AMOR

"Ensina só Amor, pois é isso que tu és"

quinta-feira, 5 de março de 2009

"Relações Virtuais e Relações à Distância – O Que Todas As Pessoas Deviam Saber Antes De Se Meterem Numa"

"Relações Virtuais e Relações à Distância – O Que Todas As Pessoas Deviam Saber Antes De Se Meterem Numa"


Relações à distância há muito tempo que existem, já as relações virtuais são um fenómeno mais recente. Não há nada de errado em ter destes dois tipos de relações, mas a Verdade é que ter destas relações só te vai impedir, sem dares por isso, de ter a verdadeira relação íntima de qualidade que realmente desejas.

Repara bem nisto...

Começando pelas relações à distância, que são mais simples de explicar e fáceis de compreender.

Imagina o seguinte cenário:

Um homem e uma mulher conhecem-se numa cidade qualquer. Gostam um do outro, saiem e divertem-se juntos e têm intimidade física. Só que um deles vive longe, não é dessa cidade. Vive pelo menos a 1 hora ou mais de distância.

Não há nada de errado em estas duas pessoas terem uma relação à distância, se de facto tudo entre elas flui naturalmente e corre bem. Mas uma relação íntima vive de intimidade. E intimidade é proximidade entre dois seres... uma proximidade tão grande que eles se tornam num só. Estão abertos um ao outro.

Logo se estão longe um do outro, e só comunicam à distância, esquece lá a intimidade. Não existe. O que existe é troca de palavras e de validação/atenção. O ego só quer saber se há alguém a demonstrar estar interessado nele, ele não quer saber do Ser em si e de estar com ele... muito menos de contribuir para a sua vida.

Seja como for, numa relação à distância em que os dois parceiros só se conseguem ver 1 vez de 15 em 15 dias ou menos, e tendo de fazer uma longa viagem, não há intimidade. E uma relação íntima é um processo de criação, não é algo a que nos dedicamos uma vez por mês... é algo para a qual se tem de contribuir, e contribuir para a vida do parceiro. E estando longe e só estando pessoalmente com a pessoa 1 vez de 3 em 3 semanas, ou menos, não há qualquer tipo de contribuição. E o mais certo é a certa altura um dos dois conhecerem alguém que viva mais perto de si e ou traiem o parceiro, ou o abandonam e deixam de lhe responder. Isto não acontece sempre, claro, pois depende do nível de consciência da pessoa. Há quem simplesmente “acorde” e acabe a relação honestamente, porque a certa altura percebeu que é uma relação que nunca pode chegar a lado nenhum.

Porque ao te meteres nestas relações à distância, estarás “encravado” numa situação em que nem estás com outras pessoas porque és comprometido, nem tens intimidade (que é o propósito de uma relação íntima) pois o teu parceiro está longe e é muito difícil encontrarem-se pessoalmente.

No caso das relações virtuais é semelhante:

As pessoas conhecem-se na internet, através de um site qualquer (Hi5, Orkut, Facebook, MySpace, Netlog, etc), e comunicam uma com a outra, ou através do site, ou por email, ou (o que é mais comum) por MSN.

Nada de errado nisto. Conhecer pessoas pela internet é uma forma muito prática de se criar opções na vida amorosa... se for feito de uma forma útil.

E o que não deves deixar acontecer é ficar apenas a falar com alguém por MSN sem a conheceres pessoalmente. Há muitas pessoas que não querem saber para nada de quem fala com elas, pois só estão interessadas em obter comentários (elogios) às fotos, demonstrações de interesse e atenção.

Há pessoas que são completamente dependentes da atenção que obtêm pela internet. Elas não querem sair com ninguém nem criar uma relação íntima, querem apenas a atenção de quem fala com elas ou lhes envia comentários. Nada de mal nisso, mas repara que estas pessoas vão sempre dar à outra a impressão errada e falsa de que algo é possível de acontecer. Mas nunca irá acontecer.

E é muito fácil acumular várias destas relações, ficar a pensar nestas pessoas desnecessáriamente (fantasiar), estar sempre a ir falar com elas todos os dias (ou quase), e no fundo investir energia e tempo em frente ao computador em vez de estar com pessoas, pessoalmente e ao vivo.

E é o estar pessoalmente e ao vivo com alguém que te vai permitir criar a relação íntima que desejas. Mais uma vez, nas relações virtuais não há qualquer tipo de intimidade... nem parceiro há, porque apenas estás em frente a um computador a escrever e a receber/ler texto. E mesmo que comuniques por telefone ou haja webcam... continuas em frente a uma máquina. Não há outro ser humano. És apenas tu e o teu computador.

O ego aqui entra mais uma vez em acção, pois o obter atenção de alguém para ele chega-lhe muito bem, e fica viciado nisso. Só que esse vício deixa tudo igual na sua vida amorosa e social. Ao olhar à volta ele continua sozinho sem opções de pessoas do sexo oposto para sair...

É fácil perder-se nestas relações virtuais, até porque a outra pessoa depois acaba sempre por ser idealizada e lá vêm as interpretações disfuncionais que dão sempre mau resultado.

Deves sempre procurar sair com a outra pessoa, e se depois de 3 ou 4 convites ela recusar... esquece. Desliga-te dela. Porque das três uma: ou ela não está mesmo interessada em sair contigo, ou não está mesmo interessada em sair com ninguém, ou tem uma vida tão preenchida que não tem mesmo tempo para sair.

Seja qual for a situação dela, nenhuma das 3 contribui para a tua vida amorosa ou pode ajudar-te a melhorar a tua situação actual. Porque em nenhum dos casos podes estar ao vivo com a pessoa, e essa é a única coisa que interessa.

Ficar numa de mera troca de validação, receber atenção de alguém à distância ou meramente saber que há alguém que gosta de ti – mas que por razões misteriosas não quer estar pessoalmente contigo – não é lá muito útil em termos de criar uma vida amorosa extraordinária.

Gira tudo à volta de decisões conscientes. De saber ir em frente em determinados momentos sem hesitar e de saber afastar-se nos momentos certos, apenas alimentando aquilo que realmente te interessa e pode ajudar.

O que mais te vai ajudar é investires a tua energia e tempo em conhecer as pessoas (seja ao vivo ou pela internet), e depois saíres com elas regularmente. Se a pessoa não consegue estar contigo pessoalmente ao vivo ou simplesmente já te recusou uns 3 convites, então é melhor esqueceres e afastares-te, desligares-te, e passares a concentrar-te mais em quem de facto está mais próximo e aceita os teus convites para sair. Assim como, e sempre, procurar conhecer mais pessoas, renovando regularmente as tuas opções.

Porque nunca será à primeira ou à segunda (esquece lá isso), e não chega dares-te bem com alguém e terem conversas fixes pelo MSN. Há muitos outros aspectos importantes envolvidos, um deles a compatibilidade de estilos de vida, questões logísticas e práticas, etc. Amizades à distância tudo bem, agora relações íntimas... apesar de não terem mal nenhum, é impossível haver de facto intimidade à distância e a base da relação torna-se numa mera troca de atenção, validação e demonstrações de interesse, que nesse contexto nada mais são do que comida superficial e vazia para o nosso amigo ego.

Relações ou ligações iniciadas através de carência, vazios, escassez ou dependência vão sempre dar mau resultado... pois aí vai-se estar na relação para obter e não para contribuir e partilhar experiências positivas. E a Verdade é que as relações à distância e principalmente as virtuais, são mais um negócio de validação e alívio de vazios e carências do que outra coisa qualquer. Não quer dizer que sejam sempre, mas se olhares para elas Conscientemente perceberás que é quase impossível não o serem.

Perguntas:

CoolVibesClub@hotmail.com

Segue as tuas paixões,
Pedro Constantino

2 comentários:

Sintonia disse...

Boa noite Pedro.
Venho conhecendo seu trabalho faz pouco tempo,(48HS),e tenho adorado ler suas expressões,seu conhecimento passado com simplicidade e franqueza.
Hoje Especialmente neste assunto que acabo de ler,me sinto grata por receber uma orientaçao ao que se refere em relacionamentos a distancia,pois tenho vivenciado algumas experiências,e infelizmente na maioria frustantes,pois devido a distancia, o tempo acaba afastando,e trazendo a tona a realidade com a desiluzão,frustrações devido a expectativas etc...
Acredito em todas as formas e possibilidades de Amor e Amar,mas pra que isso aconteçã,e fundamental que estejamos na msma sintonia de objetivos, sentimentos,integridade e comprometimento.Quando falta um desses e afins, entao logo cai por terra,entao sofremos pela nossa entrega vã,pela confiança depositada,pela energia e tempo "perdido".
Grata pela percepção que passou. Espero vivenciar relacionamentos mais reais,mais próximos e verdadeiros.
Abraço e vitórias sempre.
Clecir- Cascavel-Pr
Brasil.

Miss Piglet disse...

OLá, Pedro!

Encontrei este site, pois estava à procura de compreender o que leva alguém a andar por sites de encontros e a alimentar relações virtuais. Penso que percebi a razão de. No entanto, continuou a achar que não é só uma questão de validação pois as pessoas que conheço e que andam nesses sites até são agraçadas, nada de se deitar fora:) Dai a minha questão: não haverá uma razão de ordem emocional, como carência afectiva e de não conseguir manter relacionamentos fisicos, para além das razões que enuncias-te?

Já agora, aproveito e gostava de pedir a tua opinião: gostava platónicamente duma pessoa, casado, e com a qual nunca tive qq envolvimento fisico; mas havia muita atracção mútua. Tentamos afastar-nos mas era dificil estar longe dele e sem falarmo-nos. De facto, tentamos ser amigos. Até que numa estúpida atitude irreflectiva, e depois de alguns copos, quase que nos envolvemos sexualmente; digo quase, porque ele se apercebeu a tempo e desistiu. Eu expuslsei-o de minha casa e nunca mais nos falamos. No entanto, enviou-me mail de natal e voltou-me a adicionar no gtalk. Não sei se isso quer dizer q se separou e quererá vltar a ser meu amigo? quero muito falar com ele mas tenho medo da reacção dele, n sei como voltar a falar com ele.

Obrigada.