente não são compatíveis connosco. São peças de um puzzle diferente e não há ligação harmoniosa possível. Pode-se forçar esse encaixe ou ligação, mas depois acaba-se por ter um pouco da imgem de uma mota e um pouco da imagem do pato Donald. Forçou-se nas zonas de encaixe, estragando (magoando) um pouco uma ou a outra, mas depois apesar de estarem juntas nada têm a ver uma com a outra. É disfuncional. São de puzzles diferentes, de caminhos diferentes na vida.

Isto não quer dizer que as pessoas “não-saudáveis” ou incompatíveis connosco não tenham as suas qualidades, e muito menos significa não se ter compaixão por elas. Claro que têm qualidades e se deve ter compaixão por elas. Não há nada de inferior a julgar furiosamente. Simplesmente são diferentes de nós e do nosso caminho.

Mas há uma Verdade ou princípio fundamental a ter em conta: nós não somos para todos. Nunca seremos atraentes para todos pois há vários tipos diferentes de pessoas. A pessoa “A” pode ser atraente para “B” e não para “C”. E isso é natural, é assim que funciona. E a solução não é a pessoa “A” fingir algo para tentar conseguir atrair “C”. A única coisa que “A” tem de fazer é ser autêntico, ser ele próprio, para que “B” mais rapidamente e intensamente se sinta atraído por “A”. Define-te a ti primeiro, e depois busca por quem seja compatível contigo. Não caias no grande erro e fraqueza de se andar a adaptar a todas as pessoas que surgem, e a modificar-se conforme as suas preferências e personalidade para obter a sua aceitação e validação. Sê Autêntico e atrai pessoas autênticas. A autenticidade, uma vez expressada em todo o seu esplendor, vai sempre afastar imediatamente as pessoas falsas. E autenticidade é uma forma de respeito e compaixão pelos outros. É uma forma de ter consideração pelos outros, e não de não se querer saber se estão a ser enganados e a tomar decisões através de mentiras.

Faz as coisas conscientemente. Não chega sentir-se atraído por alguém, é preciso ver conscientemente o Ser que está do outro lado, como funciona na vida, as suas preferências, paixões e valores... pois isso irá definir se é possível ou não terem uma relação íntima extraordinária.


E se és um homem e queres aprender *de uma vez por todas* como conhecer mulheres em qualquer lado a qualquer momento, de uma forma natural e autêntica, e desenvolver uma vida social extraordinária – indo do teu nível de mestria actual até ao mais elevado de todos - então é importante que saibas que o meu curso online da ARTE SOCIAL está novamente disponível, com vários ebooks, áudios especiais, e várias sessões de online coaching comigo. Para saberes mais e receberes um PDF com todas as informações sobre o curso e como te podes inscrever e participar, envia-me agora um email para
CoolVibesClub@hotmail.com, com o assunto “Curso Online Arte Social”.


Nota: curso apenas disponível para residentes em Portugal.

Perguntas:

CoolVibesClub@hotmail.com

Faz as mulheres felizes!
Pedro Constantino

"O Limite da Evolução Humana"

Programa Áudio Cool Vibes
EVOLUÇÃO DE CONSCIÊNCIA PARA UMA VIDA EXTRAORDINÁRIA
PARTE 8 - O Limite da Evolução Humana





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sexta-feira, 17 de julho de 2009

"Uma Aventura Chamada Consciência"

"Uma Aventura Chamada Consciência"


Este é um dos posts mais importantes que eu alguma vez irei escrever aqui no Cool Vibes.

Há uns dias atrás estava a meditar e tive uma das experiências e realizações espirituais mais intensas da minha vida.

Logo a seguir um novo pedaço de informação surgiu na minha mente. Foi fantástico e inesperado. Muitos já disseram aquilo que estou prestes a revelar neste post, não é nada de original ou inédito, mas é algo que veio directamente de uma experiência espiritual minha, e por isso é apenas a minha versão da Verdade, expressa através das minhas palavras.

Eu “vi” em segundos tudo o que aconteceu desde o início dos tempos. Este “ver” foi na minha mente, pois foi posterior à experiência. Foi a conclusão que o novo pedaço de informação trouxe.

Ao “ver” tudo o que aconteceu desde o início dos tempos, eu reconheci uma direcção. Uma tendência. Algo em comum em todos os eventos e acontecimentos do Universo e da Vida.

Eu “vi” o sentido e significado da Existência. Qualquer pessoa o consegue “ver” meditando, isso não faz de mim especial em nenhuma forma.

O que é mais importante aqui, não é o que me aconteceu ou o que eu sou capaz de experienciar, isso é completamente irrelevante. O que interessa é a informação que estou prestes a partilhar contigo.

E essa informação é o sentido e significado da Existência.

Tudo é, nada mais, do que a evolução da Consciência.

O desenvolvimento e constante transformação do impulso criador do Universo.

Tudo o que acontece, “bom” ou “mau”, acontece sempre dentro do contexto da evolução da Consciência.

Esta Consciência é o Todo. É tudo o que existe, mas apenas está consciente da sua própria existência através do ser humano. Nós somos o “topo de gama” aqui da cena, pois pela primeira vez, através de nós, a Consciência sabe que existe.

Atenção que a Consciência é apenas uma só “entidade”, ou “inteligência”. Está ligada a tudo pois é tudo, e tudo é ela.

O nosso corpo percepciona apenas aquilo a que se chama de realidade material, onde tudo tem uma forma com “contorno”, separada de tudo o resto. Mas isso não é tudo o que está à nossa volta, é apenas o melhor que os nossos olhos conseguem ver.

Há muitas coisas que são demasiado rápidas e pequenas para os nossos olhos as conseguirem percepcionar.

Na Verdade não há separação, isso é uma ilusão da nossa visão. Porque entre ti e o monitor do teu computador está oxigénio. E tanto o monitor do teu computador, como o oxigénio, como o teu corpo, são feitos de energia. Invisível a olho nú, mas já visível através de miscroscópios.

O conceito de energia faz confusão a muita gente, mas nada mais é do que os átomos que compõem todas as coisas. São tão pequenos que não conseguimos ver, mas estão sempre presentes a “funcionar”, e a ter um impacto na realidade e nas nossas vidas.

Tudo no Universo, no seu nível mais pequeno, é feito de energia. É tudo uma só “coisa”. Um só “corpo” ou “entidade”. É omnipresente. Só que os nossos olhos conseguem apenas ver o nível material do que nos rodeia.

Para estarmos em contacto com esta energia, ou Consciência, ou espírito, temos de nos desligar do nosso eu material que parece estar separado de tudo o resto que nos rodeia. E para isso temos de nos desidentificar do nosso corpo, pensamentos ou emoções. Ou seja, temos de nos colocar num estado puro de observação, ou Consciência, ou acto de testemunho, presentes no momento, e identificarmo-nos com essa capacidade de testemunho.

Nesse momento iremos ver que temos um corpo... mas não somos esse corpo.

Que temos pensamentos... mas que não somos esses pensamentos. Vemo-los a surgir e a desaparecer, e não nos perdemos neles.

Que temos emoções... mas que não somos essas emoções. Vemo-las a surgir e a desaparecer, e não nos perdemos nelas.

Que nada à nossa volta somos nós... que tudo pode desaparecer, nós testemunhamos esse desaparecimento, mas depois desse desaparecimento continuamos a existir e a testemunhar. Sejam objectos, máquinas, pessoas, dinheiro, locais, actividades ou relações... nós somos aquele que testemunha tudo isso, e não somos nada disso. Continuamos a testemunhar para além disso, depois de desaparecer.

Chama-se a esta desidentificação meditar. Cria em ti um forte estado de paz interior, confiança, entusiasmo, inspiração, compaixão, etc. E são essas as emoções mais frequentes quando se funciona através da dimensão espiritual, ou se vem de um estado de Consciência.

Portanto, tudo é energia, tudo é Consciência. Esta Consciência já existia antes do Big Bang, antes de haver matéria e luz... e foi-se desenvolvendo, de quark para átomo, de átomo para molécula, de molécula para célula, de célula para organismo...

E cá estamos nós agora.

Tudo o que aconteceu antes de surgirmos, tudo o que acontece durante a nossa vida, e tudo o que continuará a acontecer no futuro, é a evolução da Consciência. É sempre dentro desse contexto. A Consciência não é algo que está fora de nós, ou acima de nós, é o que todos nós somos... somos nós. E quando Acordamos para isso, então é que as coisas começam a correr bem melhor. O sofrimento e os problemas começam a desaparecer, pois estamos a viver em sintonia com a direcção e sentido natural do Todo (Consciência). Seguimos um caminho de evolução e contribuição.

A vida é no fundo uma aventura chamada Consciência. E foi essa a frase que me surgir na mente depois da meditação e da intensa experiência espiritual. Se no futuro alguém escrevesse um livro sobre a história do Universo e da Vida, esse poderia muito bem ser o título: Uma Aventura Chamada Consciência.

E esse é sem dúvida o melhor e mais entusiasmante e interessante filme de todos! E nós somos sempre a personagem principal... pois a Verdade é que só há uma personagem nesta história: A Consciência.

Os bons e os maus momentos, a saúde e as doenças, o amor e ódio, a destruição e a criação, as pessoas certas e as pessoas erradas, as conversas estimulantes e as discussões violentas, as relações e as separações, as dores e os prazeres, as alegrias e as tristezas, as descobertas e as perdas, o sofrimento e a felicidade... tudo isso faz parte da aventura. Nós, como ser humano, como eu separado, somos algo passageiro. Temos um nascimento, uma vida e uma morte. Mas a Consciência, aquilo que realmente somos, continua cá depois da nossa morte biológica, da mesma forma que já cá estava antes do nosso nascimento e do nascimento dos nossos pais.

E quando todos os seres humanos estiverem conscientemente alinhados com o sentido evolutivo da existência, este será um mundo maravilhoso.

Até lá a história é uma aventura difícil... e nós somos o herói. A nossa maior “batalha” é com nós próprios, é interior. Não é com os outros lá fora, que têm de mudar... é com nós próprios, cá dentro, que temos de mudar. Desenvolver a nossa Consciência e dimensão espiritual... fazer o nosso ego evoluir e tornar-se saudável... contribuir para o Todo, para que quando o nosso eu separado morrer, fique algo de valor, através do qual todos podem beneficiar. No meu caso, esse algo, é o Cool Vibes e todos os meus textos, ebooks, áudios, e vídeos. Mas cada pessoa terá o seu próprio contributo, e ele pode ter qualquer forma ou formato.

Não há inimigos nesta aventura. Se há algo que se possa chamar de “inimigo” é a inconsciência. É o não estar consciente de algo... isso sim é a única coisa que cria em nós sofrimento. Porque depois as nossas decisões e acções não serão as melhores, nem para nós nem para os outros. Logo o objectivo é mesmo esse: reduzir a inconsciência aumentando a consciência. Subindo de nível de consciência.

A inconsciência não é algo que se apaga, queima, destrói, combate ou faz desaparecer, é algo que se substitui por consciência.

Portanto a vida não tem directamente a ver com a nossa existência material, separada e passageira... mas sim com a nossa evolução de consciência. O que nos acontece ou deixa de acontecer, é “secundário”. A Consciência continua sempre o seu caminho de evolução e transformação, de holon em holon (holon é o termo usado para identificar um todo que faz parte de um todo. Um átomo é um holon pois é um todo que faz parte do todo molécula).

Se sofremos ou somos felizes, faz tudo parte da evolução da Consciência. O sofrimento humano é resultado directo de inconsciência a algum nível em relação a alguma coisa. O sofrimento é inversamente proporcional à Consciência.

Portanto temos que aprender a aceitar o positivo e o negativo da vida, pois tudo surge no contexto da evolução. Tudo é necessário para a evolução. Coisas actuais como a crise económica e a gripe A, são desafios que nos farão evoluir como Todo. Infelizmente há sempre aqueles que sofrem mais com esses desafios e até aqueles que ficam para trás... mas o Todo segue em frente. É isso que significa contribuir para o Todo: estar à altura dos desafios da vida, usá-los para evoluir, para se ser um membro do Todo que o torna melhor que ontem.

Esse todo é a Consciência. A realidade material não é tão importante assim... tudo aqui está apenas de passagem. Tudo o que é da natureza de se manifestar ou surgir, é sempre também da natureza de desaparecer. Aqui, na realidade material que o nosso corpo percepciona, tudo é passageiro e temporário. É importante, mas desaparece, renova-se, transforma-se, e a única coisa que se mantém sempre, é a Consciência. O que nós Somos. A realidade material é algo que está a acontecer, mas não és tu. É uma espécie de “campo de treino” e por vezes de “campo de batalha” da evolução.

Aqui a missão é simples: evoluir e acordar para a Consciência. Tudo o resto é importante mas secundário, e apenas um meio de chegar a isso. Nós nascemos para desenvolver a nossa Consciência. Temos as nossas necessidades claro, temos de tratar de nós e de nos sentirmos bem, mas tudo isso é apenas a base necessária para que possamos seguir um caminho de evolução.

A Consciência vai continuar o seu caminho, a sua aventura. Nós não somos o último capítulo. Mas é que nem pensar.

Já fazemos umas coisas bem fixes e giras a nível material... já conhecemos e experienciamos coisas fabulosas a nível espiritual... mas ainda nos falta tanto. E não há nada de errado nisso, faz parte da aventura. A seu tempo lá chegaremos.

Dizem que é sempre menos de 1% da população humana que a leva a chegar ao próximo nível de Consciência. Um grupo de “malucos” (ou será Corajosos...?), que põem em segundo lugar o seu conforto e prazer pessoal, em nome do desenvolvimento humano. Isto faz-me logo lembrar a história dos 300 espartanos, e em como o verdadeiro desenvolvimento humano é mais uma bela história de sacrifício glorioso e nobre, do que uma história de “sucesso”, fama, dinheiro no bolso, e outras coisas do género que são boas, mas meramente materiais e que apenas servem o ego, o eu separado, e não o Todo.

A sociedade de hoje em dia não está no nível de consciência mais elevado conhecido. Por isso para viveres nesse nível de consciência (o que não é algo fixo, mas oscilante, ou seja, uns dias estás “mais” consciente e outros “menos”), poderás ser visto como estranho pela maioria normal, e fabuloso por uma minoria mais evoluída.

Estas são as coisas sobre as quais eu gosto de falar quando saio para beber um café ou quando vou à discoteca. Por vezes irás sentir que vens do futuro, pois olhas à volta e testemunhas comportamentos e decisões inconscientes desnecessárias. É como se a maioria usasse televisões a preto e branco sem som, quando tu sabes que existem televisões fantásticas com uma imagem altamente nítida e um som espectacular. Ou o pessoal de agora anda em carros e no teu tempo tu já te teleportas. Mas não há nada de errado em usar carros ou uma tv a preto e branco sem cores, nem há superioridade nenhuma em se teleportar ou em usar a tv de alta definição e surround. Simplesmente há mais satisfação e menos sofrimento.

Este tema é delicado e complicado de explicar. Muito provavelmente daqui a 1 ano saberei falar melhor sobre isto, e verbalizarei melhor tudo isto. Mas se eu escrevi isto agora e se o estás a ler agora, é por uma razão importante, e foi a altura certa para este post surgir.

Muito mais poderia ser dito, mas prefiro não complicar. O importante a assimilares deste post é que estás a viver uma aventura chamada Consciência. Tudo acontece no contexto da evolução do Todo.

E neste “campo de batalha” chamado vida, o “inimigo” não está lá fora, mas cá dentro.

Há aqueles que mudam de lado e se juntam ao “inimigo”, há aqueles que lhe imploram misericórdia, há aqueles que estão sempre a requisitar a tua protecção e energia e nada fazem por si próprios, não enfrentam o seu “inimigo” e nem ajudam o nosso “exército”...

Há aqueles que te apunhalam pelas costas, há aqueles que fogem do “campo de batalha” controlados pelo medo... há aqueles que lamentam e questionam a existência do “inimigo” mas nada fazem em relação a ele... há aqueles tentam ignorar o “inimigo”, dizem que este não existe, que é uma fantasia, e associam o seu sofrimento a outras fontes mais visíveis e lógicas... e depois há aqueles que enfrentam o “inimigo” pelo que ele é.

Aqueles que autênticamente olham o “inimigo” nos olhos, e pelo seu acto de Coragem, e por o aceitarem não como “inimigo”, mas como uma parte de si próprios que está prestes a Acordar, ou seja, por terem Compaixão pelo “inimigo”, vão de facto evoluir, subir de nível de consciência, reduzir o seu sofrimento, e contribuir para a “vitória” do “exército”, ou seja, a evolução do Todo.

E acompanhar o Cool Vibes significa “marchar” na fila da frente. Não há brincadeiras nem desculpas. Tal como os espartanos diziam “É vencer ou morrer”... ninguém abandona os seus companheiros, ninguém foge do “campo de batalha”, ninguém se deixa controlar pelo medo. É fazer tudo o que for preciso fazer pela evolução, independentemente das consequências.

Há muita coisa que tem de ficar para trás. Muitas actividades e pessoas que têm de ficar para trás na nossa vida... há desafios constantes, decisões difíceis a tomar e sacrifícios a fazer. Apesar de difícil, tudo faz parte do processo de evolução. Tudo faz parte da aventura. Felicidade é viver esta aventura conscientemente.

O mundo precisa de heróis e guerreiros da evolução, e se estás a ler isto, és um deles. E és muito bem-vindo, pois na Verdade aqui somos poucos. Poucos nos apoiam ou compreendem, mas o objectivo também não é esse.

Este caminho é maravilhoso mas tem os seus senãos... há sempre um senão chamado desafio. Porque há sempre algo a transcender, há sempre mais um nível a subir.

Nesta aventura chamada Consciência irás sentir-te como nunca te sentiste antes... poderoso, atraente, confiante... e irás fazer os outros sentirem-se como nunca se sentiram antes. Entre outras coisas serás também uma inspiração.

Este post irá aproximar umas pessoas do Cool Vibes e afastar outras, e é mesmo assim que isto funciona. Eu não revi este post, saiu tudo naturalmente de mim, no momento presente, e é assim que vai ficar. Com erros ortográficos ou alguma desorganização/confusão, é assim que vou passar a mensagem: naturalmente, espontaneamente, autenticamente. Vindo não das preocupações e regras da limitada mas importante mente, mas sim de outro lado...

Tudo Em Nome Do Desenvolvimento Humano,
Pedro Constantino
The Cool Vibes Man

"Por Onde Se Pode Começar Para Se Começar a Mudar, Transformar, Desenvolver e Evoluir"

Programa Áudio Cool Vibes
EVOLUÇÃO DE CONSCIÊNCIA PARA UMA VIDA EXTRAORDINÁRIA
PARTE 6 - Por Onde Se Pode Começar Para Se Começar a Mudar, Transformar, Desenvolver e Evoluir


PARTE 1




PARTE 2




Perguntas:
CoolVibesClub@hotmail.com

"Entrevista a Daniel Sá Nogueira pelo Notícias Magazine - Versão Completa!"

Se não tiveste a oportunidade de ler a entrevista de fundo que fizeram a Daniel Sá Nogueira no Notícias Magazine, então tens aqui no Cool Vibes a entrevista completa. Lê e descobre mais sobre o homem que está por detrás da We Create, "Trata a Vida Por Tu" e "Os Catalisadores"...


Entrevista a Daniel Sá Nogueira por Carla Maia de Almeida.
Fotografia Rui Coutinho

«Trata a Vida por Tu. Motivação. Objectivos. Autoconfiança. Criatividade. Cooperação. Eis algumas das palavras que se ouvem nos cursos e workshops de Daniel Sá Nogueira, especialista em desenvolvimento pessoal que tem no currículo grandes empresas, mas quer falar para um Pavilhão Atlântico cheio… e ainda este ano. O seu estilo é uma mistura de guru espiritual e personal trainer, Gato Fedorento e one-man-show. É preciso vê-lo para entendê-lo.»


Num dos folhetos em que divulga o seu trabalho define-se como «o Astronauta». Porquê?
Daniel Sá Nogueira: Não consigo encontrar uma maneira exacta de me definir. Não me vejo como formador, nem como guru, nem como especialista de desenvolvimento pessoal, orador ou palestrante. E houve alguém que um dia me disse isso: «O que tu és é um grande astronauta!» Claro que não faço viagens espaciais, mas atrai-me essa figura que vai para o desconhecido e para o futuro. O astronauta sai da sua zona de conforto, até fisicamente, e no meu trabalho isso é muito importante. Neste momento, sou uma das pessoas mais ousadas no meio do desenvolvimento pessoal, disso não tenho dúvidas.


O que é ser um «especialista em desenvolvimento pessoal», como também se define?
Daniel Sá Nogueira: Podemos dividir o desenvolvimento pessoal em duas áreas: a parte mais oriental, tudo o que tenha que ver com o tarot, a astrologia, a meditação; e a parte mais ocidental, que tem que ver com o coaching, a programação neurolinguística, a psicologia, as psicoterapias… tudo o que é aceite pelo comum do mortal. Claro que dentro de cada área há práticas que são mais aceites do que outras. Há cinquenta anos, quem ia ao psicólogo era um «coitadinho». Hoje já é normal que uma pessoa vá ao psicólogo quando se sente deprimida.


Segundo essa lógica, diria que uma formação em desenvolvimento pessoal é mal vista?
Daniel Sá Nogueira: Depende da tónica. Se for um desenvolvimento pessoal mais virado para a psicologia ou para o coaching, é mais fácil. Estes temas terra-a-terra, que têm que ver com atingir objectivos profissionais ou compreender os nossos padrões emocionais, não são tão mal vistos. Mas a maior parte dos cursos em desenvolvimento pessoal falam da questão das «energias», e isso para o público em geral ainda é bastante obscuro. Dentro desse grupo há uns que gostam e há outros que estão contra e ficam muito assustados. Acham que os tarólogos e astrólogos são todos uns charlatães…


Mas o desenvolvimento pessoal distingue-se do tarot ou da astrologia, não?
Daniel Sá Nogueira: É uma área que engloba todas essas diferentes coisas. No sentido lato da palavra, aprender uma nova língua ou tirar a carta de condução também é desenvolvimento pessoal. Mas há muitas pessoas que aos 30 anos estagnam por completo, acham que já aprenderam o que tinham a aprender e que «agora é para trabalhar».


A sua vida tornou-se um modelo daquilo que ensina aos outros?
Daniel Sá Nogueira: A minha vida interior, sim. Tive de construir esse modelo, há dez anos não o tinha. Para outras pessoas, o meu estilo de vida é absurdo: aviões a toda a hora, formações em muitos países diferentes… Se alguém me disser que o seu objectivo é ser mãe, viver no campo e dedicar-se à família, se isso interiormente for verdade, acho fantástico. Eu não penso casar-me, mas isso não quer dizer que ensine o «não-casamento».


Tem alguma espécie de âncora?
Daniel Sá Nogueira: A minha âncora é Portugal e não quero ter outro país de residência. Tenho nacionalidade portuguesa desde que nasci.


Veio da África do Sul para cá aos 15 anos. Não sabia nada do país dos seus pais?
Daniel Sá Nogueira: Nada. Já era tão difícil conhecer a minha realidade, quanto mais outra. Eu não sabia o que era a Europa, para ser franco. Da mesma forma que um adolescente cá não sabe nada do que é a África do Sul.


Como era viver na África do Sul, em duas palavras?
Daniel Sá Nogueira: Era fantástico. Gostei muito de viver lá por causa da educação britânica e holandesa: a seriedade, o rigor, o perfeccionismo, a responsabilidade… Isso atraía-me muito. Quando cheguei, achava isto um pandemónio. Na minha primeira semana de escola, vi um miúdo atirar um bocado de bolo ao chão e dizer: «Anda, professora, anda!». Fiquei chocado. Na África do Sul isso não poderia nunca acontecer, seríamos açoitados pelo director. Pelo menos quando eu saí de lá ainda seríamos.


Agora vou citá-lo: «Aos 21 anos, eu era um bronco inconsciente que acabava de sair da faculdade.» O que lhe aconteceu para dar uma reviravolta tão grande?
Daniel Sá Nogueira: Li um livro chamado A Profecia Celestina [James Redfield, 1995]. Foi o livro que me abriu a cabecinha, embora não seja necessariamente o melhor, aquele que eu recomendaria hoje. Até aí nunca tinha lido nada, estava completamente desinteressado destes temas e peguei nele por insistência de uma amiga. Logo a seguir aconteceram uma série de coisas fantásticas, mas a que interessa para a pergunta é que com aquele livro eu vi que alguém me conseguia compreender melhor do que eu me compreendia e apontar-me soluções para o que eu estava a viver. Como é que vamos para a faculdade e não nos dão estes livros?! Não este em concreto, mas outros que nos poderiam abrir a mente para temas relacionados com a nossa psicologia… A partir daí tornei-me num leitor voraz e tudo o que me aparecia à frente era novidade. Passei de bronco inconsciente para bronco consciente em pouco tempo.


Ouvi-o falar sem grande fé no ensino universitário. É uma desconfiança geral ou a sua experiência não correu bem?
Daniel Sá Nogueira: É um misto de várias coisas. Essencialmente, aborrece-me a excessiva importância que damos ao ensino universitário. O jovem tem de ter um diploma – e da maneira que a faculdade acha que um diploma se deve tirar. Se não alinha nisto, é excluído profissionalmente. Depois, é muito difícil ter milhares de professores de qualidade. Ou temos muito dinheiro para investir ou temos de aceitar uma qualidade medíocre onde quer que seja. Não podemos esperar a excelência em tudo, mas na educação e na saúde dava jeito que isso acontecesse… Preocupa-me a desproporção que existe entre a importância que damos aos professores universitários e aquilo que eu considero ser uma inteligência e uma intuição inacreditáveis dos alunos.


Qual é a sua formação?
Daniel Sá Nogueira: Economia, na Universidade Nova de Lisboa. Mas deixei o curso a meio, embora tivesse sido pressionado para não desistir. Por outro lado, também foi um alívio para os professores e certos colegas… Não sou contra o ensino universitário, de forma nenhuma. Acho é que temos de ensinar os jovens a perceber que a faculdade é só uma parte da aprendizagem que devem fazer. Porque também devem ser voluntários de uma causa social, devem organizar-se em associações, devem trabalhar em part-time, devem saber mandar um fax... E essa aprendizagem deve começar a ser feita no secundário, como parte do curriculum escolar. Estar na faculdade e achar que vamos sair de lá economistas é uma ideia bárbara.


E agora dedica-se a ensinar adultos. É difícil?
Daniel Sá Nogueira: Eu começaria por dizer o que torna fácil: é que toda a gente tem sede de ser mais feliz, seja em que tribo do mundo for. Essa é a motivação necessária para fazer a educação para adultos. O difícil é aquilo a que se chama na linguagem PNL [programação neurolinguística] de «mapas do mundo», e que tem que ver com as diferentes maneiras de pensar de cada um. É mais difícil lidar com essa diversidade nos adultos, especialmente se têm 40 ou 50 anos, do que nos jovens ou nas crianças.


Como se convence uma empresa a investir numa formação para o optimismo, se as chefias não transmitem esse optimismo?
Daniel Sá Nogueira: Neste momento isso é o mais fácil. Esta época de crise é extraordinária para qualquer mercado, mas depende sempre da postura que a empresa tem. Há duas opções: ou a direcção diz «bem, isto é por causa da crise, nada a fazer», o que é péssimo porque está a dar luz verde para as pessoas continuarem a ser incompetentes; ou então diz: «Espera aí, a competência geral desta empresa tem de aumentar significativamente!»


Voltando à sua formação: fazer consultoria e coaching para empresas não implica perceber razoavelmente de política e economia? Ouvi-o dizer que não vê telejornais, que mal sabe quem é o primeiro-ministro de Portugal… Porquê esse desinteresse?
Daniel Sá Nogueira: Porque a informação é muito repetitiva e negativa. Eu dantes adorava ver telejornais, era muito interessado em política, via o canal do Parlamento e tudo. Só lentamente é que comecei a ganhar consciência. Estar uma hora inteira a ouvir informação negativa tem um impacte, disso não há dúvida. Bom ou mau, não estou a julgar. Só estou a dizer que para mim é desinteressante pôr o meu cérebro a pensar em tanta coisa chata, que ainda por cima se repete a toda a hora. Tive um mestre que me disse: «Não é a mesma coisa ter dez anos de experiência e ter um ano de experiência vezes dez.»


Insisto: para actuar no nível micro, como faz, não é necessário entender o macro?
Daniel Sá Nogueira: O essencial chega-me por outras vias, não preciso de ver telejornais para saber o básico. O que é realmente importante é o meu estudo e a minha compreensão do que está por debaixo do icebergue, e para isso leio livros e revistas sobre temas que me interessam. Estamos periodicamente em crise, mas importa mais perceber o que é que criou a crise. Ou o que é que fez que as mensagens SMS se tornassem no fenómeno global que são, quando no início ninguém o previa. Isso para mim é muito mais interessante, é melhor do que estar constantemente informado sobre o que se passa à superfície. O que eu digo às pessoas é que pensem na quantidade de informação que realmente está a contribuir para a sua felicidade.


Vamos então falar dos seus workshops, começando pelo título. O que significa «Tratar a Vida por Tu»?
Daniel Sá Nogueira: Quando cheguei a Portugal tive muita dificuldade com a questão do «tu» e do «você», porque no inglês é tudo «you». Aborreci muitos professores porque não sabia dizer as frases gramaticalmente correctas. Criei a sensação de que era tudo muito mais simples se nos pudéssemos tratar por tu. Portanto, esta é uma das mensagens: simplificar as coisas. Não é uma crítica para quem trata os filhos e as pessoas em geral de outras maneiras, mas de facto acho que é importante ser simples com a vida, ser directo, ser tu cá, tu lá…


O que pretende com estes workshops gratuitos para quinhentas pessoas?
Daniel Sá Nogueira: Há muitas respostas para essa pergunta, mas a mais importante é: ajudar o mundo a mudar, mudando os níveis de consciência em Portugal. Acho que vivemos no período histórico mais consciente, que eu tenha conhecimento, e quero ajudar a acelerar esse processo. Quero que daqui a vinte, trinta ou quarenta anos sejamos pessoas mais conscientes com os nossos filhos, pessoas mais apaixonadas, mais tolerantes com os nossos colegas de trabalho, mais capazes de se ajudar e de se conhecer melhor.


No início do workshop disse que pessoas estavam ali para se divertirem. Disse que umas iam aprender alguma coisa e outras se iam transformar por completo. Acredita que em três dias isso possa acontecer?
Daniel Sá Nogueira: A transformação não acontece de um momento para o outro, claro que tem de haver um trabalho prévio e um processo de consciencialização. No entanto, a decisão tem de ser tomada e, por incrível que pareça, temos vários exemplos de pessoas que tomaram a decisão de mudar a sua vida no workshop. Infelizmente muitas pessoas transformam a dor em sofrimento, mas isso não é obrigatório. Eu posso ser despedido, o que me traz dor, mas posso optar por não sofrer com isso e ver o problema como uma oportunidade de crescer.


O seu estilo é uma mistura de guru espiritual e personal trainer com Gato Fedorento. Não receia tornar-se demasiado espectacular?
Daniel Sá Nogueira: Eu ainda queria ser mais show, a maneira de ensinar os adultos é muito chata… Mas para as pessoas que não gostam, também há momentos que não são show. Há ali quatro tipos básicos de atitude, ligada à teoria dos quatro elementos. Há um homem sério e sóbrio em cima do palco, que apela ao lado mental (Ar), no sentido de dar boa informação e boas ferramentas. Depois há uma parte emocional (Água), que é o show. Há pessoas que não conseguem assimilar a teoria se não tiverem oportunidade de se mexerem e de dançarem, tem que ver com o seu mapa do mundo. A parte física (Terra) tem que ver com conseguir resultados práticos; e, por fim, há um lado espiritual (Fogo) que é mais difícil de explicar. O «Trata a Vida por Tu» tem de ser integral. As pessoas têm de sair de lá e dizer: «Houve umas partes de que eu gostei mais e outras menos, mas vou voltar porque ele disse coisas que me interessam.»


Assisti à maior parte do workshop e questionei-me várias vezes sobre se haveria ali uma verdadeira adesão emocional. Quando se incita quinhentas pessoas a pular ao som do Too Sexy for My Shirt, é natural que ninguém queira ficar de fora… Isso não será apenas a psicologia das multidões a funcionar?
Daniel Sá Nogueira: Para muitas pessoas há uma verdadeira adesão emocional. E podemos pôr as coisas ao contrário: então e as que gostariam de dançar mais e não podem, porque há quinhentas pessoas à volta delas que estão quietas? Para quem gosta de pôr o corpo e as emoções a mexer, aquilo que fazemos nos workshops é muito pouco.


Inicialmente o workshop ia chamar-se O Segredo. Depois descolou-se dessa referência ao livro de Rhonda Byrne. Porquê? Sentiu que ia gerar anticorpos?
Daniel Sá Nogueira: Não, pelo contrário. A questão é que eu quase não falava de O Segredo e algumas pessoas vieram ter comigo e disseram-me isso, então resolvi mudar.


Recomenda o livro?
Daniel Sá Nogueira: Claro! E principalmente o filme. Qualquer livro que tenha sucesso, eu recomendo, porque terá alguma coisa para nos ensinar. Há livros de pouco valor e que não têm sucesso. Há livros que têm muito valor, mas não têm sucesso. Por exemplo, os Tipos Psicológicos, de Carl Jung, um livro difícil, mas das obras mais esclarecedoras sobre a psicologia humana que alguma vez li… Quem o lê? Quase ninguém. Depois, há os livros de sucesso. Na minha óptica todos os livros de sucesso têm imenso valor, porque estão a preencher as necessidades humanas de quem os lê, de uma forma que nem eu nem ninguém está a conseguir fazer. Dantes também achava que ver telenovelas e futebol era um desperdício de tempo, mas agora não. Evidentemente, se a pessoa só fizer isso, claro que é um desperdício, mas se significa o seu momento de descanso do dia e a faz feliz, tudo bem.


No workshop, elogiou explicitamente uma marca que é sua cliente. São habituais essas citações no meio de um discurso que mexe com emoções e os sentimentos muito pessoais?
Daniel Sá Nogueira: Também falei dos casinos de Las Vegas… Isso pode continuar a acontecer, sim, é uma espécie de product placement. É importante para mim que a plateia perceba o meu trabalho para empresas. Não vejo mal nenhum, dentro de certos limites. Mas há produtos e serviços a que eu não quero estar associado, nem sequer quero dar formação a certas empresas.


Dividiu o auditório em freaks e cépticos. Ou seja, os que se interessam e embarcam facilmente nas teorias do desenvolvimento pessoal e os que são resistentes à partida e querem tudo muito bem explicado. No entanto, o seu discurso dirigiu-se fundamentalmente aos freaks… Tem essa percepção?
Daniel Sá Nogueira: Claro, porque oitenta por cento das pessoas presentes no workshop eram freaks! Eu estou lá para proporcionar uma oportunidade de aprendizagem a quem quer aprender. Se oitenta por cento das pessoas são jardineiros, vou dirigir-me invariavelmente mais para eles. Se forem oitenta por cento de advogados, pois será para os advogados.


Por outro lado, os cépticos ficam desmotivados…
Daniel Sá Nogueira: Não, não ficam. Se ficou desmotivada, foi porque estava mais no seu papel de jornalista e porque não esteve no workshop até ao fim. Nunca tive um céptico que viesse ter comigo e dissesse: «Não gostei nada!» Mas, se vier, vou querer esmiuçar a reacção e perceber porque é que não cheguei a essa pessoa. Já tive quem me dissesse: «Isto não é a minha onda.» Óptimo! Isto não é onda para toda a gente.


Fala na importância de as pessoas traçarem objectivos a longo prazo, para aumentarem as hipóteses de ser felizes. Muitos especialistas do desenvolvimento pessoal concordam nisto, independentemente das estratégias que propõem. Mas «ser feliz» não é um objectivo muito vago?
Daniel Sá Nogueira: Ser feliz não é nada, no sentido em que ser empresário também não é nada. Mas já é muito bom quando as pessoas dizem e repetem todos os dias que querem ser felizes. De resto, poucas pessoas têm objectivos; e são muito menos as pessoas que sabem quais são e os põem no papel, em consciência. Quase ninguém escreve os seus objectivos, e isso é fundamental.

Mas toda a gente diz que quer ser feliz.
Daniel Sá Nogueira: Nem toda a gente diz. Há quem tenha um discurso completamente fechado, percebe-se logo que esse não é o tema deles. O tema é «a que horas é que eu tenho de acordar amanhã» e coisas assim. Quando as pessoas me dizem que têm o objectivo de serem mais felizes, depois é só ajudá-las a definir mais e melhor os seus objectivos, passo a passo. Mas quero clarificar que não estou a falar só de objectivos socialmente aceitáveis: querer ser mais rico, ou mais magro, ou mais famoso, ou dono de uma empresa. Esses são óptimos objectivos, mas querer ser uma boa mãe, ou ser humilde, ou contribuir para um mundo melhor também são óptimos objectivos. Temos uma ideia um bocado masculina desta questão, a ideia de fazer mais e melhor do que os outros. Mas eu posso ter o objectivo de acordar todos os dias bem-disposto e acreditar que vou ter um bom dia. Aqui surge uma crença autolimitadora: as pessoas pensam em coisas que socialmente não serão aceites, e então acham que não têm objectivos.


Podemos saber quais são os seus objectivos?
Daniel Sá Nogueira: Vai achar isto muito «bimbo» – e espero que me cite directamente quando digo isto –, mas o meu maior objectivo é ser feliz. Neste momento, isso passa por simplificar a minha vida, ter poucas pessoas, poucas coisas e poucos projectos, e ter muito mais tempo livre. Já estou a conseguir fazer isso. O meu principal objectivo profissional é encher o Pavilhão Atlântico, em Outubro deste ano. O supraobjectivo é ter os três principais estádios de Portugal cheios, na mesma noite, com formação em desenvolvimento pessoal. Passar do Atlântico para os estádios não vai ser difícil, o mais difícil será encontrar outros formadores, porque não posso estar em todo o lado ao mesmo tempo. E eu acho que o grande erro é quando o guru só se reconhece a si próprio como tal. Estou a fazer este trabalho, mas daqui a uns dois ou três anos vou ter de me retirar para reflectir, para depois voltar e continuar a servir as pessoas. Neste momento ainda sirvo muito o meu ego.


BI
Daniel Sá Nogueira, 32 anos, nasceu na África do Sul, filho de pais emigrantes que lhe deram a nacionalidade portuguesa. Aos 15 anos apresentaram-no a um país atrasado e desconhecido, onde teve de ajustar-se a outra mentalidade e a outra língua, além de tudo o resto. Aprendeu a falar português com outros adolescentes como ele, numa linguagem muito «tu cá, tu lá» que se reconhece na designação dada aos workshops de desenvolvimento pessoal por si concebidos: «Trata a Vida por Tu». Na mesma área, faz formação de formadores no curso «Os Catalisadores». Falando para cinquenta ou quinhentas pessoas, para multinacionais ou para o público em geral, diz que apenas uma intenção o preocupa: «Ser autêntico». Orador, formador, presta serviços de consultoria e coaching corporativo a empresas e ONG nacionais e europeias, à frente da equipa We Create (http://www.wecreate.pt/). Daqui a alguns anos, não sabe onde poderá estar. Os recomeços não o assustam.