quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

"Como Evitar Divórcios E Separações"

Como Evitar Divórcios e Separações

Como é que se evita um divórcio ou uma separação?

Será que é mesmo possível fazer-se isso?

Claro que é.

Mas como? Através de magia? De sacrifícios? De controlo possessivo? De agressividade? De proibições? De esquemas? De manipulação? Andando a trair o parceiro?

Wow! Mas que lista mais manhosa de soluções...

Nem pensar, não é nada disso.


Um divórcio ou uma separação evitam-se ANTES de se conhecer a pessoa.


Não tem nada a ver com o que se possa tentar fazer durante a relação, mas sim o que se faz ANTES de se conhecer a pessoa e de se iniciar a relação.

Mas antes de te revelar como podes evitar um divórcio ou uma separação, vou-te explicar exactamente porque é que existem divórcios e separações.

Ok, então porque é que divórcios e separações acontecem?

É claro que cada situação é uma situação... mas todas elas têm a mesma origem. A razão específica superficial pela qual as pessoas se divorciam ou separam é diferente de caso para caso... mas a sua essência é sempre a mesma.

Sempre.

Eu já falei sobre isto aqui... mas vou voltar a falar. E vou voltar a falar pois este tema é extremamente importante, e vou repeti-lo as vezes que forem necessárias.


Divórcios e separações acontecem devido a não haver SELECÇÃO.


A maioria das pessoas entra numa relação às cegas, não conhecendo bem o parceiro, e pior, chegando a conclusões sobre o parceiro através de idealizações.

Passam-se apenas dias ou semanas e iniciam logo uma relação. Baseam-se apenas na atracção que sentem e não procuram descobrir como é a a personalidade da outra pessoa.

Atracção surge sempre que há polaridade masculino/feminino. Para saberes mais sobre este tema lê os meus posts sobre “Relação Masculino/Feminino”.


Mas atracção não garante nada... é apenas uma ferramenta da Natureza para que haja reprodução e se gere mais Vida.


Infelizmente a maioria das pessoas nunca irá seleccionar. E nunca irá seleccionar pois ou tem baixa auto-estima, ou funciona através do ego.

Vive desesperada por uma companhia.

Vive desesperada por amor.

Desesperada por sexo.

Desesperada por validação.

Vê o sexo oposto como um comprimido que lhe vai resolver todos os problemas e finalmente trazer-lhe a felicidade pela qual tanto anseia.

O que acontece é que o sexo oposto não serve para tapar buracos. O sexo oposto não “serve” para nada. Essa mentalidade é disfuncional.

Com o sexo oposto tem-se intimidade e acrescenta-se algo fabuloso à nossa vida. Mas a nossa vida é criada por nós, não pelo sexo oposto.

Somos nós que temos de criar uma vida que nos satisfaça, não é a presença do sexo oposto que a vai tornar como desejamos. Não é ele o responsável pela nossa vida, somos nós e só nós.

Ele não é a salvação, apenas pode trazer mais qualidade à nossa vida. Mas ela já nos tem de satisfazer. Pois se não nos satisfazer, também não irá satisfazer ao nosso parceiro.

Uma relação tem a ver com partilha. E se não temos qualidade para partilhar, quem estiver connosco não se sentirá atraído, cativado e fascinado por nós durante muito tempo.

Não havendo selecção entra-se em relações com pessoas incompatíveis connosco. Incompatibilidade traz discussões e mal entendidos. Discussões e mal entendidos trazem insatisfação.


Insatisfação traz o desejo de separação e divórcio.


Mas duas pessoas podem ser compatíveis, e mesmo assim a relação acabar em divórcio ou separação. Isto porque duas pessoas inseguras são compatíveis... assim como duas pessoas negativas são compatíveis... mas essas características criam emoções negativas, logo repelem.

E é apenas uma questão de tempo até um dos dois se fartar.

Os opostos atraem-se... mas só no caso da polaridade masculino/feminino. De resto há uma Lei da Compatibilidade.

Se um homem negativo se sentir atraído por uma mulher positiva, não é por essas características que se sentem atraídos, mas sim porque um é masculino e o outro feminino.

É então a não selecção que causa os divórcios e as separações. Não são os casos específicos que acontecem durante a relação... é sempre a personalidade dos parceiros. Pois é a sua personalidade que define a forma como funcionam na vida.

Então a solução é SELECCIONAR.

É conhecer-se várias pessoas e ir-se saindo com elas... criando assim uma espécie de “simulação” da relação.


Uma relação não é só o tempo em que se está com a outra pessoa na cama a fazer sexo. A maior parte do tempo não se está a fazer isso...


Portanto é o que acontece fora da cama que irá definir o tipo de relação.

O sexo é importante... mas é fora da cama que a personalidade se descobre. Por isso se saires com alguém durante vários meses, pelo menos 1 vez por semana, irás perceber como é estar numa relação com essa pessoa.

Pois a maior parte do tempo de uma relação íntima é passado a interagir, a sair, a passear, a visitar sítios, a fazer coisas juntos, a ir ao cinema, a ir comer fora, etc.

Pois a pessoa com quem estás a sair antes da relação é a mesma depois da relação. É a mesma personalidade. Ou seja, essa pessoa irá comportar-se da mesma forma nessas situações.

Irá falar sobre as mesmas coisas, ter as mesmas atitudes, as mesmas reacções, etc. E assim irás perceber como seria estar numa relação com essa pessoa.

Durante esse tempo não há nada de beijos na boca, nem sexo. Sai-se e convive-se como amigo. E amigo não é um estado fixo... é apenas uma fase transitória.

Atracção não tem a ver com o rótulo que se mete na relação. Se um homem é naturalmente atraente, a mulher vai-se sempre sentir atraída por ele, mesmo que só saiam como amigos. E ao contrário é o mesmo.


A personalidade nunca se transforma para melhor apenas porque se entrou numa relação (isso só é possível através de uma evolução pessoal intencional).


Por isso é sempre possível perceber-se como seria estar numa relação íntima com alguém, se se sair com essa pessoa 1 a 2 vezes por semana durante vários meses (6 no mínimo).

Mas é importante que se ande a conhecer e a sair com outras pessoas também, pois só assim se tem opções para seleccionar.

E não há nada pior do que se iniciar uma relação por carência, ou seja, por falta de opções.

Respeita-te e serás respeitado. Vive a vida com intenção e selecciona, pois o futuro não se adivinha... cria-se.


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4 comentários:

Diana disse...

Parabens pelo teu Grande espaço :) quando me sinto perdida, aqui (re)encontro o meu caminho, que passou a ser um cantinho de passagem obrigatória :) estou a aprender muito ctg, com as tuas palavras, com o teu modo de ver e viver a vida :) estás-me a ajudar imenso.. muito obrigado :) continua :D **********

Anónimo disse...

Olá Pedro,
receio q seja "um pouquinho" +complicado..hi..hi.. isto pk as pessoas usam máscaras (e podem faze-lo durante bastante tempo).. mas basica/ seleccionar é um bom principio, mas confesso-me ainda, quando sinto atracção forte torna-se dificil "ver" como o outro realmente é, gostar é uma força incrivel mas q desliga o bom julgamento!! Seleccionar é racional, qdo já há emoção (gostar,paixão) pode ser o cabo dos trabalhos!!.. Parabéns pelo teu trabalho Pedro, força nisso!! Um abraço!!

Anónimo disse...

Olá.
Queria apenas dizer que as palavras do teu blog são um reforço importante à minha maneira de ver as coisas, e como tal uma parte impostante da minha vida. Mas a verdade é que quando estamos muito tempo no trabalho e quando somos muito criteriosos, há momentos em que nos sentimos muito sós e sente-se falta de alguém junto a nós,e pensar se vale a pena tanto critério sem o "bater de asas no estômago?" A verdade é que muitas vezes as emoções traem os nossos melhores itentos.
Mas é bom saber que pelo mundo ainda vão havendo valores.
Obrigada!
Nadir

célia disse...

Suas palavras e ensinamentos são fortes, verdadeiros, principalmente porque nos levam a refletir, mas tenho uma pergunta: Como conseguir esse contato de meses com uma pessoa na forma de amigo, quando a outra pessoa demonstra querer um relacionamento mais íntimo? Difícil continuar esses encontros dessa forma porque o meu desenvolvimento não está em sintonia com o desejo do outro.
Abraço!