sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Deve-se Mostrar Interesse Na Outra Pessoa Durante Um Encontro?"

Será que deves demonstrar interesse na outra pessoa durante um encontro ou saída?

Vamos imaginar o seguinte cenário:

Conheceste alguém por quem te sentes atraído/a (tradução: o teu corpo quere-se reproduzir com o da outra pessoa).

Trocaram contactos (email ou telemóvel/telefone) e estás curioso/a para saber mais sobre esta pessoa.

Combinam então uma saída...

Chega o grande dia da saída, estás sentado/a diante desta pessoa, sentes-te atraído/a por esta pessoa e questionas-te:

“Será que lhe devo demonstrar interesse?”

“Será que devo mostrar que me sinto atraído/a por ela/ele?”

Estas dúvidas não têm mal nenhum, são naturais de surgir. Mas a sua origem é sempre o medo de rejeição.

Porque a dúvida completa é esta:

“Será que se lhe demonstrar interesse vou ganhar algo (validação) com isso ou vou perder a oportunidade que tenho com ela (ser rejeitado)?

Será que lhe devo demonstrar interesse ou não?

Eu estou a sentir esta emoção agradável (atracção) em relação a ela... será que há algum problema em ela saber que estou a sentir isto?

Será que deixei o ferro de engomar ligado?

Será que amanhã vai chocar contra a Terra um asteróide do tamanho da Europa e mandar tudo pelos ares?

Será que amanhã vou acordar com 5 olhos, 8 braços e orelhas azuis...?”

Será, será, será...

Não será que todas estas dúvidas são completamente desnecessárias?

Eu sei que a última de todas é muito séria, mas se o que se passa dentro da nossa cabeça (pensamentos) nada mais é do que uma ilusão, e nada tem a ver com a Realidade, que é o que de facto EXISTE e está fora da nossa cabeça, não serão estas dúvidas mais uma “pequena” rasteira da nossa insegura e viciada em validação mente humana?

Claro que sim =)

Então mas, deves ou não demonstrar interesse na outra pessoa durante um encontro?

Um encontro não é um momento de troca de demonstrações de interesse, nem um negócio de validação... é um encontro, uma saída.

É convívio.

É interacção.

É divertimento.

É diálogo.

É conversa.

É brincadeira.

Mas se tiveres preso dentro da cabeça, com medo de ser rejeitado e desperdiçar uma oportunidade a pensar “Será que devo isto... será que devo aquilo”, não vais estar presente no momento, FORA da tua cabeça, que é onde a outra pessoa está e o encontro está a acontecer.

Se estás preocupado ou nervoso num encontro... estás tramado. Esse tipo de dúvidas é o que de facto vai fazer a outra pessoa sentir-se repelida por ti.

Porquê?

Não, ela não consegue ler a tua mente. Nem é preciso... porque quando tens pensamentos desse género que criam em ti nervosismo e preocupação (emoções negativas), a outra pessoa vai senti-las também... e sentir-se repelida.

Emoções negativas, repelem.

Bué! =)

A não ser que a outra pessoa tenha uma grave falta de opções, não conheça mais ninguém do sexo oposto nem saiba como o fazer, e a sua única opção (o desgraçado ou desgraçada que lhe dá validação) é um ser humano super nervoso e preocupado, tenso, preso dentro da cabeça, mergulhado num oceano profundo de pensamentos desnecessários, que treme por todo o lado como um robô prestes a desmontar-se todo.

Então o que é que fazes?

Se ficas nervoso ou preocupada numa saída ou encontro, e vêm-te à cabeça todo o tipo de dúvidas do que deves ou não deves fazer... é porque o teu ego está-te a controlar completamente.

E olha que ele não é lá grande coisa a controlar.

O ego tem medo de ser rejeitado, porque para ele ser rejeitado é sinónimo de falta de valor ou inferioridade.

Mas quando deixares de ser controlado pelo ego, vais compreender que a Verdade é que ser rejeitado apenas significa que a OUTRA pessoa é diferente de ti e é incompatível contigo.

E o que tens de fazer é ir conhecer outras pessoas e conviver com elas.

E no contexto do encontro, o ego quer ter a certeza de que não vai ser rejeitado e vai obter validação. Que vai conseguir aproveitar aquela oportunidade...

Uma coisa sobre oportunidades:

As oportunidades não se aproveitam desesperadamente. Elas criam-se.

Há oportunidades que surgem sem nós fazermos grande coisa, e se de facto forem do nosso interesse a LONGO prazo, então devemos aproveitá-las CONSCIENTEMENTE.

Mas a mentalidade que tu queres ter é a de que as oportunidades criam-se. Há pessoas por todo o lado para conhecer. Homens e mulheres que são potenciais grandes amigos ou parceiros íntimos de qualidade. Tens é de te mexer e de os ir conhecer.

Mexer = Agir.

Portanto aquela pessoa que está à tua frente durante uma saída ou encontro, não é a única à face da Terra. Não é a tua única oportunidade... é uma de milhares. Tens é de conhecer as outras.

E se vais sair com alguém e é o 1º ou o 473º encontro com ela, a tua missão não é evitar ser rejeitado e conquistar ou seduzir a pessoa para obteres dela validação (reacções positivas).

A tua missão é descobrires como ela é e como é estar com ela. Tens de ver e funcionar através da atracção e tomar decisões independentemente dela.

Tens de explorar e experienciar a outra pessoa e perceber que qualidades e valores ela tem ou não tem.

Se ela tem o que procuras... se de facto é estimulante para ti estar com ela. Não meramente porque ela te dá validação e demonstra gostar de ti, mas porque tem qualidades reais e valores importantes.

Porque tem auto-estima, porque é optimista, porque tem compaixão, porque é divertida e interessante, porque sabe conversar e brincar, porque é honesta, etc.

Tens de ser conscientemente selectivo. Porque das duas uma: ou vais para um encontro como se fosses para uma entrevista de emprego na qual tens de provar o que vales... e o encontro não vai ser nada de especial, e só voltas a ver a outra pessoa se ela de facto não tiver outras opções...

Ou vais para um encontro descontraído e confiante, relaxado e positivo, para te divertires e conversares, e para saberes mais sobre a outra pessoa, e se ela de facto te merece ou se vale a pena voltar a sair com ela.

E nunca nunca nunca te fiques só por uma opção. Isso é um graaande erroooo. Dos piores. Tu deves sair com várias pessoas, estar sempre a conhecer mais pessoas e a sair com elas. Porque se a pessoa à tua frente for a tua única opção, das duas uma: ou continuas a sair com ela independentemente de ter qualidades e valores ou não; ou então ficas sozinho.

E esta situação de falta de opções vai-te sempre encurralar. Porque depois não tens outras opções para poderes comparar e escolher as melhores para ti. Para teres companhia e intimidade vais estar sempre dependente de alguém que nem sequer te estimula lá muito... e isso contribui sempre para a tua insatisfação pessoal.

Tens de ter auto-respeito e ser conscientemente selectivo.

E num encontro tens de te divertir. É para isso que eles servem: para as pessoas se juntarem e se divertirem. É uma pequena mas intensa festa a dois. Conversa-se, brinca-se, pergunta-se coisas, comenta-se coisas, passea-se, dança-se, brinda-se... etc.

Pensares se deves demonstrar interesse ou não, não é o que te vai ajudar a obter melhores resultados de uma forma natural.

Deves sim sair da cabeça, silenciar as dúvidas, criar momentos divertidos e estimulantes e apreciá-los com a outra pessoa. E durante todo esse processo deves ser selectivo e estar consciente do tipo de pessoa que está à tua frente.

Saídas e encontros são celebrações, por isso celebra e diverte-te! E faz a outra pessoa sorrir...

Perguntas:

CoolVibesClub@hotmail.com

2 comentários:

Anónimo disse...

Ola, estive a ler o post e axei-o bastante interessante. Cotudo, queria colocar uma questão, e se essa pessoa for um(a) ex., continua a ser importante não pensar nisso "mostrar interesse na outra pessoa"? Mas se houver toda essa naturalidade de que falas, ela não irá pensar na intimidade que se teve em tempos?! Ou achas que não é muito possivel, sermos autenticos, e verdadeiros amigos com ex..

Pedro Constantino disse...

Eu sou autêntico e verdadeiro amigo de todas as minhas ex. Não depende só de nós, mas sim de como a mulher é... o que deves fazer é cumprir a tua parte de ser autêntico. Se ela vai pensar na intimidade ou não, é apenas responsabilidade dela, e é algo que vem da sua forma de funcionar na vida. Não é a tua responsabilidade, nem estás a fazer algo de errado. Se o contexto é de amizade e diversão, ela não tem razão alguma para se sentir mal.