terça-feira, 21 de abril de 2009

“Como o Ego Humano Afecta e Prejudica a Vida Amorosa e Relação Com o Sexo Oposto”

“Como o Ego Humano Afecta e Prejudica a Vida Amorosa e Relação Com o Sexo Oposto”

Hey mais um post fantástico no Cool Vibes sobre o ego humano!

Este é o terceiro da série. No primeiro fiz uma introdução ao ego humano na qual expliquei o que é, como funciona e qual é o problema de se ser controlado por ele. No segundo falei sobre as 10 manifestações e expressões (reacções, decisões e atitudes) mais comuns do ego humano.

Hoje vou partilhar contigo como o ego humano afecta e prejudica a vida amorosa e relação com o sexo oposto.

Por nenhuma ordem especial:


CIÚMES

Esta simples, muito comum e fácil de compreender. Ciúmes é um fenómeno que ocorre quando determinado ego se apercebe que outro ego está a obter atenção de alguém de quem ele deseja obter atenção. Por exemplo, um homem conhece uma mulher e anda a sair com ela. A certa altura ele sabe que ela anda a sair com outros homens, e apesar de não terem nada um com o outro, ele fica com ciúmes. Ele não gosta que ela ande a sair com outros homens, porque enquanto ela anda a sair com outros homens, está-lhes a dar atenção/validação. Atenção/validação essa que poderia lhe estar a dar caso não estivesse com eles. O ego vê então o outro como um obstáculo e inimigo a abater, e por causa ciúmes o ego é capaz de tudo. Ele não sente que está a ser o especial, e por isso sente-se inferiorizado, e não gosta. E vai fazer tudo o que poder para se ver livre disso, e mudar essa realidade.

Esteja numa relação com alguém ou não, o ego vai sempre sentir ciúmes quando a pessoa de quem ele quer obter atenção/validação, a está a dar a outra pessoa qualquer. O que o ego não consegue perceber é que ninguém lhe tem de dar atenção especial e exclusiva. Ninguém é responsável por lhe aliviar o vazio interior e a baixa auto-estima. Ele é. Somos nós próprios que temos de transcender a nossa necessidade de obter atenção/validação, de sermos aceites. Os outros têm todo o direito e liberdade de não o fazer, e de estar com quem bem entenderem. De darem a atenção a quem quiserem. Principalmente se não estão numa relação íntima com ninguém. Caso estejam, a questão não é que não estão a dar atenção especial ao ego e a estão a dar a outra pessoa, e este tem de arranjar uma solução para só lha darem a ele. A questão é perceber que essa pessoa pode não ser íntegra e de confiança e acabar a relação com ela. Não pelo que não se está a obter dela, mas por quem ela se está a revelar ser. Se ela de facto está numa relação íntima com alguém e anda a conhecer pessoas do sexo oposto e a sair com elas, muito provavelmente não é o tipo certo de pessoa.

Ciúmes destroem relações e são sempre desnecessários. Não são uma prova de que se gosta da outra pessoa, são uma prova de que se precisa de obter algo da outra pessoa que ela está a dar a outra pessoa que não nós. São uma prova de que se tem um vazio interior que queremos que seja a outra pessoa a preencher, que é essa a sua responsabilidade. Mas não é. Nunca é. A responsabilidade é apenas nossa.


MEDO DA REJEIÇÃO / MEDO DE NÃO SER ACEITE, APROVADO ou VALIDADO

Há uma coisa que paralisa sempre o ego: o medo de ser rejeitado. O ego está sempre preocupado com o que os outros pensam dele e de como as coisas vão correr. Ele precisa de resultados, reacções e opiniões positivas para se sentir bem com ele próprio, pois constrói a sua identidade através do que acontece no mundo material. Se for bom ele acha-se o maior e melhor que os outros, e sente-se bem. Se for mau, ele vai-se abaixo, sente-se triste ou furioso, e procura ver-se livre da causa dessas emoções negativas.

Quando um ego vê alguém do sexo oposto por quem se sente atraído, ele fica paralisado pois tem medo dessa pessoa não o aceitar. Pois para ele não ser aceite é ser fraco e inferior, é uma prova do seu baixo valor. Quem é controlado pelo seu ego nunca conhece lá muitas pessoas do sexo oposto, principalmente do tipo que mais deseja, pois é sempre bloqueado por este medo e nada faz.

Ou então só conhece aqueles que tem a certeza que o vão aceitar, pois aí é seguro. É garantido que não vai ser rejeitado.

Em relação a conhecer pessoas o ego arranja duas “soluções”:

1. Detectar demonstrações de interesse.

Esta é clássica. Como o ego tem medo de ser rejeitado, ele procura tudo aquilo que lhe possa garantir que não vai ser rejeitado. Ele procura perceber se a outra pessoa está interessada, se é seguro ir lá. O ego só se mete em jogos que sabe que vai ganhar. Se fosse um clube de futebol iria apenas jogar contra as equipas teoricamente muito mais fracas. Ridículo. É um sistema de defesa que vem de fraqueza. Da fraqueza de não saber lidar com a rejeição, por isso procura evitá-la ao máximo. Portanto o ego adora analisar todos os sinais que possa para perceber se vai ser seguro ou não. Se vai ser aceite e validado ou não. E ele precisa disso. Outra coisa que ele gosta muito de fazer é depois de ser rejeitado tentar dar a volta à situação. Ele não consegue mesmo viver sabendo que houve alguém que não gostou dele e não o quis conhecer, ou falar com ele.

Mas a Verdade é que rejeição apenas significa incompatibilidade. Não significa que se tem menos valor que a outra pessoa, ou que não se tem valor. Significa apenas que se é diferente da outra pessoa, que segue um caminho diferente, e que por isso não é possível haver naturalmente uma boa interacção, ligação ou relação entre ambos. Mas como o ego se identifica com tudo o que surge, isto preocupa-o. Ele precisa sempre da esmola emocional para aliviar o vazio interior. Para se conseguir sentir bem com ele próprio.

2. Manipulação

O medo de ser rejeitado faz tanto o ego tentar perceber se é seguro lá ir falar, perceber através da interpretação de sinais se vai ser aceite ou não, como também tentar controlar a pessoa para evitar ser rejeitado. Aqui entram todos os truques, esquemas, desonestidade, falsidade e jogos do costume, nos quais vale tudo para ser aceite e não ser rejeitado. Nesta situação não há qualquer consideração pela outra pessoa, ela é vista como uma mera fonte de validação, atenção ou de prazer físico de quem se tem de sacar algo a todo o custo.

O ego tem sempre medo de ser rejeitado e não sabe lidar com a rejeição, por isso tenta evitá-la ao máximo, seja antes de ir conhecer a pessoa através da interpretação de sinais, seja durante a interacção através de manipulação. É uma fraqueza, um busca desesperada por evitar ser rejeitado. Mas rejeição não significa nada relativamente ao nosso valor pessoal. Se de facto não estamos a ter consideração pela outra pessoa, não estamos a contribuir, temos más intenções e estamos a ser falsos, então sim, revela algo sobre o nosso comportamente e atitude. Mas caso contrário, é apenas uma demonstração de incompatibilidade.

Nós não agradamos a todos, nem nunca iremos agradar a todos. As pessoas são diferentes umas das outras, e apenas atraimos o que somos. Haverão sempre pessoas que não gostarão de nós, seja porque razão for. Isso não significa que não prestamos e que não temos valor, apenas que somos diferentes delas. Claro que para conhecermos alguém temos de criar naturalmente desejo nessa pessoa, mas isso nada tem a ver com procurar sinais de interesse ou manipular. Tem a ver com evoluir socialmente, tornar-se naturalmente atraente, com desenvolver qualidades, adquirir uma compreensão profunda sobre essa actividade, etc. Mas isto não garante que não sejamos rejeitados, não garante que consigamos conhecer todas as pessoas que desejamos. Significa que temos a escolha, conseguimos fazer as coisas acontecer. Conseguimos ir lá falar, e quando a pessoa é compatível connosco, nós vamos conhecê-la. Quando não é, ela não irá querer falar connosco. Nesse momento haverá uma demonstração de incompatibilidade. Haverá uma “rejeição”. Mas neste nível de consciência acima do ego a rejeição tem outro significado (o certo), não nos afecta, não nos incomoda, não nos mete medo, não nos paralisa ou bloqueia, e não nos faz ter a necessidade de através de sinais ter a certeza que não vamos ser rejeitados, ou ter a necessidade de manipular e controlar para não sermos rejeitados e sermos aceites à força toda.

Rejeição é uma ferramenta preciosa de selecção consciente. Usa-a para teu benefício.


TRAIÇÕES

Outra comum e fácil de compreender. O ego trai pois só quer saber do que obtém, não quer saber dos outros. No momento em que trai, o ego só está a querer saber do prazer que está a obter, do que está a ganhar, e não está a querer saber do outro com quem tem uma relação. É uma clara manifestação de separação e da mentalidade “eu só quero verdadeiramente saber de mim, das minhas necessidades e desejos”. Zero compaixão. As pessoas que traem apenas estão a demonstrar como são, o seu nível de consciência, que vivem controladas pelo seu ego, e que uma relação com elas dá sempre no mesmo: traição.


JOGOS

Dos jogos fazem parte qualquer acto de manipulação ou tentativa de controlo. O ego precisa de sentir que é o melhor e é quem está a ganhar, logo precisa de fazer jogos. Jogos também o “safam” de ser rejeitado. Em vez de ter prazer em conhecer alguém, de ter interacções estimulantes, de se divertir com alguém e de contribuir para a vida de alguém, ele faz jogos para a outra pessoa andar atrás dele, a validá-lo. Faz-se de difícil, inacessível, distante, faz saudades, faz ciúmes, faz os famosos jogos da distância e das migalhas, não responde, procura tirar valor ao outro, é antipático, dar falsas esperanças, etc, etc. O ego adora sentir-se perseguido e desejado, contribuir é que está quieto. Anda ali a criar um mega trailer sobre si, quando depois vai-se a ver o filme e não é lá grande coisa. É a dinâmica dos trailers: “olha que eu sou muito bom, vem ver-me”. O flyer é bom, mas depois a festa é uma desgraça. Jogos são uma forma de se criar desejo artificial para se obter validação, mas aquele que faz jogos e manipula nunca tem na verdade nada de especial para oferecer, contribuir e partilhar. Vive à caça de validação, nada mais. Procura preencher um vazio interior, não tem verdadeira consideração pelos outros a não ser quando sente ou sabe que vai obter ou pode obter algo deles.


RELAÇÕES como NEGÓCIO de VALIDAÇÃO/SEXO

Para o ego humano a vida amorosa é uma oportunidade para se aliviar o vazio interior. Uma oportunidade para se OBTER, e não para se CONTRIBUIR. E nesta dinâmica de necessidade e carência surge um fenómeno chamado o negócio de validação. Isto é muito simples: um ego precisa de algo de outro ego, e ambos se apercebem disso. Então o 1º ego dá ao 2º ego aquilo que ele precisa, seja mais emocional (validação) ou físico (sexo), na condição do outro lhe dar aquilo de que precisa. É um “amor” condicional. “Eu preciso de validação/sexo e tu queres validação/sexo, logo eu dou-te validação/sexo e tu dás-me validação/sexo. Mas se não me dás validação/sexo também já não levas validação/sexo. Dá-se para se obter, e quando não se está a obter também não se dá. Nestas relações não se gosta do parceiro, mas sim do que se obtém dele. E as simpatias e elogios são uma mera reacção ao que se obtém dele, e não um genuíno fascínio por ele, pelo Ser que é. Pois se assim fosse dava-se mesmo quando não se recebia. Receber tornar-se-ía irrelevante, pois a relação seria vista como uma oportunidade para contribuir e partilhar, e não para satisfazer carências pessoais. O ego precisa de meter sempre algo aos bolsos, por isso quando ele controla dá sempre neste tipo de relações. Se for um negócio de validação ou de “amor” (atenção especial), a relação será de dependência e muito disfuncional, assombrada pela insegurança atroz constante de perder o outro (como se fosse um objecto comprado que de repente é propriedade de alguém). Quando é mais um negócio de prazer físico (“quero ter um orgasmo mas não sei ter uma ligação autêntica e profunda com outro ser humano, pois só quero saber de mim e do que obtenho”), temos uma relação fast-food, superficial, das curtes e dos meros encontros sexuais.

Nem uma nem outra têm qualquer mal, mas são extremamente incompletas, e mais uma fonte de sofrimento, insegurança e preocupações do que outra coisa qualquer. É importante perceber que há um tipo de relação muito mais completa, integral, e estimulante a todos os níveis para AMBOS os parceiros, e que por isso não se tem de ficar por estes dois tipos.


COBRANÇA DE ATENÇÃO e PROIBIÇÕES

Estes são também simples. O ego precisa de atenção, logo quando ele não a está a obter, vai cobrá-la. Como só quer saber de si próprio, para ele os outros podem sempre dar-lhe atenção quando ele deseja. Podem e devem, e é a sua responsabilidade. Como se os outros não tivessem vida, como se os outros não tivessem o seu próprio caminho para percorrer e lições para aprender. Esta cobrança de atenção acontece tanto em relações como fora delas, mas mais especialmente nas relações negócio de validação. É quando um dos parceiros exige ao outro que este lhe dê atenção. “Devias ter-me telefonado”, “Não devias ir ter saído com os teus amigos. Foste sair com eles e não foste sair comigo”, “Nunca mais disseste nada”, “Nem sequer perguntaste como foi”, etc, etc. É quando um dos parceiros sente que o outro devia ter dado atenção e não deu. Devia ter-lhe aliviado o vazio interior e não aliviou.

Isto leva ao fenómeno das proibições. O ego, para evitar não obter atenção do parceiro, vai proibi-lo de fazer tudo o que potencialmente o possa fazer perder essa atenção/validação. Então é proibi-lo de sair com os amigos, de sair com as amigas à noite, de vestir mini-saia ou usar decote, andar a controlar quem telefonou, onde está, com quem está, o que está a fazer, etc, etc. Tudo o que o afaste dele ou que o faça poder conhecer alguém e perdê-lo. Mais uma vez não é uma demonstração de que gosta dele, mas sim de que precisa de algo dele, da sua atenção e validação.

Na sua essência, o ego vê a vida amorosa e o sexo oposto como uma oportunidade para satisfazer carências, desejos e necessidades pessoais, e não como uma oportunidade para partilhar algo e contribuir para a vida do outro, fazendo-o feliz. Não há nada de errado em satisfazer carências, desejos e necessidades pessoais em si, mas como o ego nunca tem o outro em consideração é sempre apenas uma questão de tempo até fazer algo que prejudique o outro e o faça sofrer. O ego claro também se prejudica a si próprio e causa sofrimento a si próprio, pois vive em constantes bloqueios, preocupações, problemas e medos desnecessários, que nunca o deixam criar e ter a vida amorosa extraordinária que deseja com o tipo de pessoa que deseja.

Para a semana é o último post da série sobre o ego humano, e irei partilhar contigo a solução. O que se faz então em relação ao ego? Como se deixa de ser prejudicado e bloqueado por ele, e se começa a viver livre do sofrimento criado por este?

Perguntas:

CoolVibesClub@hotmail.com
Evolução de Consciência para uma Vida Extraordinária – o novo espectacular programa áudio completo do Cool Vibes em http://www.youtube.com/view_play_list?p=1E97D6BC2DCD26FA
Obrigado por leres, segue as tuas paixões!
Pedro Constantino

16 comentários:

Marco Aurelio disse...

Hey Pedro,

A sequencia de post sobre Ego continua espetacular. Aprender a lida com o tal “eu separado” tende a nos conduzir para relações mais verdadeiras tanto conosco quanto com os outros.
Fico feliz por você estar seguindo sua paixão, isto é, evoluir pessoalmente e contribuir para a evolução do próximo. Por isso, expresso a minha gratidão a sua dedicação e como um retorno ao seu esforço lhe digo: “eu tenho evoluído muito com tudo que tenho lido e aprendido no seu projeto do Cool Vibes”.
Obrigado e parabéns!
Agora uma dúvida: com respeito a interação com o sexo oposto.
Suponhamos que eu me aproxime da rapariga, e a esta altura eu já não tenho medo da rejeição, nem muito menos a necessidade de obter validação. Simplesmente me aproximo para conhecê-la, pois esse é o meu desejo. E durante a conversa, ou as primeiras palavras, surge a incompatibilidade. O que devo fazer então já que a conversa tende a não acontecer naturalmente?
Abraço Pedro.
Marco Aurélio - Brasil

Pedro Constantino disse...

Marco Aurélio:

Se a conversa tende a não acontecer naturalmente, afastas-te. Se há incompatibilidade e nem sequer dá para haver uma simples e breve conversa, afastas-te. Não ter medo de ser rejeitado é saber aceitar que não dá para haver conversa. Não ter necessidade de obter validação é aceitar que não dá para haver conversa. A selecção consciente está sempre ligada e a incompatibilidade (e a sua manifestação) é sempre um factor a ter em conta. Se não dá para falar afastas-te e pronto. Vais em busca de outras mulheres com quem dê para falar, pois existe compatibilidade e elas têm determinado nível de consciência.

Obrigado pelas tuas palavras.

Anónimo disse...

mais um artigo muito bom, mal posso esperar pela solução para o "maldito" ego, eh eh eh!
que bom será sermos todos confiantes e apenas partilharmos o nosso melhor com o melhor de quem nos rodeia... ter consciência de que é possível fazer isso já é animador, saber como fazê-lo vai ser ainda muito melhor!! uma boa semana para todos, recheada de Cool Vibes ;)

Clenio (Brasil) disse...

Mais um excelente post sobre o ego. Eu sempre fui uma pessoa honesta, mas meu ego já me pregou muita peça, e procuro não deixar mais ... Já estou ansioso pelo próximo post pra controlar esse danado :) Grande abraço

Danilo Macedo disse...

Olá Pedro, só acrescentando uma informação importante sobre traição.
Ter um relacionamento com uma pessoa com baixa auto-estima é um perigo. Pois essa pessoa na insaciável busca de validação, qualquer pessoa do sexo oposto que parecer demonstrar um leve interesse por ela, será uma grande tentação a ela, pois nesse momento surge uma questão comum a elas do tipo: Será que eu tenho valor suficiente para conquistá-la?? E nesse impulso termina sempre por trair os seus parceiros. Além de que, a maioria das pessoas com baixa auto-estima mesmo acompanhada por seus parceiros em qualquer lugar, elas vivem sempre em busca de 'olhares com um teor de validação'. Abraços do Brasil.

raonidantas disse...

Nossa Pedro,para mim estes posts estão me ajudando bastante.Incrível..Quando os leio vejo passando em minha mente várias imagens de relacionamentos controlados pelo ego das pessoas! Não vejo a hora de ver como vamos solucionar este terrível conflito! ;D

PedroXeneta disse...

Eu penso que a maioria das pessoas que leem estão mais interessadas a nivel de relacionamentos mas isto do ego é em tudo na vida, tudo. Basta usar e contextualizar noutras áreas da nossa vida e os resultados são surpreendentes. Ontem falava sobre isto com uns amigos e dizia q penso ser esta a aposta global de futuro de todas as pessoas, hoje ainda é de poucas. Claro, que nem todos os dias estamos abertos a qualquer pessoa mas cabe-nos a nós estarmos pq vêm sempre trazer-nos uma mensagem e eu acredito nisso!

Conhecer não implica troca de numeros de telefone, implica, comos dizes, uma interacção autêntica e positiva. Basta ver um tipo com quatro finos na mão e pedir-lhe que bata palmas. Ele não vai ficar chateado, ao invés irá sorrir pq é baseada no momento e de tão ridiculo, engraçado. lol
É simples, de borla e gerador de felicidade. :P

Cláudia Nóbrega disse...

Foi uma excelente ideia dedicares o mês de Abril ao "nosso amigo" ego. Aí está uma grande prova de comapixão para com ele. :)

Acho que só mesmo tomando consciência da sua existência é que conseguimos minimizar a sua influência na nossa vida e quanto mais pessoas tiverem acesso a esta informação melhor.

Mais uma vez muito obrigado pela partilha!

O Cool Vibes é um cantinho que eu faço questão de acompanhar regularmente porque é uma fonte de informação pronta a ser aplicada no dia-a-dia.

Para mim o Cool Vibes foi um ponto de viragem para um caminho, verdadeiramente, espectacular... Obrigado por tudo!!

Gonçalo disse...

Tou ancioso pelo o proximo post xD

sempre quero ver como se liberta desse maldito EGO

Anónimo disse...

Ei só venho aqui para que fiques a par de uma coisa... os teus textos e audios andam a passar nos foruns de sedução. Os puas andam a apoderar-se do teu material!
Abraço Pedro

Pedro Constantino disse...

Obrigado pelo aviso, mas isso é natural. Se é porque gostam daquilo que partilho, então vão deixar de usar as manipulações e desonestidades típicas do Pick-Up. Se é porque não gostam, então vão gozar, trocar umas piadas uns com os outros durante algum tempo e divertir-se.

Se os meus textos e áudios andam a circular nos fóruns de sedução então das duas uma: ou todos começam a ter uma atitude mais autêntica e íntegra e vão de facto começar a evoluir, ou a presença dos textos e vídeos não terão qualquer impacto, utilidade ou significado. É impossível usar o caminho do Cool Vibes de uma forma desonesta e sem verdadeira transformação, porque o caminho do Cool Vibes é apenas isso mesmo: 100% de Autenticidade e evolução a sério.

O "pior" que pode acontecer é eles deixarem de ser PUAs lol

Os PUAs não são inimigos e são bem-vindos ao Cool Vibes e a usar os conteúdos do Cool Vibes. Cada um é livre de seguir o caminho que mais o atrai. Se o caminho do Cool Vibes os está a começar a atrair, então se o seguirem e aplicarem os meus conteúdos, vão começar a ter uma abordagem e atitude mais autêntica e íntegra em relação às suas vidas amorosas, social, à atracção e às mulheres. As coisas ou ficam na mesma ou melhoram.

De qualquer forma obrigado pelo aviso.

R.O disse...

o que significa puas?

eu conhecia era a expressão "copy cat" os copiadores...
plagiadores.

eu acho isso muito feio.
a malta se copiar coisas e roubar ou deturpar direitos, é apoderação ilegal.

era mais bonito as pessoas citarem os textos e mencionarem as fontes (o autor: Pedro ).

podias registar os textos na creative commons... algo assim.
http://creativecommons.pt/

ou coloca no blog um script para impedir "copy +paste"
:)

Tânia Rodrigues disse...

Olá Pedro. Tudo bem?
Desde sempre as minhas relações amorosas foram pautadas pelo ego (carência, medo, ciúmes). E a minha última relação não foi excepção.Uma intensa relação de 6 meses.

Recentemente, terminei uma relação (por iniciativa dele) relação essa pautada por muitas manifestações de poder, controlo, manipulação. Fiquei exausta emocionalmente. Perspectivando as coisas agora de outro modo talvez tenha acontecido depressa demais pelo impulso da atração por parte de ambos (isto é o meu ego a tentar racionalizar o que já não existe? Encontrar algum tipo de justificação racional que o acalme?)

Quando nos conhecemos ele comentou comigo que era muito amigo da ex namorada, visto que tiveram uma relação de 7 anos e que mantiveram amizade (falar diariamente basicamente). No meu cérebro soaram logo os sinais de alarme. Eu expliquei que não mantinha relações de amizades com ex namorados porque para mim não fazia sentido e que não me sentiria confortável se um namorado meu mantivesse uma relação de amizade com uma ex namorada. Ele logo justificou que não sentia qualquer tipo de atração por ela, que até foi ele que acabou, e que eram só mesmo amigos. E eu questionei-o se ela, não se sentiria ainda atraída por ele apesar de passados estes anos todos. Ao qual ele respondeu negativamente dizendo que era só amizade, e que ela até lhe ligava a falar de rapazes, das suas desilusões, etc e ele de igual forma.

Ponto de situação: continuamos a sair, jantar fora, tomar café, até que começamos a namorar.
CONTUDO :- Ele não confiava em mim, e dizia que a culpa era minha. E passo a explicar porquê:

Quando nos estávamos ainda a conhecer (já com envolvimento, beijos e afins) falava com um rapaz, que por sinal desde sempre falei com ele e nunca houve envolvimento. E também tinha um amigo (já não tenho lol) que gostava de mim, logo a sua amizade por mim tinha por único objetivo ter algo amoroso comigo.Da minha parte não havia o mesmo interesse e sempre lho disse.

Se calhar fiz as piores escolhas e tomei as atitudes erradas. Desde o início fui totalmente sincera com ele e expliquei o panorama acima indicado. Que tinha um amigo que gostava de mim mas que da minha parte nunca houve interesse. Secalhar foi a pior coisa que eu fiz? É certo que esse amigo depois de eu começar a namorar chateou -se comigo e não tivemos mais contacto.
Mas Antes disso acontecer tive a triste ideia de aceitar ir à serra com esse amigo, e não havia rede lá. Então quando fiquei com rede e lhe disse onde tinha ido e com quem, foi discussão e ele perdeu totalmente a confiança em mim. Eu pedi desculpa e admiti que estive mal, que se fosse o contrário também não gostaria.


Tânia Rodrigues disse...

continuação1:
As desconfianças instalaram-se desde aí.O primeiro episódio começou por ir ver o meu telemóvel sem o meu conhecimento e só me ter contado dias depois num ataque de ira e desconfiança. Disse -me que constatou que quando já andávamos (a conhecer e a sair) eu falava com aquele rapaz que mencionei logo no início desta exposição, já longa. E que não percebia, porque a primeira coisa que fez foi dizer às miúdas com quem falava que estava com alguém. É certo que eu deixei de falar naturalmente com esse rapaz quando comecei a namorar com ele.
Não podia responder a rapazes conhecidos no face ou sms, quando eu apenas respondia por cortesia, numa de afastar com educação,e mostrava-lhe e dizia "olha este rapaz veio falar comigo, e mostrava as minhas respostas" (numa de confiar mais em mim?). Numa dessas abordagens um rapaz até disse quando é que tomávamos café e eu disse que agora só tomava café com o meu namorado. Ele leu isso, criticou-me, que eu não tenho nada que responder aos rapazes, se eles não me são nada, e a discussão acabou com pontapés nas portas (confesso que fiquei com medo). Comecei a chorar e disse que se é para ser assim que ia-me embora , ao qual ele respondeu: tens noção que se fores embora estás a acabar comigo?
Começou a implicar com amigos meus (rapazes)dizendo que a minha noção de amizade tinha muito que se lhe diga.
Começou a controlar os megas de internet que gastava no meu tlm, quando inocentemente comentava que tinha ficado sem net móvel . ( era sinal que acedia muito ao face/whatsapp)
No meu aniversário correu o histórico de mensagens no face das pessoas (rapazes) que me felicitaram pelo dia e perguntou porque é que eu tinha que responder com smiles.
Uma vez eu quis desligar o tlm antes de dormir,só porque sim! Só porque sim. Para o telemóvel "descansar um bocado". Ao desligar vibrou, perguntou logo tipo censura " porque desligaste o tlm??". E eu com medo de mais uma discussão e desconfianças disse que ficou sem bateria (menti).
Uma dia uma amiga minha ligou-me.No final da chamada perguntou quem era e eu disse quem era (uma amiga) e ele desconfiado disse "mas tinha voz de rapaz".
Numa outra ocasião, um rapaz mesmo daqueles insistentes não parava de me ligar e mandar mensagens(as quais não respondia) a dizer que queria tomar café cmg, para me conhecer melhor, até que um dia, movida pela pressão e desgaste emocional, atendi um telefonema e respondi de forma ríspida e rude que não queria beber café nenhum com ele, que tenho namorado e que não faz sentido nenhum sair com outros rapazes, que tenho respeito pelo namorado e que espero que ele me respeite e não volte a insistir pra tomar café. Contei ao meu namorado, e a resposta dele foi" ai isso para ti é ser bruta e dar um fora???" Ficou chateado comigo, e esta situação levou ao final da relação sempre com discussões.

Tânia Rodrigues disse...

Continuação 2:
Comecei a entrar em desespero. Nada do que eu fazia era correcto. Até que comecei a questionar tudo o que ele fazia. Comecei a questionar se ele andava a falar com a ex (a resposta dele: não me lembro).
uma vez estava a mexer no telemóvel dele (com autorização) e sem querer cliquei no registo das chamadas e dizia lá que uns dos contatos mais recentes era da ex, fui ver o registo, nem sinal, fui ver mensagens de entrada nem sinal de ex. Questionei -o sobre isso, como é que nos contactos mais recentes consta o nome da tua ex e nem sinal dela nos registos (resposta: não sei, não me lembro). Depois uma vez em conversa ele comentou que aceitava pedidos de amizade de miúdas que não conhecia de lado nenhum e eu admirada disse: "mas isso para ti já é normal? Já não há mal nenhum nisso. Mas se fosse eu a fazê lo caía o cabo e a trindade! "Ao qual ele respondeu que sempre fez isso e não via mal nenhum nisso mas que se eu não gosto que o deixaria de fazer.
Uma coisa que me magoou no início foi no apartamento dele ter-me feito subir a uma cadeira e fazer-me ler o que estava escrito numas telas pintadas à mão (o nome dele e o nome da ex). Foi só brincadeira (brincadeira estúpida).

O que levou à ruptura daquilo que já estava mal há muito tempo foram situações tais como ele ter preferido ir tomar café com a ex em vez de vir ter comigo para fazermos as pazes numa discussão.
Gradualmente foi se afastando. Já não tinha iniciativa para estar comigo. era para ir a um casamento com ele e perguntei lhe se sempre era para eu ir e ele disse "tanto faz" (magoou me- muito). Comecei a questionar porque não me procurava sexualmente desde há muito tempo: diz que tá habituado a que seja eu a ter sempre a iniciativa. Ao ponto de começar a recusar as minhas iniciativas.
Numa altura que tivemos uns dias sem nos vermos disse que o sentia distante, ele começou a chorar ao telefone e disse que era melhor ficarmos por aqui e seguir cada um a sua vida. Que estamos sempre a discutir e que agora quer estar sozinho.O interessante é que no dia antes de acabar comigo por telefone, ter estado com ex, no topo do seu prédio, a ver a vistas da cidade (sem eu saber). Enfim

Uma confusão
Sofrimento desnecessário
Ego, ego, ego e mais ego

Fim

Desculpa o texto tão extenso :) beijos!

Pedro C. disse...

Tânia Rodrigues:

6 meses desperdiçados, haha! Lamento o sofrimento emocional, é de facto horrível, eu compreendo-te. Tudo poderia ter sido evitado com uma atitude de selecção consciente: "Quando nos conhecemos ele comentou comigo que era muito amigo da ex namorada", "No meu cérebro soaram logo os sinais de alarme." E soaram logo muito bem, foi pena não os teres seguido. Ele obviamente que não era de confiança, e quem não é de confiança geralmente é desconfiado, paranóico, controlador e possessivo, como depois vieste a descobrir. Bastava esse primeiro sinal para o rejeitares e continuares com a tua vida. Mesmo dando o benefício da dúvida, podias tê-lo rejeitado logo depois da primeira atitude dele de desconfiança e controlo, algo que é imaturo, narcisista e inaceitável. Espero que a tua próxima relação seja feliz.